<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350</id><updated>2011-11-27T11:05:33.181Z</updated><category term='Diário de um ex-adolescente'/><category term='viagens'/><category term='Línguas e Literaturas'/><category term='Pedacinhos de Nada'/><category term='Top of the Pops'/><category term='Manifestos crónicas e declarações'/><category term='Porto dos Sentidos'/><category term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Pony Tales</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>922</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-2462120743278200730</id><published>2011-11-26T22:40:00.001Z</published><updated>2011-11-27T11:05:33.190Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>Três mega guilty pleasures</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/1iyBTXaB4wc/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1iyBTXaB4wc&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/1iyBTXaB4wc&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem se entretenha com séries e xadrez para descansar a mona de trabalho e estudos. Eu tenho outros &lt;i&gt;guilty pleasures&lt;/i&gt;. E admiti-los é tão vergonhoso que nem sei bem porque o faço. Eu, que deveria, em virtude da investigação, do Doutoramento e coisa e tal, falar aqui apenas de obras e de entretenimento altamente alternativo, confesso os meus três pecados:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1- &lt;i&gt;Reality-shows&lt;/i&gt;. Deus seja louvado pela maratona do &lt;i&gt;Jersey Shore&lt;/i&gt; na &lt;i&gt;MTV &lt;/i&gt;este fim de semana: nunca a humanidade chegou tão baixo quanto aqueles rapazes e raparigas nas suas férias em Florença. E, não tão mau mas igualmente vergonhoso, confesso que aguardo Domingo inteiro que chegue a hora da Teresa Guilherme falar com a Cátia e com a Fanny no confessionário. E depois há muitos mais: &lt;i&gt;The Celebrity Apprentice&lt;/i&gt;, do qual já vi todas as séries, o próprio &lt;i&gt;The Apprentice&lt;/i&gt;, mas não com tanta piada&amp;nbsp; (nada tira a emoção de ver a Joan Rivers a quase dar na cara da Annie Duke). Há os de culinária, que também os como a todos: &lt;i&gt;Masterchef &lt;/i&gt;(australiano e português), &lt;i&gt;Hell's Kitchen&lt;/i&gt; (quantas vezes comento que se lá estivesse mandava o chef Ramsey meter o esturjão num sítio que eu cá sei) e os &lt;i&gt;Pesadelos de Ramsey&lt;/i&gt; (nunca mais volto a comer em restaurantes que não se veja claramente a cozinha). O &lt;i&gt;Cops&lt;/i&gt;, claro, um clássico. As dez séries do &lt;i&gt;Biggest Loser&lt;/i&gt; americano (o português é incrivelmente lento, chato, sem ritmo nenhum...) e, em geral, todos os que envolvem transformações: &lt;i&gt;While you were out, Extreme Makeover&lt;/i&gt; (é engraçado ver o Ty a envelhecer de série em série mas a continuar a pensar que tem 20 e poucos anos), o &lt;i&gt;Style by Jury&lt;/i&gt; (é incrível a necessidade dos americanos que lhes digam como e o que vestir) e muitas, muitas saudades do &lt;i&gt;The Swan&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;Momento da Verdade&lt;/i&gt;. Tudo começou em criança quando a minha mãe dava por mim, nos intervalos da leitura da Gramática da Língua Portuguesa, dos clássicos novecentistas e dos últimos volumes da História de Portugal do Mattoso, especado em frente à televisão a pasmar para o &lt;i&gt;Perdoa-me.&lt;/i&gt; Que saudades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2- Filmes de catástrofes. Furacões, tufões e tornados. Tremores de terra, sismos e tsunamis. Invasões extra-terrestres, micróbios assassinos, pragas de insectos e aracnídeos. Nada como um Domingo à tarde a ver Nova Iorque ficar coberta de gelo, Los Angeles a ser arrasado pelos ventos nunca vistos e os americanos, como sempre, a salvarem o mundo da hecatombe. O argumento é sempre o mesmo mas é sempre uma surpresa, também, verificar que fica tudo muito bem no fim embora tenham morrido milhões de pessoas, que levaram com carros na cabeça em plena Manhattan ou definharam dias a fio com febres altíssimas. Entre eles, os preferidos são aqueles já depois do apocalipse, como &lt;i&gt;A Estrada &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;O Livro de Eli &lt;/i&gt;(para quem ainda não viu este filme, um mega hiper &lt;i&gt;spoiler&lt;/i&gt;: o livro é a &lt;i&gt;Bíblia&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3- Stephen King. Sim, o homem é um mestre e não é propriamente um &lt;i&gt;guilty pleasure&lt;/i&gt;. Mas não impressiona dizer que leio aqueles romances policiais de terror e vejo os filmes daí decorrentes como quem vê o Sol nascer. Gosto muito. O meu preferido é &lt;i&gt;Misery&lt;/i&gt;, não podendo também deixar de mencionar o clássico &lt;i&gt;The Shining&lt;/i&gt;. O homem sabe prender a atenção desde a capa à contra-capa e ok que pode não ser propriamente boa literatura mas é ver-me em viagem, de Stephen King debaixo do braço, a nem dar pelas horas de espera no aeroporto ou pelas imensas travessias de comboio. Enquanto existires, Stephen, eu não passo secas de certeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora com licença que daqui a nada começa o especial fim-de-semana da Casa dos Segredos e a opção é entre ir ver as bonitas figuras daquela rapaziada ou abrir o Umberto Eco e começar a pensar em coisas a sério. É que está mesmo visto quem vai ganhar, não está?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-2462120743278200730?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/2462120743278200730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=2462120743278200730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2462120743278200730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2462120743278200730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/11/tres-mega-guilty-pleasures.html' title='Três mega guilty pleasures'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4297735828197584472</id><published>2011-11-23T20:51:00.001Z</published><updated>2011-11-26T23:15:33.394Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>A greve geral de 24/11/11</title><content type='html'>Decidi quebrar o meu jejum de actualizações não porque de repente me sobre o tempo e não tenha mais em que pensar a não ser no que hei-de escrever sobre mim ou a minha rotina para que meia dúzia de internautas anónimos se congratulem com o pequeno espaço de intimidade que os estou a deixar ver. Deixo isso para as pipocas da vida, que cultivam os seus (ou, diria mais, as suas) voyeurs como se de verdadeiros fãs se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma reunião de planeamento de acção para a greve geral de amanhã (sempre fui mais de observar do que de interagir, diga-se) resolvi tentar convencer a minha meia dúzia de leitores a não ir trabalhar amanhã.Poderia escrever muito sobre tudo o que se passou em Portugal desde que deixei de escrever neste blogue: a tomada de assalto ao governo do país de uma coligação não eleita pelo povo, o aumento desmesurado de serviços básicos de sobrevivência, o preço a pagar por uma crise que é anunciada e extrapolada todos os dias, o ataque aos mais pobres, aos doentes, às crianças, aos desempregados e aos idosos.Não é ainda altura. É, acho eu, o momento de partilhar três ou quatro reflexões sobre a existência em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou fazê-lo por pontos, para que se torne mais claro e não me alongue - já me conhecem o meu inexistente poder de síntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- As pessoas, e os portugueses em particular, habituaram-se a pensar em si próprios como seres desprovidos de direitos. Desde os anos 80, com o amigo Reagan (que a terrinha lhe pese bem em cima dos ombros) e a senhora dona Tatcher que se veio criando a opinião geral de que o Estado (muitas vezes confundido com o governo) não é responsável perante todos os seus cidadãos por um mínimo (?) essencial de serviços ao cidadão, que lhe garantam saúde, educação, segurança, justiça, protecção (abrigo), locomoção (transportes) e representação no estrangeiro. Isto é o básico. Na minha opinião, a isto se deve juntar a cultura. Mas isso são outros quinhentos. A ideia que nasceu daquelas duas cabeças iluminadas, ou melhor, que foi gerada na sociedade pela adopção uma política orientada para o mercado e para o capital, e que foi sendo seguida anos fora por outros políticos pelo mundo, tem em Portugal o expoente em Cavaco Silva e nos seus governos de emagrecimento de direitos e está a ter o seu culminar na política decorrente da crise económica e financeira mundial, iniciada pela falência do banco Lehman Brothers, em 2008, nos EUA. Em geral, quer-se fazer crer (e já o ouvi da boca de pessoas muito inteligentes e bem formadas) que o Estado não é responsável por provir determinados serviços aos cidadãos, que ao fazê-lo está a habituá-los mal e a travar a iniciativa.Até aqui eu até poderia perceber: afinal, por que raio havemos nós de exigir aquilo tudo? Mas a resposta é simples. Porque nós pagamos, efectivamente, aquilo tudo, com uma fracção considerável do nosso salário mensal e com o nosso consumo quotidiano. Entre IRS, IVA, IRC, Segurança Social, entre outros impostos, os cidadãos confiam ao Estado parte dos seus ordenados (uma parte significante - que sejam 25 do que ganham e 23% do que consomem) para que este utilize essa doação a que os cidadãos são obrigados em serviços que se traduzam na manutenção do bem-estar e na provisão daqueles tais serviços mínimos de que falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- É este tipo de organização social que tem andado, desde 1945, a prevenir que nos andássemos todos a pegar uns com os outros. Ao contrário do que pensamos, na nossa breve existência de 20, 30, 40 anos, nem sempre, na Europa, os países foram amiguinhos uns dos outros. Na secular História da Europa, foram até mais os séculos em que nos chateámos uns com os outros. Até, a bem ver, foi apenas nos últimos 50 e poucos anos que nos decidimos todos dar bem. Mesmo ao desmantelar as sociedades socialistas do Leste, mesmo ao unificar o gigante alemão, mesmo ao responder a grandes convulsões sociais, nunca se optou pela guerra. Desde que existe o tipo de Estado que descrevi em cima, que garante a todos os cidadãos europeus uma panóplia de direitos: escolarizando-os, mantendo-os protegidos e saudáveis.Não será uma ideia um pouco perigosa estarmos, agora, a dar cabo deste tipo de Estado, que nos garante a Paz? Estaremos tão cheios de coragem, destas cinco décadas de Paz, que nos damos ao luxo de achar que uma história de guerra e de rivalidades de dezenas de séculos está de facto enterrada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Mas então, porque estamos, de facto, sem dinheiro? Se somos milhões, todos os meses, a transferir parte do nosso ordenado para que o Estado nos garanta certos direitos, o que é feito de tudo isso? Como é possível que não tenha sobrado nada?O nosso dinheiro foi mal gerido pelos governos em quem confiámos, desde 1975.Se eu der 500 euros para alguém me comprar algo que custa 500 euros e essa pessoa me comprar algo que custa 200 e me disser que não tem mais dinheiro, ou o perdeu, ou lhe roubaram o dinheiro ou me está a mentir. Ou então comprou o que eu lhe tinha pedido e, para fazer a vontade a um amigo, comprou-lhe também qualquer coisita que eu não precisava e agora está-me a tentar pedir mais 300.O povo português não tem subsídio de Natal mas tem vários estádios de futebol, construídos para o Euro 2004. Não temos o abono de família mas temos auto-estradas no meio do nada que não levam a lado nenhum. Mais grave. Todos os dias passo por mendigos e pobres que não têm comida nem água para se lavar mas têm uma avenida, no Porto, toda ela concebida pelo Siza Vieira. E têm, também, esses sem abrigo, fogo de artifício no São João e decoração das ruas no Natal. Mas nem vamos chegar, então, aos sem abrigo. Cheguemos à classe média (aquela, a real, que ganha 1000 euros e tem muitas despesas). A classe média, embora tenha pago impostos a vida toda, não tem direito a usar um autocarro de graça. Mas tem submarinos. Dois. A classe média tem que pagar uma taxa moderadora mas já pagou o hospital onde vai ser atendida e até o pagou mais do que devia, porque a parceria publico-privada lhe saiu bem cara.Contra o argumento de que nós vivemos acima das nossas possibilidades digo que o Estado é que gastou acima das nossas possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Ao procurarmos manter determinados direitos conquistados, esquecemo-nos que havia muitos outros, ainda, para conquistar. Como o ensino superior gratuito, a protecção garantida no desemprego, o fim do trabalho precário, a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, a reforma do sistema de justiça e do sistema prisional, a luta por uma sociedade mais igual.Enquanto nos ocupamos a tentar não perder determinados direitos, pelos quais lutámos e pelos quais pagámos, não nos atrevemos a exigir mais ao nosso fiel depositário, o Estado.E eu bem sei que os mais velhos passaram por muito pior: o Salazar, a fome, a guerra do Ultramar, a miséria e terem que trabalhar aos dez anos. É tudo verdade. Mas em nome de ter havido outras gerações que passaram piores bocados que nós, devemos abdicar de conquistar uma vida melhor para nós e para os nossos descendentes? Por esta ordem de ideias ("no meu tempo é que era! nós é que sofremos, vocês são uma cambada de miúdos mimados!") não se tinha acabado com a escravatura, não tinha havido voto para as mulheres nem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se é para manter a guarda em baixo em nome dos sacrifícios que outros passaram, então terminamos com a evolução social e resolve-se o assunto por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Os portugueses nunca vão mudar. Seremos sempre passivos, caladinhos, com medo do patrão, a achar que o que temos já é muito bom, que pedir é feio e que exigir é mal educado. Queremos alguém que nos diga o que fazer, achamos que sabemos tudo sobre tudo e que dantes é que era. Que o Salazar até era bonzinho e que devemos é ser agradecidos por ter pão que levar à boca.Cavaco Silva é o maior exemplo de que Portugal nunca teria saído do Estado Novo se não houvesse um golpe militar. Andaríamos ainda aqui, de João Jardim em João Jardim, de Pinochet em Pinochet, à espera que o mal passasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- É importante dar sinais de que já não somos assim. É importante, em nome dos nossos direitos, da manutenção da Paz, da denúncia dos abusos que foram cometidos e da possibilidade futura de termos uma vida melhor. É muito português achar que querer uma vida melhor é vergonha. Ou que a diversão é vergonha. Ou que o descanso é vergonha. (Não imaginam os olhares de ofensa que tive, numa aula, quando disse que não queria trocar o horário porque ao Sábado de manhã, hora proposta, eu queria dormir.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa única arma, por enquanto, é a greve. É a única forma de dizermos que não estamos de acordo. E eu não estou de acordo. Preciso de viver num país onde não tenha medo de, amanhã, vir a passar pelo mesmo que passaram essas tais outras gerações que olham, agora, estes sacrifícios como poucos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4297735828197584472?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4297735828197584472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4297735828197584472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4297735828197584472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4297735828197584472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/11/decidi-quebrar-o-meu-jejum-de.html' title='A greve geral de 24/11/11'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-3082732101460052326</id><published>2011-07-20T21:14:00.000+01:00</published><updated>2011-11-26T23:15:14.260Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Tokyo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sensação que fico ao deixar Tóquio é de que esta é uma cidade constituída por muitas cidades. Como se tivessem pegado em várias metrópoles e tivessem decidido juntá-las de forma a criar uma só, imensa, enorme, quais milhares de colmeias de abelhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de facto não é apenas sensação: sendo a cidade mais populosa do mundo, a "capital do leste" tem no seu centro quase 13 milhões de pessoas a viver, número que passa para 37 milhões quando falamos da sua área metropolitana. Nós, que cá vivemos com estes 10 milhões mal amarfanhados, não temos capacidade para visualizar toda a dimensão populacional de Tóquio, que além de 23 bairros, todos eles do tamanho de cidades, abarca ainda duas ilhas na sua imensa teia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que é curioso é que não parece. É capaz de me fazer mais aflição meia dúzia de gatos pingados a empatar as escadas do metro, no Porto, do que aqueles dois milhões que todos os dias utilizam a estação de comboios de &lt;i&gt;Tokyo&lt;/i&gt;, a principal estação da cidade, onde fomos parar à vinda de Nara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo está organizado ao ínfimo detalhe e seguir o caminho correcto é tão intuitivo quanto utilizar um dos &lt;i&gt;gadgets &lt;/i&gt;tecnológicos japoneses. O metro de Tóquio está organizado por números e letras, que ascendem ou descendem consoante o sentido que viajamos, tornando facílimo descobrir qual é a nossa melhor rota e quase impossível perdermo-nos nas ligações. Também para comprar os bilhetes basta chamar um funcionário, que este aparece imediatamente na portinhola ao lado da máquina de venda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tóquio funciona bem. Mas o que não funcionou bem foi a nossa experiência no hotel que reservámos. Uma espécie de dormitório, com as famosas camas cápsulas, utilizadas para breves sestas e que são autênticas gavetas de morgue. Eu e o Rubén iríamos ficar num quarto duplo que mais não era do que um colchão disposto no meio de uma camarata e protegido por finas paredes de papel. Quando ouvi a parte do banho ser de dez minutos e com moedas, então dei meia volta e fiz valer o facto de já não ter 18 anos. Nem 28. O hotel seguinte, difícil de alcançar numa caminhada com malas por Tóquio à noite, era um, digamos, &lt;i&gt;hotel do amor&lt;/i&gt;. Com quartos saídos de um filme porno dos anos 80, onde não faltava uma imensa consola de controlo da luz e da rádio, música ambiente nos corredores e portas com fechos automáticos que não funcionavam. E por isso, na primeira noite, fizeram-nos um &lt;i&gt;upgrade &lt;/i&gt;para um dos quartos finos, desenhado, passo a citar, por "&lt;i&gt;upsetters&lt;/i&gt;" e todo ele &lt;i&gt;tatami&lt;/i&gt;, colchões no chão, televisores &lt;i&gt;Led&lt;/i&gt;, onde se dormiu o sono dos justos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sem antes galgar Shinjuku à procura de comida. Era sábado e eram umas onze da noite. Todo o povo japonês daquele bairro estava já &lt;i&gt;de fiesta&lt;/i&gt;, àquela hora: elas com os seus altos tacões e a maquilhagem &lt;i&gt;cutting edge&lt;/i&gt;, eles com os seus cabelos no ar, cheios de &lt;i&gt;laqué &lt;/i&gt;e todos eles copo na mão e sorriso na boca. Tinha-me apetecido ficar lá, não fosse a canseira e a sofeca da fome, que acabou por ser saciada com dois belos crepes de chocolate, &lt;i&gt;chantilly &lt;/i&gt;e morangos, acabadinhos de fazer numa &lt;i&gt;roullotte &lt;/i&gt;de crepes que pareceu ter sido lá plantada pelo Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, havia cidade para desbravar. Começámos pelo parque Ueno, com os seus muitos museus e templos, onde o pessoal de Domingo costuma passear em Tóquio. Mais &lt;i&gt;mixed with the locals&lt;/i&gt; era impossível: até andar no meio de um belo lago, de gaivota, os dois namorados foram, juntamente com famílias japonesas e casais apaixonados. À saída do parque, o mercado de Ameyoko, ou &lt;i&gt;caminho das lojas de rebuçados&lt;/i&gt;, um espaço que ficou famoso como mercado negro logo após a 2ª guerra. Hoje, porém, &lt;i&gt;Ame &lt;/i&gt;é mais para os produtos americanos que lá se vendem a preços muito baixos, juntamente com um arsenal de coisas que seria impossível descrever, nem que usasse um milhão de palavras. Foi aí que, pela primeira vez na viagem, me deu a ganância das compras. Era tudo diferente, giro e barato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4m98tJmlhe0/Ticupp62suI/AAAAAAAAGQQ/yy7FoDsFmeg/s1600/DSC08640.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-4m98tJmlhe0/Ticupp62suI/AAAAAAAAGQQ/yy7FoDsFmeg/s320/DSC08640.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Japoneses a caminho do parque, num dia de Domingo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pU0qTmmIcvc/TicurNtE_VI/AAAAAAAAGQU/JmpKbzIrjDY/s1600/DSC08641.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-pU0qTmmIcvc/TicurNtE_VI/AAAAAAAAGQU/JmpKbzIrjDY/s320/DSC08641.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Lago de nenúfares no Parque Ueno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r1eUnD1s6wc/Ticuumss1YI/AAAAAAAAGQY/d8m2Q6V4Occ/s1600/DSC08644.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-r1eUnD1s6wc/Ticuumss1YI/AAAAAAAAGQY/d8m2Q6V4Occ/s320/DSC08644.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A voltinha na gaivota pelo lago do parque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tTdFcKZg3Tk/Ticvg_9qrII/AAAAAAAAGQc/htB7ShKJUDI/s1600/DSC08654.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-tTdFcKZg3Tk/Ticvg_9qrII/AAAAAAAAGQc/htB7ShKJUDI/s320/DSC08654.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IjlIGaTk5Jo/TicvieqqrYI/AAAAAAAAGQg/AjY9BlVe3c8/s1600/DSC08664.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-IjlIGaTk5Jo/TicvieqqrYI/AAAAAAAAGQg/AjY9BlVe3c8/s320/DSC08664.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A entrada e a rua principal do mercade de Ame&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ganância voltou passado um bocado, quando visitámos o templo Sensoji. Não que quisesse comprar algo neste templo, um dos principais de Tóquio, construído em 645 depois de dois irmãos terem descoberto uma estátua da deusa Kannon no rio Sumida, que, embora tivesse sido devolvida ao rio, continuava sempre a voltar e a aparecer aos irmãos. Não, a ganância deu-me no mercado que conduz à entrada do templo, na rua de Nakamise, um dos locais de vendas mais antigos de todo o Japão, com uma história de séculos de tradição de comércio. É lá que se arranja todo o tipo de &lt;i&gt;souvenirs &lt;/i&gt;japoneses, lindos de morrer. Eu parecia uma baratinha tonta sem saber o que escolher perante tanta coisa tão gira e tão diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Sa4hDMtdEhg/Ticv-S599_I/AAAAAAAAGQk/UB6uZGoQ64o/s1600/DSC08671.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-Sa4hDMtdEhg/Ticv-S599_I/AAAAAAAAGQk/UB6uZGoQ64o/s320/DSC08671.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A perdição das compras na rua de Nakamise&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GvddVpEjjVs/Ticv_qkBnzI/AAAAAAAAGQo/MVHQAWfFQ-w/s1600/DSC08676.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-GvddVpEjjVs/Ticv_qkBnzI/AAAAAAAAGQo/MVHQAWfFQ-w/s320/DSC08676.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Entrada para o Templo de Sensoji&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, e para um ambiente totalmente diferente, fomos para o bairro de Shibuya, uma das 23 cidades de Tóquio, onde habita a fauna jovem e excêntrica da cidade. É o centro de toda a agitação nocturna, das lojas arrojadas e das tendências. É aqui que começam todas as novidades e é o bairro que faz jus à fama da cidade: tudo é cor, &lt;i&gt;néon&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;flash &lt;/i&gt;e em todo o lado há muita, muita gente diferente. E o melhor sítio para comprovar isso é precisamente na estação de Shibuya, em frente à qual está a estátua de Hachiko. Hachiko foi um cão que viveu nos anos 20 e que é lembrado na história da cidade pela lealdade para com o seu dono, o Professor Ueno. Hachiko esperou durante quase dez anos, depois da morte do seu dono, que este voltasse, indo procurá-lo todos os fins de tarde à porta da estação de Shibuya. A história comoveu os japoneses, que homenagearam o cão com um dia de feriado que celebra a sua morte e homenageia também a qualidade da lealdade, tão rara entre os humanos... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-562Olb2xEz8/TicwZvvduRI/AAAAAAAAGQs/kQVgHtXGO9I/s1600/DSC08679.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-562Olb2xEz8/TicwZvvduRI/AAAAAAAAGQs/kQVgHtXGO9I/s320/DSC08679.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A estátua à lealdade, com Hachiko.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a ternurenta estátua de Hachiko, o rebuliço da maior, mais percorrida e mais famosa passadeira do mundo. Que, depois de atravessar, observámos atentamente e por largos minutos da janela do &lt;i&gt;Starbuck's&lt;/i&gt; mais próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BxB9Jco3mlE/Ticw16iJJPI/AAAAAAAAGQw/WZGwpdNfOUE/s1600/DSC08680.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-BxB9Jco3mlE/Ticw16iJJPI/AAAAAAAAGQw/WZGwpdNfOUE/s320/DSC08680.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pzgJ6sozBlc/Ticw33JiPMI/AAAAAAAAGQ0/T0vfqAWqWRw/s1600/DSC08683.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-pzgJ6sozBlc/Ticw33JiPMI/AAAAAAAAGQ0/T0vfqAWqWRw/s320/DSC08683.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LUMopjxxbio/TicxATXLCJI/AAAAAAAAGQ4/5mlvzVnMWaw/s1600/DSC08687.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-LUMopjxxbio/TicxATXLCJI/AAAAAAAAGQ4/5mlvzVnMWaw/s320/DSC08687.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-k-BeR5Ty2Kk/TicxIbveKEI/AAAAAAAAGQ8/lKCfXwUukOI/s1600/DSC08691.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-k-BeR5Ty2Kk/TicxIbveKEI/AAAAAAAAGQ8/lKCfXwUukOI/s320/DSC08691.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;A passadeira mais famosa do mundo e as lojas de Shibuya. A última foto foi tirada da montra de uma Bershka com modelos bem diferentes dos que temos cá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda neste dia, Harajuku, o centro da moda mais extrema e mais excêntrica do mundo inteiro. É na rua em frente à estação de Harajuku, Takeshita &lt;i&gt;Dori&lt;/i&gt;, que se encontra a juventude que gosta de arriscar quando se veste. De boneca, de empregada de mesa, de ursinho, de &lt;i&gt;punk&lt;/i&gt;, com acessórios dos quais só eles se lembram e com um à-vontade ao usá-los que me deixaram muito invejoso. Imaginar como o Porto seria uma cidade mais bonita, se todos tivéssemos um pouquinho que fosse da ousadia das &lt;i&gt;harajuku girls&lt;/i&gt;. O objectivo de muitos deles, que alinham no &lt;i&gt;cosplay&lt;/i&gt; principalmente ao Domingo ao fim da tarde, é parecerem-se com personagens de &lt;i&gt;Anime&lt;/i&gt;, com personagens de filmes e com bonecos conhecidos. E conseguem, garanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7-a6hEY8iFg/Ticx2CE4e_I/AAAAAAAAGRA/8IgzFRkjMz8/s1600/DSC08697.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-7-a6hEY8iFg/Ticx2CE4e_I/AAAAAAAAGRA/8IgzFRkjMz8/s320/DSC08697.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qK7IMLd7ehc/TicyAlXJ5zI/AAAAAAAAGRE/6wFmLuYqHIA/s1600/DSC08775.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-qK7IMLd7ehc/TicyAlXJ5zI/AAAAAAAAGRE/6wFmLuYqHIA/s320/DSC08775.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ut5yz8vlAdc/TicyB3CqUgI/AAAAAAAAGRI/Mwxrq8sltvY/s1600/DSC08776.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-ut5yz8vlAdc/TicyB3CqUgI/AAAAAAAAGRI/Mwxrq8sltvY/s320/DSC08776.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zzGyr0EjelA/TicyDcz-XQI/AAAAAAAAGRM/RxtpQIAWHYU/s1600/DSC08777.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-zzGyr0EjelA/TicyDcz-XQI/AAAAAAAAGRM/RxtpQIAWHYU/s320/DSC08777.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4ZH7hM0tG2A/TicyE0mrMfI/AAAAAAAAGRQ/h1Dho1dmDak/s1600/DSC08779.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-4ZH7hM0tG2A/TicyE0mrMfI/AAAAAAAAGRQ/h1Dho1dmDak/s320/DSC08779.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;As modas e as cores de Harajuku&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia seguinte começou em Ginza, o distrito mais conhecido por ter as lojas mais caras da cidade e pelo metro quadrado custar 90 mil euros. Aqui interessava-nos o &lt;i&gt;Sony Building&lt;/i&gt;, onde passámos um bom tempo a descobrir as últimas gadgets da tecnologia. Ir ao &lt;i&gt;Sony Building&lt;/i&gt; é como ir à &lt;i&gt;Eurodisney &lt;/i&gt;dos &lt;i&gt;geeks&lt;/i&gt;: aquilo sim é tecnologia moderna e algumas daquelas máquinas fotográficas ou televisões hão-de demorar um bom par de anos a chegar à terrinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ubxy0Lz_n20/TicyjAJfz2I/AAAAAAAAGRU/M32hiQ-m6xs/s1600/DSC08702.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ubxy0Lz_n20/TicyjAJfz2I/AAAAAAAAGRU/M32hiQ-m6xs/s320/DSC08702.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma das esquinas mais famosas de Ginza, onde há uns anos havia um letreiro da Coca-Cola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como estávamos numa de electrónica, fomos depois a Akihabara, o bairro da electrónica mas também dos fãs do &lt;i&gt;Anime &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Manga&lt;/i&gt;. Aqui, entre as lojas de "coisas" electrónicas que vão desde a altas máquinas a porcas e fusíveis e que variam entre armazéns &lt;i&gt;a la Media Market&lt;/i&gt; até quitandas cheias de fios de electricidade e senhores velhinhos, encontram-se os famosos &lt;i&gt;maid cafes&lt;/i&gt;, onde as empregadas se vestem como as bonecas &lt;i&gt;Anime&lt;/i&gt;, as lojas de coleccionadores de banda desenhada e outros espaços, como bibliotecas destinadas apenas a consultar &lt;i&gt;Anime &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Manga&lt;/i&gt;. Cá fora, as meninas vestidas de empregadinhas vão entregando &lt;i&gt;flyers &lt;/i&gt;mas não se deixam fotografar. Ou quase.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dJiUEe6-de0/TiczVfLrJqI/AAAAAAAAGRY/wFnsSoY2wK8/s1600/DSC08713.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-dJiUEe6-de0/TiczVfLrJqI/AAAAAAAAGRY/wFnsSoY2wK8/s320/DSC08713.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UObbpxiF3kI/TiczW-2U8HI/AAAAAAAAGRc/hpRhby9K6xY/s1600/DSC08715.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-UObbpxiF3kI/TiczW-2U8HI/AAAAAAAAGRc/hpRhby9K6xY/s320/DSC08715.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qY5m_dZAhg0/TiczYZvghjI/AAAAAAAAGRg/pGpeJwsdFyY/s1600/DSC08716.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-qY5m_dZAhg0/TiczYZvghjI/AAAAAAAAGRg/pGpeJwsdFyY/s320/DSC08716.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6XIIda4AbbQ/TiczZD_kmgI/AAAAAAAAGRk/kC1JKt92qu4/s1600/DSC08717.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://2.bp.blogspot.com/-6XIIda4AbbQ/TiczZD_kmgI/AAAAAAAAGRk/kC1JKt92qu4/s320/DSC08717.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W1UwOM6s79Y/Ticzap70TNI/AAAAAAAAGRo/uMnmFt8iStM/s1600/DSC08725.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-W1UwOM6s79Y/Ticzap70TNI/AAAAAAAAGRo/uMnmFt8iStM/s320/DSC08725.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bNI8f9_AgPI/TiczbaNmITI/AAAAAAAAGRs/svg56bGBXFg/s1600/DSC08726.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-bNI8f9_AgPI/TiczbaNmITI/AAAAAAAAGRs/svg56bGBXFg/s320/DSC08726.JPG" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m_mKabTyN5A/TiczcvavieI/AAAAAAAAGRw/emBzbE1T2LM/s1600/DSC08727.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-m_mKabTyN5A/TiczcvavieI/AAAAAAAAGRw/emBzbE1T2LM/s320/DSC08727.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-txbGZLVCz8w/TiczeBogdJI/AAAAAAAAGR0/-bmV7hJawQM/s1600/DSC08728.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-txbGZLVCz8w/TiczeBogdJI/AAAAAAAAGR0/-bmV7hJawQM/s320/DSC08728.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0iXjDXQBfoc/TiczfuBEh_I/AAAAAAAAGR4/abEKprERBNE/s1600/DSC08731.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-0iXjDXQBfoc/TiczfuBEh_I/AAAAAAAAGR4/abEKprERBNE/s320/DSC08731.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O paraíso do Anime e Manga em Akihabara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após almoçarmos em Akihabara, fomos ao Palácio Imperial e, mais uma vez, pareceu que mudámos de cidade. A zona circundante ao palácio, que está lá escondido ao longe, quase fora da vista dos cidadãos, é um imenso jardim de um verde que quase não existe. Ideal para namorar, especialmente num dia de muito calor... Incrível como uma cidade segura é todo o caminho andado para ser uma cidade boa: se pudesse, no Porto, ir trabalhar com o meu &lt;i&gt;PC &lt;/i&gt;para debaixo de uma árvore num parque público sem o risco de haver logo um "mano" que mo quisesse surrupiar, tenho a certeza de que seria uma pessoa mais feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao palácio, é muito lindo. Mas só se consegue ver uma nesga, através da Kokyo &lt;i&gt;Gaen&lt;/i&gt;, a grande praça em frente a uma das fachadas, onde se avista as Nijubashi, as duas pontes que dão acesso ao piso térreo do palácio, do qual se consegue vislumbrar apenas uma parte de uma torre, assim ao de leve. É talvez um dos pontos fracos deste país, o facto de ainda não terem acabado com a palhaçada da família imperial, a qual eles muito prezam mas que, à semelhança das famílias reais europeias, não passa de uma catrefada de gente que usa e abusa de privilégios de casta e que vive vidas faustosas em dinheiro mas parcas em liberdade e em saúde mental. A família imperial japonesa, então, é totalmente reclusiva, fechada no palácio e cheia de nóias, depressões e casos estranhos. O imperador Akihito, coroado em 1989, nunca tinha falado ao "seu" povo até à tragédia do terramoto/ tsunami em Março, tal é a atmosfera quase divina de que se reveste (de facto, foi apenas o Imperador Hirohito, no pós-guerra, que admitiu que o Imperador não é descendente de Deus...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wJQJo9gwjpE/Tic0JokgQvI/AAAAAAAAGR8/9D7B2Dqq9rY/s1600/DSC08734.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-wJQJo9gwjpE/Tic0JokgQvI/AAAAAAAAGR8/9D7B2Dqq9rY/s320/DSC08734.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hP0S3zJA9Ro/Tic0LUMxP8I/AAAAAAAAGSA/FbNVgL6ph8I/s1600/DSC08739.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-hP0S3zJA9Ro/Tic0LUMxP8I/AAAAAAAAGSA/FbNVgL6ph8I/s320/DSC08739.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-elXSlsTJPXY/Tic0MixWvPI/AAAAAAAAGSE/7gE2ZxNpLA4/s1600/DSC08740.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-elXSlsTJPXY/Tic0MixWvPI/AAAAAAAAGSE/7gE2ZxNpLA4/s320/DSC08740.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O que dava para espreitar do palácio e os bucólicos jardins em frente à residência do Imperador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Fv5xpPGZpYg/Tic0nVwgs_I/AAAAAAAAGSI/aNa0RjCBvNA/s1600/DSC08748.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Fv5xpPGZpYg/Tic0nVwgs_I/AAAAAAAAGSI/aNa0RjCBvNA/s320/DSC08748.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DIejT_ZS7ME/Tic0o-P-cBI/AAAAAAAAGSM/jaZE6ygna_U/s1600/DSC08752.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-DIejT_ZS7ME/Tic0o-P-cBI/AAAAAAAAGSM/jaZE6ygna_U/s320/DSC08752.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-syquEqcN5SM/Tic0qfCUMtI/AAAAAAAAGSQ/IO3BTHfPPIs/s1600/DSC08753.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-syquEqcN5SM/Tic0qfCUMtI/AAAAAAAAGSQ/IO3BTHfPPIs/s320/DSC08753.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Este não é o palácio mas sim o Palácio dos Congressos de Tóquio, uma construção de arquitectura arrojada, até para os padrões de Tóquio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o que fomos à Torre de Tóquio, construída segundo a Torre Eiffel, em 1958, com a vantagem de ser 13 metros mais alta, perfazendo 333 metros. A minha esperança de ver o Monte Fuji de lá de cima ficou gorada quando a simpática japonesa das informações me dissuadiu de o fazer com um sorriso e um &lt;i&gt;no! béduédere! béduédere!&lt;/i&gt; Mais uma vez se nota a honestidade deste povo: se fosse por cá, mandavam-me subir na mesma e pagar. Ou então diziam que não sabiam. Ou que não percebiam bem o que eu queria dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém a viagem não foi em vão: serviu para mais um crepe, ali no sopé da torre, desta vez juntando banana ao &lt;i&gt;mix &lt;/i&gt;anterior. O quanto eu não dava e o quanto eu dava para ter um crepe daqueles cá em Portugal, assim à mão de semear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CTvYynZBAGU/Tic1Tg5brFI/AAAAAAAAGSU/uJwMpxvF-Xk/s1600/DSC08765.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-CTvYynZBAGU/Tic1Tg5brFI/AAAAAAAAGSU/uJwMpxvF-Xk/s320/DSC08765.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wDqyMTQFlpk/Tic1VZr6X9I/AAAAAAAAGSY/xllYpNyl-i8/s1600/DSC08766.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-wDqyMTQFlpk/Tic1VZr6X9I/AAAAAAAAGSY/xllYpNyl-i8/s320/DSC08766.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Honestamente, a Torre de Tóquio valeu a pena pelos crepes. Ah, é uma antena de rádio, lá em cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma nova passagem pelos nossos lugares preferidos de Harajuku, onde fiquei a observar a fauna urbana passar por mim, sentadinho na rua e maravilhado da vida, fomos até Shinjuku, explorar o local por onde tinha começado a nossa viagem em Tóquio. Shinjuku é um mundo quase impossível de descrever. Em torno da estação, hordas de pessoas caminham para comprar, comer e beber. Muitos jovens e muita música, muita televisão em ecrã gigante, carros e daquelas fotos que, de haver tanto movimento, apanham apenas riscos de luz de um lado ao outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A zona de Kabukicho é a mais estranha. É conhecida como a maior &lt;i&gt;red light zone&lt;/i&gt; do Japão mas é mais, pelo que vimos, uma série de ruas de animação nocturna, com muitos bares e restaurantes. E umas criaturas estranhas, uns homens que porventura serão da máfia japonesa porque intimidam. E outros que estão todos produzidos, às dezenas, plantados no meio da rua a dar &lt;i&gt;flyers &lt;/i&gt;às meninas, com os seus fatos escuros, brilhantes e justos, os ouros, o cabelo às madeixas, louro, armado e um olhar que é um misto de desconfiança e ameaça. São os únicos que estão estáticos, no meio daquele rebuliço. E intimidam, muito embora saibamos que estamos mais seguros ali, quase, do que nas nossas casas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AD4cCw2dSio/Tic2Bfm8JDI/AAAAAAAAGSc/pWyi1k7YL3U/s1600/DSC08781.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-AD4cCw2dSio/Tic2Bfm8JDI/AAAAAAAAGSc/pWyi1k7YL3U/s320/DSC08781.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vvf0DuMtUE0/Tic2C6x4RlI/AAAAAAAAGSg/wdAodA3dytI/s1600/DSC08784.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-vvf0DuMtUE0/Tic2C6x4RlI/AAAAAAAAGSg/wdAodA3dytI/s320/DSC08784.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SWhdSUvttDs/Tic2EZFKqcI/AAAAAAAAGSk/zLi8B3hAe8c/s1600/DSC08788.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-SWhdSUvttDs/Tic2EZFKqcI/AAAAAAAAGSk/zLi8B3hAe8c/s320/DSC08788.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gW_9lEZX1Mg/Tic2F3BPMUI/AAAAAAAAGSo/fBqSVP-OS60/s1600/DSC08794.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-gW_9lEZX1Mg/Tic2F3BPMUI/AAAAAAAAGSo/fBqSVP-OS60/s320/DSC08794.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C1tPycC1A38/Tic2Hdxm2xI/AAAAAAAAGSs/LGLvnL6fnUw/s1600/DSC08795.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-C1tPycC1A38/Tic2Hdxm2xI/AAAAAAAAGSs/LGLvnL6fnUw/s320/DSC08795.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LvVV2A_07JY/Tic2ItvA_FI/AAAAAAAAGSw/9VXJjI0zhj4/s1600/DSC08796.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-LvVV2A_07JY/Tic2ItvA_FI/AAAAAAAAGSw/9VXJjI0zhj4/s320/DSC08796.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dá para ver as cabeleiras deles na última foto. &lt;i&gt;Be free to zoom it!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se alguém fosse apenas umas horas a Tóquio e me pedisse um conselho, dir-lhe-ia que apanhasse o metro para a estação de Shibuya, prestasse homenagem ao fiel Hachiko, passasse por aquela passadeira monumental, entrasse pelas ruas de lojas até à rua louca de Harajuku, onde poderia ficar uns minutos a observar, para depois terminar em Kabukicho, a deambular por entre aquelas japonesas de sorriso rasgado, altas e produzidas e a assimilar todos os sons, as luzes, as cores e os cheiros, que realmente nos transportam para uma realidade completamente nova e fascinante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fkKCipCxJzQ/Tic2lZ9PK1I/AAAAAAAAGS0/0Mii3VfEiDQ/s1600/DSC08791.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-fkKCipCxJzQ/Tic2lZ9PK1I/AAAAAAAAGS0/0Mii3VfEiDQ/s320/DSC08791.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Tóquio é, definitivamente, a minha nova cidade preferida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-3082732101460052326?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/3082732101460052326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=3082732101460052326&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3082732101460052326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3082732101460052326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/07/tokyo.html' title='Tokyo'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4m98tJmlhe0/Ticupp62suI/AAAAAAAAGQQ/yy7FoDsFmeg/s72-c/DSC08640.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4519025406318782252</id><published>2011-07-11T12:14:00.001+01:00</published><updated>2011-11-26T23:15:01.461Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Nara</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chegada à primeira capital oficial do Japão, lá nos idos do ano de 710, foi tranquila. A confortável &lt;i&gt;guesthouse &lt;/i&gt;ficava a uns passos da estação e desta vez não foi preciso mudar de pouso a meio da noite porque estávamos definitivamente bem instalados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu-me na cabeça visitar Nara por recomendação de viajantes da &lt;i&gt;web &lt;/i&gt;e pelas imagens que fui vendo por esta &lt;i&gt;Internet &lt;/i&gt;fora. Além de ser uma cidade pacata, mais tranquila que qualquer outra das que visitámos, tinha uma história borbulhante, de perseguições pelo poder e os templos antiquíssimos, onde existia uma das maiores estátuas de Buda do Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GVnq4qSlaNM/ThrZKRfYxDI/AAAAAAAADRM/UzswAUNpSYU/s1600/DSC08614.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-GVnq4qSlaNM/ThrZKRfYxDI/AAAAAAAADRM/UzswAUNpSYU/s320/DSC08614.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-di-chhmEY7Q/ThrZX24Up-I/AAAAAAAADRQ/2TytdXmoBj0/s1600/DSC08607.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-di-chhmEY7Q/ThrZX24Up-I/AAAAAAAADRQ/2TytdXmoBj0/s320/DSC08607.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rj20zmILFBU/ThrZYjFWiDI/AAAAAAAADRU/XKsJ9y_ckqM/s1600/DSC08608.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-rj20zmILFBU/ThrZYjFWiDI/AAAAAAAADRU/XKsJ9y_ckqM/s320/DSC08608.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bambi a pasmar para o ar. Bambis em busca de comida. Bambi a beber aguinha. Vida boa a destes mensageiros dos deuses... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em Nara, tudo roda à volta do Parque de Nara, onde estão as principais atracções da cidade. É lá que estão os famosos templos de Todasi, Kasuga e Kokufiji, assim como lindíssimos jardins, onde se espraiam as famílias e os visitantes, lado a lado com, mais uma vez, os nossos amigos &lt;i&gt;bambis&lt;/i&gt;. Também aqui em Nara estes passeiam livres por todo o parque, vindo ter connosco em busca de comida e contacto. Considerados o símbolo da cidade de Nara, os veados do parque são mais de 1200. Por serem tidos como mensageiros dos deuses, os veados são considerados um tesouro nacional, mantidos e tratados de acordo com a sua especial condição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Parque de Nara é enorme e tem de tudo um pouco, desde grandes espaços abertos com relva e crianças aos saltinhos, até caminhos sinuosos com arbustos e plantas a lembrar a floresta tropical, passando por riachos, lagos e fontes que desembocam em templos, todos eles inseridos perfeitamente numa Natureza vigorosa. No Parque de Nara andámos uns bons quilómetros. Tantos que deu para ficar com um bonito escaldão no pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qyI_eZhe9mM/ThrZ8Q9LMwI/AAAAAAAADRY/TTnbi0nAP_E/s1600/DSC08615.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-qyI_eZhe9mM/ThrZ8Q9LMwI/AAAAAAAADRY/TTnbi0nAP_E/s320/DSC08615.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zdMW3rlc4VM/ThrZ9F82_1I/AAAAAAAADRc/X6c0-5PCl_0/s1600/DSC08621.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-zdMW3rlc4VM/ThrZ9F82_1I/AAAAAAAADRc/X6c0-5PCl_0/s320/DSC08621.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PSAOJKUsdf8/ThrZ9vZaslI/AAAAAAAADRg/pv6LALTTfYQ/s1600/DSC08627.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-PSAOJKUsdf8/ThrZ9vZaslI/AAAAAAAADRg/pv6LALTTfYQ/s320/DSC08627.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O grande Daibutsu dentro de um dos mais famosos templos budistas do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dois templos merecem uma menção especial: o Todaji e o Kasuga. O primeiro é o &lt;i&gt;ex-libris&lt;/i&gt; da cidade, um dos templos mais famosos de todo o Japão, construído em 752, e tão importante que obrigou a deslocar a capital para outra cidade, de forma a que Nara não se tornasse tão importante graças a este templo que ameaçasse o governo geral do Japão. De facto, não apenas o templo alberga a maior estátua de Buda em bronze, Daibutsu, como é também a maior construção em madeira de todo o mundo, muito embora seja apenas dois terços do que era originalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá dentro, o Buda é realmente impressionante de enorme que é. Atrás dele, uma das coisas mais engraçadas é um buraco numa coluna (do tamanho da narina do Buda) onde é tradição as pessoas enfiarem-se. Quem conseguir passar ganha a iluminação na sua próxima encarnação. Claro que não passei, fiquei com medo de ficar lá preso: assim como assim, a ver pela pessoa paciente que sou, estou na minha última encarnação, de certeza absoluta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ouS47mY9U-c/ThraUEnCLbI/AAAAAAAADRk/llFp9rvJ1gg/s1600/DSC08633.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rRX6vlv-bew/ThraU9dpgXI/AAAAAAAADRo/x1UlPFSvcfA/s1600/DSC08634.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-rRX6vlv-bew/ThraU9dpgXI/AAAAAAAADRo/x1UlPFSvcfA/s320/DSC08634.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VitiXiFpIDA/ThraVkKmOZI/AAAAAAAADRs/1jBAvXM3Nh8/s1600/DSC08636.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-VitiXiFpIDA/ThraVkKmOZI/AAAAAAAADRs/1jBAvXM3Nh8/s320/DSC08636.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zbZAHcW14E0/ThraWSj4UNI/AAAAAAAADRw/ogQnjFKz5Zs/s1600/DSC08637.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-zbZAHcW14E0/ThraWSj4UNI/AAAAAAAADRw/ogQnjFKz5Zs/s320/DSC08637.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O caminho para o templo. O casamento. As famosas lanternas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O templo de Kagusha Taisha não tem nada a ver com este. Para lá se chegar anda-se à vontade uma boa meia hora e o que se encontra é um conjunto de edifícios perfeitamente inseridos na Natureza que os rodeia. O templo é dos mais procurados na cidade para celebrações várias (vimos mais um casório) e é dedicado à protecção da cidade. Até ao fim do período &lt;i&gt;Edo&lt;/i&gt;, este templo era demolido e reconstruído de 20 em 20 anos, de acordo com as crenças xintoístas do renascimento e da transformação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O templo é conhecido pelas suas lanternas de bronze, doadas pelos crentes, e presentes um pouco por toda a parte. As lanternas são acesas apenas duas vezes por ano, nos festivais das lanternas a meio de Fevereiro e de Agosto. No caminho até ao templo há muitos outros edifícios religiosos, alguns pequeninos, outros mais imponentes, todos eles dedicados à protecção de alguém ou de algo em específico, como o casamento ou a Natureza, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gGrPRbkcVws/ThraudYMZVI/AAAAAAAADR0/l0hGkaN7TXU/s1600/DSC08589.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-gGrPRbkcVws/ThraudYMZVI/AAAAAAAADR0/l0hGkaN7TXU/s320/DSC08589.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7sINTdkVBhw/ThravOb8bOI/AAAAAAAADR4/Y9LSk_NOgQQ/s1600/DSC08591.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-7sINTdkVBhw/ThravOb8bOI/AAAAAAAADR4/Y9LSk_NOgQQ/s320/DSC08591.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Em Nara, houve tempo ainda para provar o famoso &lt;i&gt;sushi&lt;/i&gt;. A ideia com que fiquei deste prato (não sei se é a correcta mas foi a que me pareceu) é de que não é um prato típico japonês mas antes uma espécie de &lt;i&gt;fast-food&lt;/i&gt; local. É aquilo que se come depressa, barato e sem hipótese de falhar. O nosso restaurante de &lt;i&gt;sushi &lt;/i&gt;em Nara era daqueles em que os pratinhos vão passando à nossa frente e tiramos o que queremos. Delicioso. No fim, a empregada conta a pilha de pratos, dispondo-a por ordem de cores, e faz-nos a conta final. É muito barato. Um prato com quatro pedacinhos de &lt;i&gt;shushi &lt;/i&gt;custava cerca de 2 euros. Claro que há os mais caros mas aqueles que comi (os vegetarianos) rondavam todos esse preço e eram uma delícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ouS47mY9U-c/ThraUEnCLbI/AAAAAAAADRk/llFp9rvJ1gg/s1600/DSC08633.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-ouS47mY9U-c/ThraUEnCLbI/AAAAAAAADRk/llFp9rvJ1gg/s320/DSC08633.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da tranquilidade de Nara, uma cidadezinha linda e bucólica nos arredores de grandes metrópoles como Kyoto e Osaka, era a vez de Tóquio. Penso que toda a Nara, com a sua rua de comércio, comprida, que terminava no parque dos veados, deveria caber em meio bairro de Tóquio. Nara foi como que inspirar bem fundo antes de entrar no turbilhão da capital. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4519025406318782252?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4519025406318782252/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4519025406318782252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4519025406318782252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4519025406318782252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/07/nara.html' title='Nara'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GVnq4qSlaNM/ThrZKRfYxDI/AAAAAAAADRM/UzswAUNpSYU/s72-c/DSC08614.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-8298075936253468655</id><published>2011-06-30T16:30:00.000+01:00</published><updated>2011-11-26T23:14:50.219Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Nagasaki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nagasaki é a cidade portuária mais próxima da Ásia e foi por isso um dos portos mais importantes do Japão, entre os poucos que estavam operacionais durante o período de isolamento do país, entre os séculos XVII e XIX, numa altura onde as relações internacionais japonesas se limitavam a escassos contactos com a China e a Holanda. Os portugueses, expulsos logo sem qualquer piedade (vá-se lá saber o que andámos por lá a fazer para sermos assim expulsos) tinham-se estabelecido também, em grande parte, em Nagasaki, e lá deixaram algumas curiosidades como o &lt;i&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Castella"&gt;Castella&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, um filho do nosso famoso pão-de-ló.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nagasaki é também conhecida, infelizmente, por ter sido alvo do segundo ataque atómico norte-americano ao Japão. Às 11.02 do dia 9 de Agosto de 1945, o avião norte-americano &lt;i&gt;Bockscar &lt;/i&gt;despejou sobre a cidade de Nagasaki a bomba atómica &lt;i&gt;Fatman&lt;/i&gt;, depois de ter desistido do objectivo original, que seria a cidade de Kokura. Mais uma vez o alvo foi escolhido devido às condições atmosféricas. &lt;i&gt;Fatman &lt;/i&gt;explodiu a mais de três quilómetros do local designado previamente, largando 6,4 quilos de plutónio a menos de 500 metros do solo. Nessa explosão, a temperatura subiu para 3900 graus e a rajada de vento provocada foi de 1005 km/hora. O raio de destruição imediata foi de dois quilómetros, seguido de mais três quilómetros devastados por incêndios e de uma propagação incalculável de resíduos nucleares, levados pela chuva e pelo vento. 75 mil pessoas morreram imediatamente, seguidas de outras tantas, ao longo dos anos, por problemas causados pela radiação. Ironicamente, várias pessoas que tinham sobrevivido ao ataque a Hiroshima, procuraram refúgio em Nagasaki...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mpEag0jO_wE/TgyTV_1Qw1I/AAAAAAAADQE/DsaTFDatqR4/s1600/DSC08497.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-mpEag0jO_wE/TgyTV_1Qw1I/AAAAAAAADQE/DsaTFDatqR4/s320/DSC08497.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZYs8ZAhwT7Y/TgyTWqR5gmI/AAAAAAAADQI/4DVcljjsgrU/s1600/DSC08498.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZYs8ZAhwT7Y/TgyTWqR5gmI/AAAAAAAADQI/4DVcljjsgrU/s320/DSC08498.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0rb2iD6sG-E/TgyTXYH_1AI/AAAAAAAADQM/HY93WjA2vQ4/s1600/DSC08508.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-0rb2iD6sG-E/TgyTXYH_1AI/AAAAAAAADQM/HY93WjA2vQ4/s320/DSC08508.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5trc0WtAGP4/TgyTYa8LH1I/AAAAAAAADQQ/N5XgM1fbeYk/s1600/DSC08510.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-5trc0WtAGP4/TgyTYa8LH1I/AAAAAAAADQQ/N5XgM1fbeYk/s320/DSC08510.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-K4ccdeldUj4/TgyTYw_pOZI/AAAAAAAADQU/EFfTM24QRDg/s1600/DSC08513.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-K4ccdeldUj4/TgyTYw_pOZI/AAAAAAAADQU/EFfTM24QRDg/s320/DSC08513.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U-SJekMzSMo/TgyTj25X76I/AAAAAAAADQY/R_fnFV5Tb8s/s1600/DSC08516.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-U-SJekMzSMo/TgyTj25X76I/AAAAAAAADQY/R_fnFV5Tb8s/s320/DSC08516.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O local exacto da bomba. Destroços da Catedral de Santa Maria. Os habituais grous de oferta. A estátua à Paz. A placa enviada pela cidade do Porto. Estátua oferecida a Nagasaki. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;Parque da Paz&lt;/i&gt; em Nagasaki não é tão impressionante como o de Hiroshima, talvez por ser uma cidade mais pequena, mais tropical... Mas não deixa de ser muito marcante: ver o local exacto do ataque, agora em pleno centro da cidade, e perceber que também ali o mundo acabou naquele dia... O &lt;i&gt;Fatman &lt;/i&gt;caiu mesmo ao lado da maior igreja católica da cidade, da qual só restam uma ou duas colunas. É impressionante, sim, o parque das estátuas, com homenagens enviadas pelos vários países às vítimas do ataque norte-americano. Incluindo uma placa enviada pelo Porto, cidade geminada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Nagasaki, a maior aventura foi à chegada, quando no nosso &lt;i&gt;hostel &lt;/i&gt;nos prepararam uma surpresa com direito a baratas debaixo das malas, quando já nos preparávamos para tomar o nosso banho e dormir descansados. Como verifiquei na altura, é certo que as baratas resistem à bomba atómica. Só faltou mesmo ver a Cher por lá...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de fugirmos do hostel infestado, e marralhar com a japonesa para que nos devolvesse os ienes a que tínhamos direito, dormimos descansados, para no dia seguinte descobrir uma cidade fofinha, diferente das outras por ter um &lt;i&gt;vibe &lt;/i&gt;muito mais tropical, até mais mediterrânica, diria eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yuOhYGA2gjw/TgyUHG01hzI/AAAAAAAADQc/MqKZRYAOgoU/s1600/DSC08517.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-yuOhYGA2gjw/TgyUHG01hzI/AAAAAAAADQc/MqKZRYAOgoU/s320/DSC08517.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q_LkVn_K1_I/TgyUH6edp3I/AAAAAAAADQg/1Vkrx3x53d8/s1600/DSC08518.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-q_LkVn_K1_I/TgyUH6edp3I/AAAAAAAADQg/1Vkrx3x53d8/s320/DSC08518.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q71Sy9N0elY/TgyUIrQETHI/AAAAAAAADQk/LJ5ipo_-zcI/s1600/DSC08525.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q71Sy9N0elY/TgyUIrQETHI/AAAAAAAADQk/LJ5ipo_-zcI/s320/DSC08525.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3r2mq07gEH8/TgyUJRK5bEI/AAAAAAAADQo/03K59guqv2U/s1600/DSC08528.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-3r2mq07gEH8/TgyUJRK5bEI/AAAAAAAADQo/03K59guqv2U/s320/DSC08528.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Pormenores da Chinatown. Os peixões no lago à porta do restaurante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do &lt;i&gt;Parque da Paz&lt;/i&gt;, visitámos a &lt;i&gt;Chinatown &lt;/i&gt;mais antiga do Japão, também chamada de &lt;i&gt;Sinchi Chinatown&lt;/i&gt;. Noutras alturas foi conhecida por ser dos poucos locais onde os chineses estavam autorizados a comercializar os seus produtos. Hoje, é conhecida pelos seus restaurantes e especialidades. Que, na nossa opinião, merecem apenas a interjeição "bleargh!". Armados em finos, fomos almoçar a um restaurante chinês e pedimos crepes chineses e arroz chau-chau. Não se pode falhar com crepes chineses e arroz chau-chau. Bom, mas foi o que aconteceu. E mais uma vez andou o Ruben a carregar um saco de comida para deitar ao lixo pelas ruas da cidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurando o &lt;i&gt;Dutch Slope&lt;/i&gt;, onde existem casas e jardins de estilo holandês, acabámos por ir parar ao antigo &lt;i&gt;Chinese Settlement&lt;/i&gt;, o que não foi uma troca nada má, pois é uma zona residencial, onde antigamente habitavam os chineses e onde deu para ver como moravam os locais. Mais tarde encontrámos a famosa rampa holandesa. É um bairro que se nota ser de uma &lt;i&gt;upper-class&lt;/i&gt; local, com casas típicas europeias. Dizem eles, porque sinceramente nunca vi casas assim na Holanda. Mas tudo bem. A história é que os holandeses se estabeleceram aí no séc. XIX para comercializar os seus produtos: gostaram tanto que ficaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais à frente, subimos no elevador até ao &lt;i&gt;Glover Garden&lt;/i&gt;, um local que serviu de inspiração para a &lt;i&gt;Madame Butterfly&lt;/i&gt;. Mas bonitas são as vistas lá de cima, com Nagasaki a estender-se ao longo de várias encostas, que vão encontrar o mar que parece recortado tantas são as ilhotas e os pormenores da linha da terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-d5wGLKISHdg/TgyU091R5JI/AAAAAAAADQs/emmp3uqXIRE/s1600/DSC08531.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-d5wGLKISHdg/TgyU091R5JI/AAAAAAAADQs/emmp3uqXIRE/s320/DSC08531.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DEFxfqRiUQ4/TgyU12PJQXI/AAAAAAAADQw/IAs_543lLzc/s1600/DSC08539.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-DEFxfqRiUQ4/TgyU12PJQXI/AAAAAAAADQw/IAs_543lLzc/s320/DSC08539.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BRdxDQbMetA/TgyU2gZdTkI/AAAAAAAADQ0/zp-cRfTh8mg/s1600/DSC08540.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-BRdxDQbMetA/TgyU2gZdTkI/AAAAAAAADQ0/zp-cRfTh8mg/s320/DSC08540.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tijWYmiEeQo/TgyU3XyX4iI/AAAAAAAADQ4/sxOfzTN-FEg/s1600/DSC08541.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-tijWYmiEeQo/TgyU3XyX4iI/AAAAAAAADQ4/sxOfzTN-FEg/s320/DSC08541.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3C3_gIIgLqQ/TgyU4I2NY2I/AAAAAAAADQ8/TaIztAuohJU/s1600/DSC08550.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-3C3_gIIgLqQ/TgyU4I2NY2I/AAAAAAAADQ8/TaIztAuohJU/s320/DSC08550.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O Chinese Settlement. Casa no Dutch Slope. Duas vistas de Nagasaki. A entrada do Glover Garden.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Nagasaki, tempo ainda para percorrer as ruas do centro, onde encontrámos um rendilhado de ruas estreitas onde sobressaíam os anúncios e os bares de frequência duvidosa nas ruas de Kankodori e Shianbashi. Onde há umas décadas ainda era possível ver as gueixas, entre o nevoeiro das ruas com cheiro a água do mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais à frente, a Ponte Meganebashi, mais conhecida como "ponte dos óculos" pelo reflexo que a sua forma faz no canal se assemelhar a um par de óculos redondos. O que nos chamou mesmo a atenção nessa ponte foi o facto de por baixo dela, a nadar no rio, estarem umas dezenas de peixões enormes de todas as cores: laranja, preto, branco, vermelho, azul, amarelo. Peixes grandes, com uns bons três palmos e a boca aberta à espera de comida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MHnEbvxp3Ds/TgyVUyZdG3I/AAAAAAAADRA/vuUj-AptVPU/s1600/DSC08555.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-MHnEbvxp3Ds/TgyVUyZdG3I/AAAAAAAADRA/vuUj-AptVPU/s320/DSC08555.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-c0TxOVGQ2SQ/TgyVV45DKsI/AAAAAAAADRE/zF-JR-JERB0/s1600/DSC08556.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-c0TxOVGQ2SQ/TgyVV45DKsI/AAAAAAAADRE/zF-JR-JERB0/s320/DSC08556.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rx5K8z_qg5I/TgyVWfdQ4WI/AAAAAAAADRI/OF6p0KPBfb4/s1600/DSC08567.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rx5K8z_qg5I/TgyVWfdQ4WI/AAAAAAAADRI/OF6p0KPBfb4/s320/DSC08567.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O bairro da movida obscura de Nagasaki. A ponte dos óculos. Os peixões debaixo da ponte dos óculos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte esperava-nos grande viagem em mais um &lt;i&gt;Shinkansen&lt;/i&gt;, com direito a duas trocas de comboio até Nara. De Nagasaki, a impressão de uma cidade mais calma, onde a memória do ataque norte-americano faz parte de uma história recente, juntamente com uma maior descontracção e um ambiente mais &lt;i&gt;noir&lt;/i&gt;, característico das cidades portuárias e onde durante séculos houve um vai-vem de gente de todo o lado do mundo.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-8298075936253468655?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/8298075936253468655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=8298075936253468655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8298075936253468655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8298075936253468655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/nagasaki.html' title='Nagasaki'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mpEag0jO_wE/TgyTV_1Qw1I/AAAAAAAADQE/DsaTFDatqR4/s72-c/DSC08497.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-8780832188406293993</id><published>2011-06-21T18:33:00.000+01:00</published><updated>2011-11-26T23:14:27.529Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Miyajima, a ilha dos Bambis.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de Hiroshima a mágica ilha de Miyajima veio mesmo a calhar. De uma cidade carregada de intensidade histórica passámos para uma ilha onde a Natureza é rainha suprema, intercalada aqui e ali por templos e pagodes que de tão bonitos nem parecem reais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Classificada como uma das três paisagens mais bonitas do Japão (e, diria eu, do mundo) "a ilha dos templos" é conhecida por ser extremamente devota ao Budismo. Tanto que, reza a tradição, ninguém pode lá morrer ou nascer. Sim, a dúvida sobre como farão com as grávidas ou os agonizantes também nos assolou. Mas é assim. Nascer ou morrer em Miyajima está fora de questão. A ilha é reconhecida em todo o país pela famosa e enorme porta &lt;i&gt;torii&lt;/i&gt;, construída num local onde, com a maré cheia, a água chega até uma certa altura, dando a impressão de que aquela grande "portão" vermelho está a flutuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zQMz_r3IDMA/TgDSqaXQR2I/AAAAAAAADPM/D-1Wrp2_JT8/s1600/DSC08438.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-zQMz_r3IDMA/TgDSqaXQR2I/AAAAAAAADPM/D-1Wrp2_JT8/s320/DSC08438.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pfyjN0BS1cQ/TgDS8YcJulI/AAAAAAAADPQ/SYhHRXOFZiM/s1600/DSC08443.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-pfyjN0BS1cQ/TgDS8YcJulI/AAAAAAAADPQ/SYhHRXOFZiM/s320/DSC08443.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hNUPxisbWHw/TgDTE5lXZKI/AAAAAAAADPU/1Ip2mZSFRjU/s1600/DSC08447.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-hNUPxisbWHw/TgDTE5lXZKI/AAAAAAAADPU/1Ip2mZSFRjU/s320/DSC08447.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WW0HKsS5H7w/TgDThbrhPoI/AAAAAAAADPc/KKEdkIejxQk/s1600/DSC08445.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-WW0HKsS5H7w/TgDThbrhPoI/AAAAAAAADPc/KKEdkIejxQk/s320/DSC08445.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Pormenores da Porta Torii e do Templo Itsukushima&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dos pontos de atracção desta ilha, Património Cultural da Unesco, é o Templo Itsukushima, também ele construído em cima da água e único no mundo por causa disso mesmo. As várias partes do templo, que incluem altares ou um palco para o teatro &lt;i&gt;noh&lt;/i&gt;, estão assentes em pilares cravados no fundo mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste não ficámos a pernoitar mas dizem que uma das maravilhas deste lugar é, no crepúsculo, sair do &lt;i&gt;ryokan &lt;/i&gt;com uma &lt;i&gt;yukata &lt;/i&gt;e umas sandálias &lt;i&gt;geta &lt;/i&gt;(aquelas que têm dois pedaços de madeira na sola) e caminhar pelos patamares deste templo, olhando o reflexo da Lua na água do mar. Ficará certamente para uma próxima. Assim como assim, com a quantidade de sítios deslumbrantes, já escolhemos pelo menos uma dúzia para a &lt;i&gt;Lua de Mel&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Miyajima é, no ideário japonês e nos nossos corações, uma ilha para apaixonados. Tudo é bonitinho, desde os templos construídos de forma a parecerem integrados numa Natureza delicada mas exuberante, onde cachoeiras caem em pedrinhas esverdeadas pelo musgo, onde espreitam em todo o lado árvores finas com as devidas identificações em itálico, borboletas azuis e negras, passarinhos que assobiam fininho, riachos que refrescarão as memórias em dia de calor tropical.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UzUjA3eX2Jo/TgDTzCEvK1I/AAAAAAAADPg/XqhTXL97I0E/s1600/DSC08454.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-UzUjA3eX2Jo/TgDTzCEvK1I/AAAAAAAADPg/XqhTXL97I0E/s320/DSC08454.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PRUHz28DorY/TgDT_uXIIuI/AAAAAAAADPk/Ou-aFzyOWQ0/s1600/DSC08462.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-PRUHz28DorY/TgDT_uXIIuI/AAAAAAAADPk/Ou-aFzyOWQ0/s320/DSC08462.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A paisagem bucólica da ilha de Miyajima&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os &lt;i&gt;bambis&lt;/i&gt;, claro. Tidos como mensageiros dos deuses, os veados passeiam livremente por toda a ilha. Encontrámo-los nas situações mais engraçadas: a entrar calmamente numa loja, a roubar o mapa das mãos de um turista, a espreitar o saco de um velhinho que passeava e com sérias investidas em busca de qualquer coisa que se comesse. Nas ruas, nos templos, nas lojas, nos bosques ou na praia, os veados são os donos do pedaço, em perfeita interacção com os habitantes de Miyajima, que parecem habituados ao estranho mas delicioso facto de que, em vez de gatos e pombas, os animais daquelas ruas são os veados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dSO2PkW6AVM/TgDR0NByrTI/AAAAAAAADPA/ryXFpx0aGwQ/s1600/DSC08434.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-dSO2PkW6AVM/TgDR0NByrTI/AAAAAAAADPA/ryXFpx0aGwQ/s320/DSC08434.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CcG-bJ_Gqc0/TgDRbfl8ixI/AAAAAAAADO4/tQZtD3e1Ft4/s1600/DSC08420.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-CcG-bJ_Gqc0/TgDRbfl8ixI/AAAAAAAADO4/tQZtD3e1Ft4/s320/DSC08420.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XPKTmOykIss/TgDRmLlKqCI/AAAAAAAADO8/5FraeuS3K6Y/s1600/DSC08421.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-XPKTmOykIss/TgDRmLlKqCI/AAAAAAAADO8/5FraeuS3K6Y/s320/DSC08421.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-u7h-s_HHJsQ/TgDR95g-RmI/AAAAAAAADPE/zTwJXkaxmic/s1600/DSC08453.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-u7h-s_HHJsQ/TgDR95g-RmI/AAAAAAAADPE/zTwJXkaxmic/s320/DSC08453.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aBKkhal3OvI/TgDSaZAykVI/AAAAAAAADPI/WeDDpxM3yQw/s1600/DSC08437.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-aBKkhal3OvI/TgDSaZAykVI/AAAAAAAADPI/WeDDpxM3yQw/s320/DSC08437.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Os Bambis, senhores e veados da ilha toda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não são apenas dois ou três, não. São umas boas centenas e é usual ver um grupo de cinco ou seis a descansar ao Sol, outro grupo de três a observar o mar e um bebé aninhado a um canto à espera da mãe veado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhando ilha fora, vamos dando aqui e ali com lugares sagrados, entre templos, locais de oração, pagodes e pontes construídas sobre ribeiras. Um desses templos, na minha opinião o mais bonito e impressionante, é o Daisho-in. E, efectivamente, não sou só eu que o digo: este é um dos lugares mais importantes para o Budismo &lt;i&gt;Shingon &lt;/i&gt;(aquele iniciado pelo amigo Kobo, no Monte Koya).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I0KUfU0g-1o/TgDUjA8UpeI/AAAAAAAADP0/bKWV_D83BtU/s1600/DSC08476.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-I0KUfU0g-1o/TgDUjA8UpeI/AAAAAAAADP0/bKWV_D83BtU/s320/DSC08476.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q1mVCmLoe0g/TgDUqvCI9cI/AAAAAAAADP4/duqvJorAvQ4/s1600/DSC08481.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q1mVCmLoe0g/TgDUqvCI9cI/AAAAAAAADP4/duqvJorAvQ4/s320/DSC08481.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eRZAK4G9PGM/TgDUwMbJZfI/AAAAAAAADP8/NCPIcF9EOoI/s1600/DSC08482.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-eRZAK4G9PGM/TgDUwMbJZfI/AAAAAAAADP8/NCPIcF9EOoI/s320/DSC08482.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-17EwnjWDwJM/TgDU7D1XG8I/AAAAAAAADQA/pplr-Wwpmrw/s1600/DSC08493.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-17EwnjWDwJM/TgDU7D1XG8I/AAAAAAAADQA/pplr-Wwpmrw/s320/DSC08493.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Templo de Daisho-in: as mini-estátuas de Jizo, locais de purificação, os bonequinhos cegos, surdos e mudos e a escadaria do templo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este templo comporta um conjunto grande de locais de culto e algumas representações engraçadas: entre elas, uma escadaria enorme com um conjunto infindável de miniaturas de &lt;i&gt;Jizo&lt;/i&gt;, a entidade responsável por nos guiar entre uma vida e outra, todos eles pequeninos, redondinhos e fofinhos, representando diferentes formas desta entidade, fazendo diferentes carinhas e ostentando diferentes ornamentações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra dessas representações curiosas está na escadaria de acesso ao edifício principal do templo: uns cilíndros colocados no centro das escadas contêm a &lt;i&gt;sutra &lt;/i&gt;(escritos budistas) e passar a mão por eles enquanto se desce a escada é o equivalente a lê-los, ainda que não se perceba japonês, e retirar daí todas as bênçãos que a leitura da &lt;i&gt;sutra &lt;/i&gt;traz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bonito mesmo é passear pela ilha observando tudo com muita atenção: partir do terminal do &lt;i&gt;ferry&lt;/i&gt;, passar pelo Itsukushima, continuar ao longo da beira-mar. Aparecerá primeiro o Templo Omoto, depois o Pagode Tahoto (donde se têm bonitas vistas de toda a baía) e por fim o Templo de Daisho-in. Continuando, para quem tem boas pernas e muito tempo, chegar-se-ia ao Monte Misen, onde mais templos, macacos e um bonito observatório aguardam os visitantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AzNZxsi5MMo/TgDUQ2H0UaI/AAAAAAAADPs/IenVdgQKq_0/s1600/DSC08466.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-AzNZxsi5MMo/TgDUQ2H0UaI/AAAAAAAADPs/IenVdgQKq_0/s320/DSC08466.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Mcuu7aw0q-k/TgDUIiKqplI/AAAAAAAADPo/wLMWqj62Ofc/s1600/DSC08464.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Mcuu7aw0q-k/TgDUIiKqplI/AAAAAAAADPo/wLMWqj62Ofc/s320/DSC08464.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Cachoeiras perto de Daisho-in. A vista geral desde o Pagode, sobre o templo principal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí não fomos: fomos antes ver o pequeno comércio local, onde tudo parece funcionar na base da vizinhança e do bom preço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Miyajima pareceu-me conhecida porque de certeza que algures, numa história de encantar ou num sonho, já ouvi falar desta ilha onde ninguém nasce ou morre, onde os templos emergem da água e os veados aparecem na janela para roubar uns goles de chá verde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-8780832188406293993?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/8780832188406293993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=8780832188406293993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8780832188406293993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8780832188406293993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/miyajima-ilha-dos-bambis.html' title='Miyajima, a ilha dos Bambis.'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zQMz_r3IDMA/TgDSqaXQR2I/AAAAAAAADPM/D-1Wrp2_JT8/s72-c/DSC08438.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-1944645198952638887</id><published>2011-06-20T23:03:00.001+01:00</published><updated>2011-06-21T09:42:45.609+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Hiroshima, meu Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estaria ainda por chegar um dos momentos mais impressionantes da nossa estadia no Japão. Hiroshima, a cidade que se seguiu a Osaka, é a principal cidade da região de Chugoku e tem actualmente mais de um milhão de habitantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 6 de Agosto de 1945, às 8h15 da manhã, morariam em Hiroshima cerca de 340 mil pessoas. Dessas, 80 mil morreriam instantaneamente nesse minuto. Outras tantas morreriam até ao final desse ano devido a queimaduras graves, doenças relacionadas com a radiação ou falta de assistência médica. Em 2000, uma estatística demonstra que ainda existem casos consideráveis de japoneses doentes, com vários tipos de cancros, decorrentes do ataque aéreo norte-americano com uma bomba atómica que mataria perto de 200 mil pessoas ao longo do séc. XX. Entre elas, 90 por cento dos médicos e enfermeiros de Hiroshima, cerca de 12 mil crianças que tinham sido destacadas para trabalhos forçados no centro da cidade, outras tantas em escolas e colégios da cidade. O principal alvo da bomba atómica ironicamente chamada &lt;i&gt;Little Boy&lt;/i&gt; falhou por 200 metros e ao invés de colidir contra a ponte de Aioi, fez explodir 60 quilos de urânio 580 metros por cima da Clínica Médica &lt;i&gt;Shima&lt;/i&gt;. À volta, o engenho explosivo devastou cerca de 12 quilómetro de cidade, atingindo sobretudo igrejas, templos, escolas, hospitais e casas de civis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yJqQ-CgFzCk/Tf-B__VLDkI/AAAAAAAADNs/z9I2MKHwk0A/s1600/DSC08363.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-yJqQ-CgFzCk/Tf-B__VLDkI/AAAAAAAADNs/z9I2MKHwk0A/s320/DSC08363.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-75qbL3WtEtE/Tf-9pCi22XI/AAAAAAAADNw/cxwyThGHvag/s1600/DSC08332.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-75qbL3WtEtE/Tf-9pCi22XI/AAAAAAAADNw/cxwyThGHvag/s320/DSC08332.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A antiga Câmara do Comércio e Indústria de Hiroshima era o orgulho da cidade, pela sua arquitectura arrojada. Hoje é Património Mundial da Unesco, conhecida por A Bomb Dome e mantida tal como ficou após o bombardeamento americano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa manhã, os habitantes de Hiroshima ouviram primeiro os aviões, entre eles &lt;i&gt;Enola Gay&lt;/i&gt; (nome dado em honra à mãe do piloto) para depois sentirem apenas um enorme estrondo, para já não verem a imensa bola de fogo gerada pela explosão do urânio, pois tinham sido mortos devido ao impacto da explosão e à subida vertiginosa da temperatura desse centro de fogo, que se fez sentir por dez segundos e provocou um abalo durante cerca de outros 30, sentido ao longo de 11 quilómetros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas poderiam considerar-se sortudas as pessoas que morreram de forma instantânea: pior ficaram as que morreriam nos tempos seguintes, com complicações causadas pelo excesso de radiação. Se os efeitos mais comuns desta exposição eram a queda de cabelo, a diminuição das defesas e os sangramentos, os mais extremos são as cataratas, a leucemia, vários tipos de cancros, microcefalia e infantilismo (estes dois causados a bebés que ainda se encontravam no útero). Algumas das vítimas da bomba atómica (que desenvolveram doenças que iriam ser apelidadas de &lt;i&gt;A-bomb disease&lt;/i&gt; pelos médicos) foram ainda voluntários que se prontificaram a ajudar as vítimas e acabaram por padecer, a maioria com cancros da tiróide e dos pulmões.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5Z4oy0gcUKI/Tf-_UgLiCjI/AAAAAAAADOQ/fTUtUMho4Bs/s1600/DSC08328.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-5Z4oy0gcUKI/Tf-_UgLiCjI/AAAAAAAADOQ/fTUtUMho4Bs/s320/DSC08328.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UvGxJrsb8DM/Tf-96sGMmyI/AAAAAAAADN0/Vd4y9CrcVEU/s1600/DSC08350.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-UvGxJrsb8DM/Tf-96sGMmyI/AAAAAAAADN0/Vd4y9CrcVEU/s320/DSC08350.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dzH7U3Bavgc/Tf--IYOGhiI/AAAAAAAADN4/5hKe_eLLAaU/s1600/DSC08367.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-dzH7U3Bavgc/Tf--IYOGhiI/AAAAAAAADN4/5hKe_eLLAaU/s320/DSC08367.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Monumento às crianças que estavam em trabalhos forçados e foram mortas pelo ataque. Cúpula onde estão sepultadas as cinzas dos corpos encontrados perto do local. Monumento à Paz em Hiroshima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visitar Hiroshima impressionou-me mais do que visitar Auschwitz e só eu sei o quanto me impressionou o campo de concentração... Ambas são atrocidades cometidas por loucos contra pessoas indefesas mas choca-me saber que, enquanto no caso dos nazis pelo menos alguns foram julgados e, quanto mais não seja, a opinião pública sabe o quanto eram atrozes, no caso de Hiroshima e Nagasaki, o responsável pelo extermínio de uma população indefesa não só não foi julgado como continua a ser acarinhado pela História como tendo feito um acto libertador. Não está em causa a culpa dos japoneses naquela guerra, que era muita e igualmente reprovável: está em causa a forma como os Estados Unidos (com a anuência dos outros Aliados), resolveram a situação: com um assassinato em massa de civis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visitar o Museu Memorial da Paz, em Hiroshima, é uma lição de Humanismo. E, mais uma vez, de como a vida pode mudar da noite para o dia: sendo um povo habituado a catástrofes, os japoneses reconstruiram tudo e, digo eu, é preciso um poder de encaixe e uma humanidade excepcional para conseguir tolerar a tamanha injustiça que foi realizada contra eles nesse dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Jn1IgG2Ac6Y/Tf--Vl2p1WI/AAAAAAAADN8/kByfKiNSD8s/s1600/DSC08372.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Jn1IgG2Ac6Y/Tf--Vl2p1WI/AAAAAAAADN8/kByfKiNSD8s/s320/DSC08372.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OY9K9BEuZCc/Tf--fK9Iu0I/AAAAAAAADOA/EgG0rSHLd4A/s1600/DSC08374.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-OY9K9BEuZCc/Tf--fK9Iu0I/AAAAAAAADOA/EgG0rSHLd4A/s320/DSC08374.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3ZTrpdggyB4/Tf--nY_BmJI/AAAAAAAADOE/9BdI6QmtnWY/s1600/DSC08375.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-3ZTrpdggyB4/Tf--nY_BmJI/AAAAAAAADOE/9BdI6QmtnWY/s320/DSC08375.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Pormenores do Museu Memorial da Paz: cartaz à entrada demonstrando o activismo anti-nuclear; uma carta de Einstein aos americanos explicando os malefícios da sua recente descoberta; maquete da devastação em Hiroshima depois do ataque com a bomba atómica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há no museu uma explicação realista do que realmente aconteceu: os EUA tinham vindo a investir biliões de dólares na produção de armas de destruição maciça, no &lt;i&gt;Mahnattan Project,&lt;/i&gt; ultra-secreto, mas que precisaria do apoio popular assim que se tornasse conhecido. A forma de fazer os americanos apoiar um programa que lhes gastou tanto dinheiro em tempo de guerra foi precisamente utilizar as armas produzidas, fosse onde fosse e custasse o que custasse. Segundo uma carta exposta no museu, os EUA suspeitaram de que a Alemanha quereria vingança e conseguiria-a rapidamente caso fosse esse o país escolhido para o despejo da &lt;i&gt;A-bomb&lt;/i&gt;. E como tal viraram-se contra o Japão, um país que à altura era atrasado e não tinha capacidade de resposta rápida. O ataque a &lt;i&gt;Pearl Harbour&lt;/i&gt; (perfeitamente legítimo, tratava-se de uma guerra e o que foi atacado foi uma base militar onde não haviam civis) serviu de desculpa. Foram escolhidas cidades-alvo pela quantidade de potencial militar, de entre três ou quatro do sul do Japão. Quanto à decisão final, pasme-se, foi feita pelo bom tempo que se fazia sentir nos céus de Hiroshima àquela altura do dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-l-x1-Iktt0I/Tf--ygqsoeI/AAAAAAAADOI/vot0h38LrKo/s1600/DSC08381.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-l-x1-Iktt0I/Tf--ygqsoeI/AAAAAAAADOI/vot0h38LrKo/s320/DSC08381.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uZ01Wax31YM/Tf--_k3MlzI/AAAAAAAADOM/EdQ-zywGfIw/s1600/DSC08384.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-uZ01Wax31YM/Tf--_k3MlzI/AAAAAAAADOM/EdQ-zywGfIw/s320/DSC08384.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Mãe protegendo um dos filhos da tempestade nuclear. Monumento com a palavra Paz escrita em todos os idiomas conhecidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Parque Memorial da Paz, em pleno centro de Hiroshima, é mesmo uma lição sobre a Paz: por todo o lado há homenagens às vítimas da bomba atómica, entre as quais uma comovente alusão às crianças que morreram neste ataque. Tive a oportunidade de assistir a um dos momentos mais comoventes desta minha vidinha: ali mesmo em frente à estátua que lembrava que devido a esta barbaridade tantas crianças morreram, grupos de crianças das escolas japonesas iam prestar homenagem, entoando doces cânticos de forma muito sentida, com as maozinhas atrás das costas, o olhar baixo e a voz fina muito alinhada. Mais tarde, no museu, veríamos uniformes iguais aos que estas crianças vestiam mas dessa vez totalmente desfeitos pelo ataque aéreo, pois tinham pertencido a crianças que morreram instantaneamente de queimaduras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das crianças que não morreu logo foi Sadako Sasaki, que desenvolveu leucemia devido à exposição à radiação. Sadako acreditava que se fizesse mil grous em papel, um hábito japonês de trabalhar o papel (&lt;i&gt;origami&lt;/i&gt;) para pedir desejos, ser-lhe-ia concedida a cura. Sadako, embora tivesse feito muito mais de mil grous em papel, não sobreviveu. Hoje, milhares de crianças prestam-lhe homenagem deixando grous em papel perto do monumento às crianças vítimas do ataque norte-americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xpzldA12Q0I/Tf-_lSLcCUI/AAAAAAAADOU/sLoT_fL9I4g/s1600/DSC08344.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-xpzldA12Q0I/Tf-_lSLcCUI/AAAAAAAADOU/sLoT_fL9I4g/s320/DSC08344.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BBaaoGSEeBs/Tf-_uCbEVpI/AAAAAAAADOY/YJKQdTpC0jg/s1600/DSC08348.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-BBaaoGSEeBs/Tf-_uCbEVpI/AAAAAAAADOY/YJKQdTpC0jg/s320/DSC08348.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8_9x8TXXhlE/Tf-_8MK_Q8I/AAAAAAAADOc/you3Cj2QOmc/s1600/DSC08331.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-8_9x8TXXhlE/Tf-_8MK_Q8I/AAAAAAAADOc/you3Cj2QOmc/s320/DSC08331.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Crianças entoando cânticos em frente ao Monumento às Crianças Vítimas da Bomba Atómica Little Boy. Os grous em origami: muito mais de mil mas ainda assim menos do que as crianças assassinadas em Hiroshima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos outros aspectos são impressionantes neste parque e no museu. Como a devastação material, as imagens do antes e depois, a sensação de pânico e a desolação que devem ter sentido aquelas centenas de milhar de pessoas, atacadas de forma tão cruel e com nenhuma possibilidade de escaparem a uma morte que se não foi no momento do ataque, foi lenta, cruel e agonizante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Hiroshima é também uma cidade notória pela esperança. A esperança num mundo sem armas atómicas e sobretudo a esperança num mundo onde a brutalidade não se possa sobrepor à fragilidade. Entre o horror da destruição e a delicadeza dos bonecos de papel, são muitas as sensações que nos percorrem nesta cidade. Quanto mais não seja, saber que estive ali, no centro de tudo, onde há tão pouco tempo (um piscar de olhos, se pensarmos em toda a História) se cometeu uma das maiores barbáries de que há memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Hiroshima, ainda, tempo para o castelo, reconstruído após o ataque que o dizimou, e para apreciar as duas árvores que sobreviveram a este "holocausto": um eucalipto e uma nogueira, ainda vivos. Para provar que a Natureza arranja forma de se sobrepor ao terror e permanecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dTWeyhfj4tk/Tf_AV7dlzAI/AAAAAAAADOg/1SEE4Znt-wA/s1600/DSC08388.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-dTWeyhfj4tk/Tf_AV7dlzAI/AAAAAAAADOg/1SEE4Znt-wA/s320/DSC08388.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rxvM9MahSk4/Tf_Ad8Xm3GI/AAAAAAAADOk/qauC5zUDDdI/s1600/DSC08393.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-rxvM9MahSk4/Tf_Ad8Xm3GI/AAAAAAAADOk/qauC5zUDDdI/s320/DSC08393.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zTHxuGA9bD0/Tf_AnnaJqVI/AAAAAAAADOo/7_b4f6QnlP0/s1600/DSC08396.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-zTHxuGA9bD0/Tf_AnnaJqVI/AAAAAAAADOo/7_b4f6QnlP0/s320/DSC08396.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6rDCT62qTn0/Tf_A2LiC5WI/AAAAAAAADOs/B25ha4offEo/s1600/DSC08404.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-6rDCT62qTn0/Tf_A2LiC5WI/AAAAAAAADOs/B25ha4offEo/s320/DSC08404.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C_phefrsCIM/Tf_BGNZ6ESI/AAAAAAAADOw/azM6qoxJ7gM/s1600/DSC08412.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-C_phefrsCIM/Tf_BGNZ6ESI/AAAAAAAADOw/azM6qoxJ7gM/s320/DSC08412.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O Castelo de Hiroshima, reconstruído após o ataque. O eucalipto que sobreviveu à catástrofe. A nogueira que se manteve lá após a bomba. A torre do Castelo de Hiroshima, também reconstruída. Vista da cidade: Hiroshima é uma cidade nova mas com uma História marcante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrar-me-ei por muitos anos de Hiroshima e daqueles meninos a cantar no Memorial da Paz. A sensação que se fica de visitar aquele lugar, no meu caso, foi de uma intensa revolta contra a impunidade para com os autores de um homicídio em massa e uma sensação de impotência perante a brutalidade. Ao mesmo tempo, porém, a forma como a cidade foi reconstruída das cinzas e a forma como os seus habitantes encaram o futuro e lutam por um mundo livre de armas atómicas, acalma um pouco a intensa sensação de injustiça com que se sai daquela que foi, provavelmente, a cidade mais massacrada durante a 2ª Guerra Mundial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-1944645198952638887?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/1944645198952638887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=1944645198952638887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1944645198952638887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1944645198952638887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/hiroshima-meu-amor.html' title='Hiroshima, meu Amor'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yJqQ-CgFzCk/Tf-B__VLDkI/AAAAAAAADNs/z9I2MKHwk0A/s72-c/DSC08363.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4641800455912968392</id><published>2011-06-14T22:04:00.000+01:00</published><updated>2011-06-21T09:42:45.610+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Um dia em Kyoto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda desde Osaka, fomos conhecer mais uma cidade próxima, Kyoto. Cidade que assume a sua importância na cena mundial por ter dado nome ao inútil &lt;i&gt;Tratado de Kyoto&lt;/i&gt;. Que não seria inútil caso os maiores poluidores mundiais o tivessem ratificado. No que toca à história japonesa, Kyoto livrou-se dos raides aéreos da 2ª Guerra graças a ser um centro de incalculáveis tesouros históricos, entre diversos templos, pagodes, jardins e locais muitos deles considerados Património da Humanidade pela UNESCO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;Kinkakuji&lt;/i&gt;, ou Pavilhão Dourado, o Castelo Nijo, o Palácio Imperial ou o pagode de &lt;i&gt;Fushimi Inari&lt;/i&gt; são algumas da atracções principais. Mas dessas não vimos nenhuma. Cá entre nós, já foi uma sorte termos conseguido visitar o &lt;i&gt;Ginkakuji&lt;/i&gt;, ou o Pavilhão Prateado, termos passeado pelas galerias principais do bairro de Gijon e termos visto o Pagode &lt;i&gt;Yasaka&lt;/i&gt;, onde decorre um dos principais festivais do Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto porque o tempo resolveu desabar no dia em que decidimos ir a Kyoto. Era o próprio dia de maior intensidade da tempestade tropical &lt;i&gt;Songda &lt;/i&gt;e, de facto, a chuvinha era muita e tornava o turismo algo complicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas exequível. O templo de &lt;i&gt;Ginkakuji &lt;/i&gt;serviu de vila de férias a alguns &lt;i&gt;shoguns &lt;/i&gt;japoneses, que mandaram construir este poiso à semelhança do Pavilhão Dourado. Yoshimasa passou aqui a sua reforma e, sendo obcecado com as artes, foi entre estes jardins e estas paisagens que se desenvolveram importantes pontos da cultura japonesa, como as cerimónias do chá, o teatro &lt;i&gt;noh&lt;/i&gt;, os rebuscados arranjos de flores e a arquitectura dos jardins japoneses. A cultura &lt;i&gt;Higashiyama&lt;/i&gt;, que emanou precisamente deste espaço, tornou-se influente em todo o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IzhDf0R7R90/TffJrRSdTxI/AAAAAAAADMg/R4ZV3oTxyfY/s1600/DSC08253.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-IzhDf0R7R90/TffJrRSdTxI/AAAAAAAADMg/R4ZV3oTxyfY/s320/DSC08253.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BMMOlMQGsk0/TffJ14WyZ-I/AAAAAAAADMk/c5wyqKWXPVs/s1600/DSC08260.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-BMMOlMQGsk0/TffJ14WyZ-I/AAAAAAAADMk/c5wyqKWXPVs/s320/DSC08260.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3BZQ9YqSd3k/TffKEUvGkgI/AAAAAAAADMo/QdNUKzBbh20/s1600/DSC08261.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-3BZQ9YqSd3k/TffKEUvGkgI/AAAAAAAADMo/QdNUKzBbh20/s320/DSC08261.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FG0Jpa2E-KU/TffKKMjjOqI/AAAAAAAADMs/OWKMBQejcDY/s1600/DSC08266.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-FG0Jpa2E-KU/TffKKMjjOqI/AAAAAAAADMs/OWKMBQejcDY/s320/DSC08266.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Vários shots do jardim japonês do Pavilhão Prateado. Em baixo, as carpas têm um ar demoníaco, sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, é constituído pelo Pavilhão Prateado, alguns templos para oração e sublimes jardins japoneses, assim como um interessante jardim &lt;i&gt;zen &lt;/i&gt;com uma representação do Monte Fuji e das ondas do mar, chamado &lt;i&gt;O Jardim do Mar de Prata&lt;/i&gt;. Ao contrário do que se possa pensar, o título "prateado" do templo vem não de ser feito de prata mas por causa do brilho que o luar reflecte nos lagos e em toda a construção. Bonito, não? E ainda mais bonito é passear por estes jardins, observando a Natureza e os hábitos dos japoneses que cá vieram desfrutar daquele dia de Domingo. Entre elas, as japonesas a quem pedi uma foto, lindas nos seus trajes típicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8tOpQm0cOCI/TffKeQf3ujI/AAAAAAAADMw/feMTPg4bYzY/s1600/DSC08269.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-8tOpQm0cOCI/TffKeQf3ujI/AAAAAAAADMw/feMTPg4bYzY/s320/DSC08269.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8j_XYRBZ_0I/TffKjUdTiBI/AAAAAAAADM0/jdOM4kapZvw/s1600/DSC08270.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-8j_XYRBZ_0I/TffKjUdTiBI/AAAAAAAADM0/jdOM4kapZvw/s320/DSC08270.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_Yvn4b_8V8Y/TffKr--eiiI/AAAAAAAADM4/RN5UseIKlko/s1600/DSC08273.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-_Yvn4b_8V8Y/TffKr--eiiI/AAAAAAAADM4/RN5UseIKlko/s320/DSC08273.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RfJCtqdqE_4/TffK4nc5BMI/AAAAAAAADM8/VBBduggaHXw/s1600/DSC08276.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-RfJCtqdqE_4/TffK4nc5BMI/AAAAAAAADM8/VBBduggaHXw/s320/DSC08276.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8DDkwBYZtiQ/TffK_8X-NfI/AAAAAAAADNA/-uM1O037W5Q/s1600/DSC08272.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-8DDkwBYZtiQ/TffK_8X-NfI/AAAAAAAADNA/-uM1O037W5Q/s320/DSC08272.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Pelos caminhos de Ginkakuji. Os namorados no seu traje típico. Caminhos no meio do templo. Panorâmica com o jardim zen ao fundo. As simpáticas japonesas a quem pedi uma foto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um reconfortante almoço numa pizzaria de Kyoto, que não me importava nada de trasladar aqui para o Porto, fomos para Gion na esperança vã de ver gueixas. É o bairro de gueixas mais famoso do Japão mas acredito que estas tenham medo da chuva pois na rua nem vê-las. Dada a nossa condição de &lt;i&gt;budget travellers&lt;/i&gt;, não pensámos sequer em ir a uma &lt;i&gt;ochaya &lt;/i&gt;(casa de chá) onde uma &lt;i&gt;maiko &lt;/i&gt;(aprendiz de gueixa) ou mesmo uma &lt;i&gt;geiko &lt;/i&gt;(no dialecto de Kyoto para gueixa) nos poderiam entreter. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrámos ainda no Yasaka Shrine, também conhecido como o Gion Shrine. A assinalar o facto de ser aqui que muitos dos casais japoneses vêm pedir para que a sua relação continue firme. Lá tocámos ao sino e fizemos dois ou três daqueles rituais que uns bons milhares de apaixonados já devem ter feito ao longo da existência daquele templo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RClcNMMceXM/TffLYpNAU9I/AAAAAAAADNE/kv_MdboXi-Y/s1600/DSC08281.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-RClcNMMceXM/TffLYpNAU9I/AAAAAAAADNE/kv_MdboXi-Y/s320/DSC08281.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6kgJQbusCrE/TffLgzA0IdI/AAAAAAAADNI/zRVUwmx2lMg/s1600/DSC08284.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-6kgJQbusCrE/TffLgzA0IdI/AAAAAAAADNI/zRVUwmx2lMg/s320/DSC08284.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fr5dib6YWT8/TffLtTgRGxI/AAAAAAAADNM/G64Y4bXqu8w/s1600/DSC08286.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-fr5dib6YWT8/TffLtTgRGxI/AAAAAAAADNM/G64Y4bXqu8w/s320/DSC08286.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qt-iMGPgXUI/TffL76JtKdI/AAAAAAAADNQ/eJs9TfNxUD8/s1600/DSC08293.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-qt-iMGPgXUI/TffL76JtKdI/AAAAAAAADNQ/eJs9TfNxUD8/s320/DSC08293.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O templo dedicado aos namorados e ao amor eterno. Em último, um dos altares onde se deixam oferendas e se pede paixão correspondida para todo o sempre...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito mais ficou por ver em Kyoto, uma vez que o tempo não esteve do lado dos viajantes nesse dia. Mas lembrar-me-ei sempre daqueles tranquilos jardins com tantos tons de verdes quantos se consiga imaginar e da simpatia extrema do senhor do posto turístico da estação de comboios, que nos indicou os melhores sítios para ver, dadas as condições atmosféricas e no fim, em jeito de brincadeira, nos fez perguntas para ver se tínhamos percebido bem o que ele tinha dito. Um velhinho fofo que apetecia trazer connosco para todo o lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4641800455912968392?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4641800455912968392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4641800455912968392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4641800455912968392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4641800455912968392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/um-dia-em-kyoto.html' title='Um dia em Kyoto'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IzhDf0R7R90/TffJrRSdTxI/AAAAAAAADMg/R4ZV3oTxyfY/s72-c/DSC08253.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-1277839595174387892</id><published>2011-06-14T10:02:00.000+01:00</published><updated>2011-06-14T10:02:03.511+01:00</updated><title type='text'>Pedido de ajuda</title><content type='html'>Preciso da colaboração dos meus queridos leitores (sim, esses dois ou três que por acaso até são meus amigos e familiares) para o preenchimento de um inquérito online que faz parte do trabalho de investigação que estou a desenvolver agora. O objectivo é ter o máximo de respostas possível, de forma a fazer um trabalho o mais fidedigno que consiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, peço-vos encarecidamente que entrem neste &lt;a href="https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dEVXcV9BdXVsVXVIRVQyYXkxMUk0aHc6MQ"&gt;link &lt;/a&gt;e preencham o questionário. São 10 minutos, é anónimo e vai ajudar-me bastante na minha investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-1277839595174387892?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/1277839595174387892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=1277839595174387892&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1277839595174387892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1277839595174387892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/pedido-de-ajuda.html' title='Pedido de ajuda'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5563005911334252883</id><published>2011-06-13T17:36:00.000+01:00</published><updated>2011-06-21T09:42:45.610+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Mount Koya, Japan</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como fizemos de Osaka a nossa base na primeira semana de Japão, houve dois dias e uma noite dessa semana em que estivemos no Monte Koya, mais propriamente em Koyasan. Esta cidade é o centro de um tipo de Budismo, a religião mais disseminada no Japão, chamado Budismo &lt;i&gt;Shingon&lt;/i&gt;, que existe no Japão desde o séc. IX e foi introduzido por Kobo Daishi, uma das personalidades japonesas mais acarinhadas e respeitadas. Conta a lenda que Kobo estava na China a estudar e atirou com o seu &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.google.pt/search?q=sankosho&amp;amp;oe=utf-8&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-PT:official&amp;amp;client=firefox-a&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;tbm=isch&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1600&amp;amp;bih=781"&gt;sankosho &lt;/a&gt;&lt;/i&gt;(um instrumento cerimonial budista) na direcção do Japão. Quando estava de volta ao seu país, Kobo Daishi procurava um local para instalar os &lt;i&gt;headquarters &lt;/i&gt;da sua religião e eis que, depois de várias buscas, descobre o seu &lt;i&gt;sankosho &lt;/i&gt;instalado num pinheiro de Koyasan. Pinheiro esse que ainda existe hoje. Iluminado por esta descoberta Kobo iniciou logo a construção do &lt;i&gt;Garan &lt;/i&gt;(em 826), o complexo de templos mais importante do Monte Koya, local de peregrinação e culto de todo o Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia que tinha do Budismo é a mesma que terão mais uns milhões de pessoas que não conhecem esta religião: achava então que se limitavam a achar que Buda era Deus, a terem uma série de nóias com os lugares dos móveis e a acharem que podemos reencarnar numa minhoca ou num cedro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que é muito mais do que isso. Tendo sido "oferecida" ao Japão pela Coreia, esta nova religião, baseada nos ensinamentos de Gautama Siddhartha, o &lt;i&gt;Grande Buda&lt;/i&gt;, é, mais até do que uma religião, uma filosofia não teísta, ou seja, não acreditando em Deus ou deuses mas antes em ensinamentos que levarão os seres a escapar ao sofrimento (caracterizado como sendo o ciclo ininterrupto de nascimentos, ou, mais vulgarmente, as reencarnações) e atingir o &lt;i&gt;nirvana&lt;/i&gt;. Alguns dos conceitos principais do Budismo são o &lt;i&gt;karma&lt;/i&gt;: a lei da causa e efeito; as reencarnações, o respeito pela Natureza, a inclusão dos quatro elementos no processo religioso e um grande número de conceitos, rituais e práticas que variam tanto quanto, da mesma forma, variam os ramos do Budismo, espalhados por países tão distintos quanto a China, a Coreia, o Japão, o Sri Lanka ou a Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-h29xawvF8Do/TfY1ivpMMOI/AAAAAAAADLI/1yjyggzYuek/s1600/DSC08099.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-h29xawvF8Do/TfY1ivpMMOI/AAAAAAAADLI/1yjyggzYuek/s320/DSC08099.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Altar de um templo budista em Koyasan &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quanto a nós, chegámos a Koyasan ao início da tarde, puxados desde cá de baixo por um elevador que nos fez subir umas boas centenas de metros até ao topo da montanha, onde o ar era mais frio mas com uma limpidez do mais saudável possível. Aí, iríamos ficar uma noite alojados num templo budista, tendo os monges como cicerones e participando de alguns dos seus rituais, como a oração e os horários, assim como o próprio alojamento e as refeições típicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este tipo de alojamento chama-se &lt;i&gt;shubuko &lt;/i&gt;e é um hábito bem popular no Japão, destinado sobretudo a peregrinos mas também a turistas interessados em ver a vida num templo budista que, se recebe peregrinos, chama-se então &lt;i&gt;ryokan&lt;/i&gt;. Escolhi o templo &lt;i&gt;Shojoshin-in&lt;/i&gt; para pernoitarmos, um dos mais antigos, construído três anos antes do próprio templo principal estar pronto. No templo, um simpático monge recebeu-nos pedindo que nos descalçássemos e levou-nos a conhecer um lugar onde o silêncio era apenas cortado pela água a cair no lago do jardim japonês, onde os peixinhos vermelhos, as plantas e aquelas árvores que parecem crescer na horizontal alternavam apenas com os espaços para a meditação, todos eles madeira clara. O nosso quarto tinha dois &lt;i&gt;futons &lt;/i&gt;num chão de &lt;i&gt;tatami&lt;/i&gt;, essa "palhinha" tradicional que, digo-vos, é mais confortável do que muito bom colchão onde já dormi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZuUYYRnFY6o/TfY18CZ2qVI/AAAAAAAADLM/yrMjsmqsjC0/s1600/DSC07988.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZuUYYRnFY6o/TfY18CZ2qVI/AAAAAAAADLM/yrMjsmqsjC0/s320/DSC07988.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Cw_Ge_GuUpY/TfY2WRjb9JI/AAAAAAAADLQ/e9M5_BPb7Hc/s1600/DSC07989.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-Cw_Ge_GuUpY/TfY2WRjb9JI/AAAAAAAADLQ/e9M5_BPb7Hc/s320/DSC07989.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4baQ9Jm3ww8/TfY2fEw8PhI/AAAAAAAADLU/nLUk28j5N6Y/s1600/DSC07993.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-4baQ9Jm3ww8/TfY2fEw8PhI/AAAAAAAADLU/nLUk28j5N6Y/s320/DSC07993.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zmXw8A0dw00/TfY2syMan3I/AAAAAAAADLY/9q1bH6o4Gkc/s1600/DSC07998.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-zmXw8A0dw00/TfY2syMan3I/AAAAAAAADLY/9q1bH6o4Gkc/s320/DSC07998.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tDXgIn1AQvY/TfY24ARMU7I/AAAAAAAADLc/773CYOQKki8/s1600/DSC08001.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-tDXgIn1AQvY/TfY24ARMU7I/AAAAAAAADLc/773CYOQKki8/s320/DSC08001.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vRua_aTpP8k/TfY3DUzErlI/AAAAAAAADLg/l1o2rM67roM/s1600/DSC08002.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-vRua_aTpP8k/TfY3DUzErlI/AAAAAAAADLg/l1o2rM67roM/s320/DSC08002.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cQZ-Tw_EGDo/TfY3Z28xTgI/AAAAAAAADLk/I5IpALIVtUg/s1600/DSC07985.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-cQZ-Tw_EGDo/TfY3Z28xTgI/AAAAAAAADLk/I5IpALIVtUg/s320/DSC07985.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-g9WSTSUGewQ/TfY3pIpR0kI/AAAAAAAADLo/BbfMfLSibKA/s1600/DSC08052.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-g9WSTSUGewQ/TfY3pIpR0kI/AAAAAAAADLo/BbfMfLSibKA/s320/DSC08052.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O jardim japonês do ryokan. A cozinha do templo. Entrada para a sala de refeições. Lanternas douradas no exterior do templo. Um jardim zen à entrada. A entrada principal do ryokan. A banheira para o banho japonês. O nosso quarto em &lt;i&gt;Shojoshin-in.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não estarei a exagerar se disser que este foi um dos sítios mais bonitos onde estive a minha vida toda. Talvez depois da Amazónia, no Brasil, e de &lt;i&gt;Sian Ka'an&lt;/i&gt;, uma reserva ecológica na costa caribenha do México, seja Koyasan o lugar mais bonito do meu mundo. Com a vantagem que se os outros dois sítios da minha lista são "apenas" Natureza, este junta a uma Natureza exótica e diversa, construções humanas de um valor incalculável e de uma tal adequação ao meio envolvente que nos deixa encantados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto alto de todo este misticismo envolvendo a Natureza e a religião está no caminho que conduz ao templo de Okunoin, mausoléu de Kobo Daishin, que se acredita nunca ter morrido mas antes estar em eterna meditação à espera do &lt;i&gt;Buda do Futuro&lt;/i&gt; e a dar alívio a quem lhe pede por salvação. O cemitério de Okunoin, que precede o templo, é dos maiores do Japão, com mais de 200 mil tumbas de pessoas muitas delas importantes na História do Japão, que querem estar perto de Kobo na sua morte. E é realmente impressionante: por todo o lado, as estátuas completam-se com árvores e oferendas aos mortos, que são representados por pequenas estatuetas envolvidas por panos vermelhos. Os memoriais e os templos incluem alguns bem curiosos como, por exemplo, o de uma empresa de pesticidas que ergueu um memorial em nome dos insectos que matou com os seus produtos, uma vez que segundo a crença budista todos os seres vivos têm alma e poderão reencarnar entre si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cemitério termina no espaço de oferendas a Gokusho, que normalmente se traduz em água atirada contra as estátuas de &lt;i&gt;Jizo&lt;/i&gt;, um elemento budista responsável por tomar conta da criançada, dos viajantes e das almas dos mortos. Outros rituais realizam-se também ao longo deste caminho: num, devemos olhar para o fundo de um poço - diz a lenda que quem não vir o seu próprio reflexo morrerá no espaço de três anos. Noutro, pedem-nos que levantemos uma pedra enorme presa numa jaula de madeira - só os virtuosos a conseguirão levantar. No poço vimo-nos bem mas à pedra ninguém a conseguiu levantar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i2Nqs3AjgM8/TfY339TKRuI/AAAAAAAADLs/LKGSqY5j44I/s1600/DSC08007.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-i2Nqs3AjgM8/TfY339TKRuI/AAAAAAAADLs/LKGSqY5j44I/s320/DSC08007.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w2su3xz5A-s/TfY4QwlmB5I/AAAAAAAADLw/AgjnIguhLlo/s1600/DSC08026.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-w2su3xz5A-s/TfY4QwlmB5I/AAAAAAAADLw/AgjnIguhLlo/s320/DSC08026.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CBNsUJWOErY/TfY4nvKmjmI/AAAAAAAADL0/eV3wMJHkrqw/s1600/DSC08031.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-CBNsUJWOErY/TfY4nvKmjmI/AAAAAAAADL0/eV3wMJHkrqw/s320/DSC08031.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uyYQ-qC0hiM/TfY47S1Tt1I/AAAAAAAADL4/jPLXJsJ1RHU/s1600/DSC08018.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-uyYQ-qC0hiM/TfY47S1Tt1I/AAAAAAAADL4/jPLXJsJ1RHU/s320/DSC08018.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aRgOXanmPP4/TfY5F0BVcJI/AAAAAAAADL8/6TJohqgWlP8/s1600/DSC08023.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-aRgOXanmPP4/TfY5F0BVcJI/AAAAAAAADL8/6TJohqgWlP8/s320/DSC08023.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Caminho até ao mausoléu de Kobo, através de um dos mais importantes e mais importantes cemitérios budistas do Japão, com as suas oferendas e homenagens às almas que partiram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta ao nosso &lt;i&gt;ryokan&lt;/i&gt;, era hora de jantar. Estávamos todos relaxados da caminhada e do ambiente zen e era altura agora de encher o bandulhinho com umas boas delícias vegetarianas. Quando entrámos naquela sala de tatami, não nos apercebemos logo do que tínhamos ali, literalmente a nossos pés: provavelmente a comida mais horrorosa que alguma vez levei à boca. Entre coisas gosmentas e avinagradas, sopas com relva e bolinhas com riscos azuis e cor-de-rosa, uma pasta que parecia pomada e outros &lt;i&gt;amuse bouches&lt;/i&gt; de fazer estremecer o mais corajoso, não conseguimos comer nada. Ou quase nada. Valeu-nos o saco do Corte Inglês onde despejámos a comida para não ofender os monges... Tratava-se aquilo tudo de &lt;i&gt;shojin ryori,&lt;/i&gt; a comida típica dos monges budistas de Koyasan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TW4oVuuWnKA/TfY5a55RN6I/AAAAAAAADMA/kYqwx8ryFJQ/s1600/DSC08055.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-TW4oVuuWnKA/TfY5a55RN6I/AAAAAAAADMA/kYqwx8ryFJQ/s320/DSC08055.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: xx-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A maravilhosa comida que, inexplicavelmente, não comemos. Até o chá cheirava a peixe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A experiência gastronómica foi imediatamente esquecida por um banho relaxante com a chuva por som de fundo, água quente e aquelas banheiras fundas que mais pareciam pequenas piscinas. A noite foi suave e serena, enrolado em fofíssimos edredons e ouvindo lá fora a noite a tomar conta do reduto budista de Koyasan.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, pelas seis, descemos todos contentes com as nossas vestimentas típicas, as &lt;i&gt;yukatas&lt;/i&gt;, prontinhos para meditar. Logo o monge nos advertiu simpaticamente que aquelas eram roupas de dormir e não de rezar e foi mesmo com os nossos trapinhos que fomos, depois, assistir à cerimónia da manhã, na sala principal do templo. Aí, durante 45 minutos, três monges entoavam mantras, com os tais &lt;i&gt;oohmmmmm&lt;/i&gt; característicos desta religião. Claro que não percebíamos nada do que dizia mas embora tenha achado 45 minutos um pouco demais, não deixei de achar muito relaxante e sem dúvida mais perto de uma qualquer realidade paralela do que os conservadores e politicizados sermões dos padres católicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disso, pequeno-almoço e a história da noite anterior repetida mas desta vez sem saco de plástico à mão. Ainda me soube bem uma das sopas que lá estavam (honestamente, não estou a fazer concessões) mas o arroz em papa era demais para as sete da manhã, assim como o ananás em vinagre e as ervilhas mal cheirosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tirando a comida, que depois acabámos por abastecer num dos mercadinhos locais, tudo naquele lugar foi para mim muito especial. Aconselho todos os casais que queiram uma &lt;i&gt;Lua de Mel&lt;/i&gt; diferente da habitual estadia nas Caraíbas um retiro durante uma semana em Koyasan. Desde que levem abastecimento, claro. Pela vila, grupos de colegiais passavam por nós, algumas delas mais corajosas, levantando a mão e dizendo um tímido &lt;i&gt;hello&lt;/i&gt;, ou então um &lt;i&gt;Nice boys!&lt;/i&gt; deitado aos nossos diferentes olhos redondos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AIBrJDBzC7s/TfY5urxSF6I/AAAAAAAADME/H_vzeTlQlz8/s1600/DSC08072.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-AIBrJDBzC7s/TfY5urxSF6I/AAAAAAAADME/H_vzeTlQlz8/s320/DSC08072.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OiAEGrgFWmE/TfY56SIaRpI/AAAAAAAADMI/PSgUTguvKhw/s1600/DSC08074.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-OiAEGrgFWmE/TfY56SIaRpI/AAAAAAAADMI/PSgUTguvKhw/s320/DSC08074.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xVNRDT0b0oE/TfY6GSuNlHI/AAAAAAAADMM/jLpR5DgLxnw/s1600/DSC08087.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-xVNRDT0b0oE/TfY6GSuNlHI/AAAAAAAADMM/jLpR5DgLxnw/s320/DSC08087.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZCV0Lfcs5X4/TfY6RnEEDWI/AAAAAAAADMQ/kp8SHIBTKKk/s1600/DSC08096.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZCV0Lfcs5X4/TfY6RnEEDWI/AAAAAAAADMQ/kp8SHIBTKKk/s320/DSC08096.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Zd2cvomZ9G8/TfY6aOuo6cI/AAAAAAAADMU/MxnbuVisBUo/s1600/DSC08107.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zd2cvomZ9G8/TfY6aOuo6cI/AAAAAAAADMU/MxnbuVisBUo/s320/DSC08107.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Hxmgunw7GVk/TfY6mR6MUQI/AAAAAAAADMY/_ZePNCfylXY/s1600/DSC08112.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Hxmgunw7GVk/TfY6mR6MUQI/AAAAAAAADMY/_ZePNCfylXY/s320/DSC08112.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jiZAf7erxTM/TfY66nbvlLI/AAAAAAAADMc/u5sCEVBljdk/s1600/DSC08124.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-jiZAf7erxTM/TfY66nbvlLI/AAAAAAAADMc/u5sCEVBljdk/s320/DSC08124.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Um jardim zen em Koyasan .A entrada para outro ryokan. Jardim de um templo (1). Jardim de um templo (2). Conjunto de mantras em pedra. Pagode de dois andares no Garan. A ida embora, acima das nuvens, no elevador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No resto do dia começou a chover a sério naquele retiro budista. Tanto que quase não encontrávamos o &lt;i&gt;Garan &lt;/i&gt;com o belíssimo pagode de Konpon Daito. Mas vimos, claro, entre as abertas que o Buda da chuva nos deu até quase ao meio da tarde, onde voltámos a Osaka no já conhecido elevador e onde fiquei com a sensação de que gostaria muito de voltar pois dificilmente acredito que possa encontrar outro sítio no mundo com tamanha sensação de tranquilidade e de envolvimento com a Natureza. Para a próxima, com um carregamento extra de bolachas e chocolates.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5563005911334252883?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5563005911334252883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5563005911334252883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5563005911334252883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5563005911334252883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/mount-koya-japan.html' title='Mount Koya, Japan'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-h29xawvF8Do/TfY1ivpMMOI/AAAAAAAADLI/1yjyggzYuek/s72-c/DSC08099.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7075855590105054691</id><published>2011-06-11T14:31:00.002+01:00</published><updated>2011-06-11T15:16:23.868+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Osaka</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora seja a terceira cidade do Japão, com uma população de mais de dois milhões e meio de habitantes, e tenha sido a primeira capital do Japão, quando ainda chamava Naniwa, Osaka deixava muito a desejar nos guias turísticos japoneses, considerando-a uma cidade centro económico e com poucas atracções para os visitantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HBAActWEra4/TfNoq3lrrJI/AAAAAAAADKE/Lt8H7aCJ5Mo/s1600/DSC08146.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-HBAActWEra4/TfNoq3lrrJI/AAAAAAAADKE/Lt8H7aCJ5Mo/s320/DSC08146.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Ecrã em plena praça, com dois japónicos com os seus modelitos. O equivalente ao Curto Circuito de lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, nada mais errado. Ou se calhar foi pela zona onde ficámos, cuidadosamente escolhida entre os vários centros de Osaka. Minami, sul em japonês, é o centro sul da cidade, conhecida pelos seus bairros de compras e animação nocturna. Dotonbori é o lugar mais procurado da cidade para quem vive &lt;i&gt;living la vida loca&lt;/i&gt;, com as suas discotecas, restaurantes, bares e os enormes &lt;i&gt;neons &lt;/i&gt;debruçados sobre o canal com o mesmo homem e que incluem o famoso &lt;i&gt;Glico Running Man&lt;/i&gt; e, noutro estilo, o caranguejo pendurado à porta do mais famoso restaurante de marisco da cidade. Tanto Dotonbori como Shinsaibashi incluem duas ruas tipo galeria, cheias de lojas de tudo e mais alguma coisa no seu interior. Mas é esta última quem ganha, juntando nos seus 600 metros lojas tão distintas quanto os preços dos seus produtos e as pessoas que os procuram. Não é estranho ver uma &lt;i&gt;loja dos 300&lt;/i&gt; ao lado da &lt;i&gt;Gucci &lt;/i&gt;e a seguir a um restaurante de especialidades locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BUeVcJg1LKw/TfNmCDQ-rZI/AAAAAAAADJ0/A7fLDGL-g3c/s1600/DSC08149.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-BUeVcJg1LKw/TfNmCDQ-rZI/AAAAAAAADJ0/A7fLDGL-g3c/s320/DSC08149.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H9TQO8_5RDo/TfNn8EoNgKI/AAAAAAAADJ8/j83on0SWK0w/s1600/DSC08137.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-H9TQO8_5RDo/TfNn8EoNgKI/AAAAAAAADJ8/j83on0SWK0w/s320/DSC08137.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9fUYoiUDKlg/TfNoGdfK08I/AAAAAAAADKA/yaItao3zFks/s1600/DSC08141.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-9fUYoiUDKlg/TfNoGdfK08I/AAAAAAAADKA/yaItao3zFks/s320/DSC08141.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ae_22CLQyEQ/TfNo4oHKiUI/AAAAAAAADKI/oMeKSVjwwPk/s1600/DSC08132.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ae_22CLQyEQ/TfNo4oHKiUI/AAAAAAAADKI/oMeKSVjwwPk/s320/DSC08132.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MP4tqaFZUzo/TfNpL_CJgyI/AAAAAAAADKM/6lv3ig-8pp0/s1600/DSC08314.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-MP4tqaFZUzo/TfNpL_CJgyI/AAAAAAAADKM/6lv3ig-8pp0/s320/DSC08314.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-y4s8_RNktnM/TfNps1PY3SI/AAAAAAAADKQ/ZXM3W03-AgM/s1600/DSC08150.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-y4s8_RNktnM/TfNps1PY3SI/AAAAAAAADKQ/ZXM3W03-AgM/s320/DSC08150.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A entrada para as galerias comerciais de Dotonbori. Neons debruçados sobre o canal. Uma roda gigante em pleno centro. Centros de Pachinko: as slot machines locais, imensas e por todo o lado. Cabines de maquiagem para as meninas e de colocação de lentes que arredondam os olhos. Comida de plástico à porta dos restaurantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi, contudo, na Amerikamura (ou &lt;i&gt;Amemura&lt;/i&gt;, sendo que &lt;i&gt;Ame &lt;/i&gt;significa tanto rebuçado como americano) que se nos pararam os olhinhos em tanta loja diferente, com tanta coisa gira a preços acessíveis. Ao contrário do que esperava, encontrava-se os produtos que nós cá cobiçamos e pelos quais lojas muito &lt;i&gt;urban chic&lt;/i&gt; pedem exorbitâncias, por preços modestos e acessíveis ao bolso da classe média.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sASMLBbsQQc/TfNpzsnJqtI/AAAAAAAADKU/m_E5iokWUuE/s1600/DSC07927.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-sASMLBbsQQc/TfNpzsnJqtI/AAAAAAAADKU/m_E5iokWUuE/s320/DSC07927.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6ecUB9kNWKA/TfNp_UgZwpI/AAAAAAAADKY/_k70OITRxto/s1600/DSC08133.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-6ecUB9kNWKA/TfNp_UgZwpI/AAAAAAAADKY/_k70OITRxto/s320/DSC08133.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-voRa4sCKlIA/TfNqFkAFmzI/AAAAAAAADKc/es4fKd8Tu_g/s1600/DSC07926.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-voRa4sCKlIA/TfNqFkAFmzI/AAAAAAAADKc/es4fKd8Tu_g/s320/DSC07926.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RIoZ8U0Sqzc/TfNqTPGn4pI/AAAAAAAADKg/OYJ6lNQiEyY/s1600/DSC07914.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-RIoZ8U0Sqzc/TfNqTPGn4pI/AAAAAAAADKg/OYJ6lNQiEyY/s320/DSC07914.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Estátua da Liberdade no topo de um edifício comercial. Anime um pouco por todo o lado. Uma fofíssima loja de coisas para cães. A vista do nosso quarto na Amerikamura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não admira, por isso, que os sacanas se vistam tão bem. Mais uma vez na tentativa de se demarcar no meio da multidão, os japas são muito &lt;i&gt;cutting edge&lt;/i&gt; nas roupas e nos acessórios. Todo o telemóvel tem bonequinhos agarrados, os tacões das meninas são altos e arqueiam-lhes os pés, o cabelo deles deixa adivinhar horas e horas de &lt;i&gt;babyliss &lt;/i&gt;e papelotes e todo o conjunto nota que o pessoal por ali não descura na hora de sair à rua. O resultado é um arco íris de tendências pelas ruas fora que nos deixam a nós, desolhados ocidentais com os nossos modelitos padrão, a babar de inveja pela possibilidade de viver num país, e numa cidade, onde ninguém receia a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de desolhados, andávamos confundidos de todo: o &lt;i&gt;jet lag&lt;/i&gt; é coisa dura de passar. Se adormecíamos às 7 da tarde acordávamos à uma sem sono e depois para adormecer era o cabo dos trabalhos. Uma desses madrugadas de desregulação horária acordámos e rumámos às arcadas de Shinsaibashi para comer qualquer coisa. Aí, a fauna urbana estava no seu auge: se por um lado passavam meninas vestidas de ursinho carinhoso, por outro havia meninos de justos fatos e gravatas, com o cabelo descolorado e penteado à Limahl nos 80's. Sentados naquele &lt;i&gt;MacDonald's&lt;/i&gt; vimos passar mais fatiotas e modelitos que em toda a nossa vida e o resultado era, no mínimo, admirável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá fora, uma menina &lt;i&gt;pré-doll&lt;/i&gt; chorou porque o seu namorado (?) lhe roubou o peluche e não a deixava apanhá-lo. Cá dentro, uma possível sem abrigo de meias pretas até aos joelhos e mini saia deixava-nos a perguntar que tipo de negócio faria. De repente, a &lt;i&gt;Barbie Japão&lt;/i&gt; aparece, no seu cabelo loiro e trabalhado, nos seus tacões, mini saia tipo cinto e óculos escuros, deixando um rasto de perfume pela rua fora. Estes jovens não brincam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Osaka, mais três pontos altos. Em primeiro lugar, o castelo da cidade. A construção data de 1583 mas uma série de imprevistos fizeram com que o castelo e a sua torre principal tivessem que ser reconstruídos uma catrefada de vezes: tudo o atingiu, desde incêndios a raios e tropas inimigas. O actual é de 1931, com um &lt;i&gt;revamp &lt;/i&gt;em 1997.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como chovia como o caraças, ficámos primeiro pasmados ao lado do templo Hokuku e em frente à estátua de um Samurai, abrigados a ver chegar pessoas, entre elas um casamento tradicional. Lá nos aventurámos depois a subir à torre, para lá do cimo observar Osaka sob o mau tempo que anunciava a chegada da tempestade tropical &lt;i&gt;Songda&lt;/i&gt;, que por aquela altura ainda era um tufão e andava a dar cabo da paisagem para os lados das Filipinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto alto do castelo de Osaka é observar as cerejeiras e ameixoeiras em flor. Na altura que fomos, estas não eram mais do que longos campos de arbustos azulados pelo mau tempo que se aproximava. Fica a intenção de lá voltar para ver o prometido espectáculo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qC_dFrcQ6nE/TfNqoX8lrkI/AAAAAAAADKk/Vw08QYOsY4A/s1600/DSC08184.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-qC_dFrcQ6nE/TfNqoX8lrkI/AAAAAAAADKk/Vw08QYOsY4A/s320/DSC08184.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zYxP2T3_qHM/TfNq1rBJOPI/AAAAAAAADKo/7hfDmU71hyI/s1600/DSC08203.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-zYxP2T3_qHM/TfNq1rBJOPI/AAAAAAAADKo/7hfDmU71hyI/s320/DSC08203.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Zh6cJ9CgckA/TfNrG3HnOqI/AAAAAAAADKs/EV_0rHuDA54/s1600/DSC08172.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zh6cJ9CgckA/TfNrG3HnOqI/AAAAAAAADKs/EV_0rHuDA54/s320/DSC08172.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EDMZWjHC78s/TfNrVCSSitI/AAAAAAAADKw/oYd9ZZfmB1g/s1600/DSC08176.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-EDMZWjHC78s/TfNrVCSSitI/AAAAAAAADKw/oYd9ZZfmB1g/s320/DSC08176.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A Torre do Castelo de Osaka. A vista lá de cima num dia de pré-tempestado. O Samurai e o templo onde estacionámos durante meia hora. Um papparazzo de um casamento tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto de destaque, no lado norte de Osaka, perto da estação de Umeda e de Osaka, é o &lt;i&gt;Umeda Sky Building&lt;/i&gt;, um edifício famoso por ter uma ligação entre duas grandes torres composta por um jardim suspenso. Depois de muito andar à chuva para o encontrar (parece estúpido, mas era difícil encontrar um arranha-céus de trinta e muitos andares no meio de outros tantos) lá o encontramos. Cá em baixo, uma festa havaiana à chuva e lá em cima uma vista completamente diferente da cidade em comparação com o que vimos no Sul, em Minami. Aqui, os prédios eram reis e o cenário é mais parecido com Nova Iorque vista do &lt;i&gt;Empire State&lt;/i&gt;. Quanto a mim, achei que se tivessem que escolher uma nova cidade para se passar o &lt;i&gt;Matrix &lt;/i&gt;4 ou 5, aquela paisagem era uma boa opção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fdJMSXGEFG0/TfNrjv0y-8I/AAAAAAAADK0/gYM_EO_4eyE/s1600/DSC08230.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-fdJMSXGEFG0/TfNrjv0y-8I/AAAAAAAADK0/gYM_EO_4eyE/s320/DSC08230.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CRnsRrPRgUw/TfNrvE-LXAI/AAAAAAAADK4/0czFVKNMni8/s1600/DSC08216.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-CRnsRrPRgUw/TfNrvE-LXAI/AAAAAAAADK4/0czFVKNMni8/s320/DSC08216.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yTChrXf9JI8/TfNr7v5SXpI/AAAAAAAADK8/OI5ThDRY8-E/s1600/DSC08152.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-yTChrXf9JI8/TfNr7v5SXpI/AAAAAAAADK8/OI5ThDRY8-E/s320/DSC08152.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Vista do Umeda Sky Building. O outro centro de Osaka, a Norte. Roy Lichtenstein da janela do segundo quarto em Osaka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, aquilo que me levou ao Oriente: a minha intervenção na &lt;i&gt;Asian Conference on Arts and Humanities&lt;/i&gt; com o título &lt;i&gt;What happened to Communism? Communicating Communism in the 21st Century&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-N0Wzy7WLoOI/TfNsNtraFqI/AAAAAAAADLA/3mG2tmdbdbU/s1600/DSC08308.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-N0Wzy7WLoOI/TfNsNtraFqI/AAAAAAAADLA/3mG2tmdbdbU/s320/DSC08308.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Moi-même em frente a uma plateia onde havia japoneses, norte-americanos, australianos e chineses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No &lt;i&gt;Ramada Hotel&lt;/i&gt; em Osaka, tudo muito bem organizado e preparado para receber os conferencistas, em salas onde nada faltava para o bom desenrolar das intervenções. A minha correu bem, obrigado, durante uma meia hora onde expus a situação actual dos vários partidos comunistas europeus. No fim, depois da salva de palmas (aham) as perguntas da praxe: algumas bem parvinhas ("E se Marx fosse vivo?") e outras mais pertinentes ("Qual a posição do PCP perante a entrada do FMI em Portugal?"). De uma forma geral, achei incrível o grau de conhecimento dos japoneses sobre a realidade política portuguesa. Se cá fosse, mesmo entre um público académico, duvido que houvesse alguém que sequer soubesse dizer qual o sistema político japonês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despedimo-nos de Osaka com muito Sol e calor: era a vez de Hiroshima e da nossa viagem mais longa num dos famosos comboios-bala, chamados &lt;i&gt;Shinkansen&lt;/i&gt;. Desta vez, o &lt;i&gt;Sakura&lt;/i&gt;, Cereja, em japonês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g9XMmJ0TXmM/TfNsZvq7TII/AAAAAAAADLE/69en96KBPOg/s1600/DSC08638.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-g9XMmJ0TXmM/TfNsZvq7TII/AAAAAAAADLE/69en96KBPOg/s320/DSC08638.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Este é o focinho do Nozomi, o único trem-bala para o qual não tínhamos bilhetes. Mas os outros não lhe ficavam nada atrás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7075855590105054691?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7075855590105054691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7075855590105054691&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7075855590105054691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7075855590105054691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/osaka.html' title='Osaka'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HBAActWEra4/TfNoq3lrrJI/AAAAAAAADKE/Lt8H7aCJ5Mo/s72-c/DSC08146.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5985484944445747380</id><published>2011-06-10T13:41:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:55:17.760+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Chegando ao Oriente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora tenhamos saído de Portugal no dia 23 de Maio às 8 da noite, a verdade é que só chegaríamos ao hotel de Osaka, nossa primeira paragem em território japonês, no dia 25 às 5 da tarde locais. Chegar ao Oriente é penoso, até para mochileiros experimentados como nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira paragem já começa a ser um hábito instalado: é como passar na &lt;i&gt;free shop&lt;/i&gt; antes de qualquer voo intercontinental. Madrid. Mas desta vez com um tempero extra e que era a visita ao acampamento dos jovens espanhóis na &lt;i&gt;Puerta del Sol&lt;/i&gt;. O que, confesso, me deixou espantado e maravilhado. A &lt;i&gt;Puerta del Sol&lt;/i&gt;, quilómetro zero das estradas espanholas e centro nevrálgico de toda a Espanha, estava irreconhecível: qual praça &lt;i&gt;Tahrir&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;Sol &lt;/i&gt;estava coberto por uma mancha imensa de letreiros gigantes exigindo uma mudança efectiva no tipo de Democracia praticado em Espanha. Tipo esse que é basicamente o mesmo que se faz em Portugal: a submissão vexante aos grandes grupos económicos, o desprezo pela contabilização da abstenção, o despesismo público e, em linhas gerais, o desvirtuar acéfalo dos valores democráticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vAx1Le6yCB4/TfINo0CBReI/AAAAAAAADJQ/v22GE4KPw-k/s1600/P1040189.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-vAx1Le6yCB4/TfINo0CBReI/AAAAAAAADJQ/v22GE4KPw-k/s320/P1040189.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A entrada do metro &lt;i&gt;Sol &lt;/i&gt;estava irreconhecível, com todas as mensagens de mudança e protesto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se estivessem em português, todos aqueles slogans se aplicariam perfeitamente à nossa realidade. Mas o impressionante era a organização daquela massa imensa de jovens, que criaram uma autêntica cidade debaixo das lonas que cobriam a praça. Havia cantinas, webcafés, um posto de primeiros socorros, os centros de debate, a recolha de lixo organizada e uma imensidão de ideias a serem discutidas e a obterem a adesão de uma cidade inteira e não apenas dos mais novos. Ideias concretas, propostas específicas e exequíveis de mudança para uma sociedade mais justa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q4TOVTnfHXw/TfIOfbQeSiI/AAAAAAAADJY/e-hrtGixWhM/s1600/P1040182.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-q4TOVTnfHXw/TfIOfbQeSiI/AAAAAAAADJY/e-hrtGixWhM/s320/P1040182.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Mesmo à uma e tal da manhã de uma segunda-feira, milhares de pessoas manifestavam-se na &lt;i&gt;Puerta del Sol&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se lhes ligaram alguma coisa? Claro que não. Tal como em Portugal, também a classe dominante espanhola habita numa &lt;i&gt;supraestrutura &lt;/i&gt;onde os protestos deste género não chegam. Os centros de decisão, colocados nas reuniões dos accionistas das grandes empresas, estão longe do povo e mais longe ainda das suas reivindicações. Foram tratados, tal como cá, como um bando de brincalhões, muito embora no acampamento não entrasse pinga de álcool e a ordem era uma das mais importantes reivindicações de quem lá estava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Cd_6QTLmxAU/TfIN1ymnfoI/AAAAAAAADJU/_6fySu1JWVY/s1600/P1040187.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-Cd_6QTLmxAU/TfIN1ymnfoI/AAAAAAAADJU/_6fySu1JWVY/s320/P1040187.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Embora tivessem fechado as montras das lojas internacionais com cartazes de protesto, havia um grande respeito pelos pequenos comerciantes locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que, a esta hora, o acampamento ter-se-á desmobilizado, sob pena de se banalizar e que a energia criada naquelas circunstâncias servirá agora de debate e, quanto mais não seja, de exemplo para que os cinzentos engravatados que mandam no país percebam que, por vezes, quem manda nas ruas é o povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a nós, no dia seguinte havia jornada. Madrid, Pequim, Osaka. E o voo teria sido tranquilo e prazenteiro, com a &lt;i&gt;Air China&lt;/i&gt; a providenciar-nos espaçosos assentos com televisão e serviço de refeições. Isto, não fosse haver, mesmo no banco à frente, uma criancinha chinesa a chorar e a fazer cocó durante as 12 horas do voo. E como o voo era de dia, só cochilei uma meia horita, entre aqueles filmes idiotas como o &lt;i&gt;2012 &lt;/i&gt;e o &lt;i&gt;Whip It&lt;/i&gt; (Drew Barrymore, amiga, tu como realizadora bem que podes atirar-te ao rio) e os exercícios de ginástica de voo, para evitar coágulos nos joelhos .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hBaTIat01Xk/TfIPGsVOdNI/AAAAAAAADJg/iqNQdmIxrD0/s1600/DSC07903.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-hBaTIat01Xk/TfIPGsVOdNI/AAAAAAAADJg/iqNQdmIxrD0/s320/DSC07903.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NrUiR1LepJg/TfIO8uwyseI/AAAAAAAADJc/NOrHmPzdBpY/s1600/DSC07905.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-NrUiR1LepJg/TfIO8uwyseI/AAAAAAAADJc/NOrHmPzdBpY/s320/DSC07905.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A nossa curta estadia na China, num aeroporto cheio de tentações a muito baixos preços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de umas horas de espera em Pequim (num aeroporto de fazer inveja a muitos dos que conheço por esse mundo fora) lá fomos para Osaka, o destino final desta odisseia pelos ares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegar ao Japão é uma sensação única: ao longo da costa japonesa, só se vê cidade. Explico. Quem aterra no Porto vê primeiro o Vale do Sousa e depois a Serra de Valongo. Só depois começa a cidade, muito tímida na zona mais periférica para se tornar depois um emaranhado de casinhas no centro e por fim ir-se dissipando novamente nas fábricas da zona industrial e nos pinhais que para lá há, paralelos ao Oceano Atlântico e antes de o avião aterrar. Pois no Japão não há nada disso: há cidade ao longo de umas boas centenas de quilómetros, enquanto por cima do Oceano Pacífico se vão vendo plataformas construídas para prolongar a cidade pelo mar fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aeroporto de Kansai é, ele próprio, em cima da água e parece que o piloto enloucou e vai atirar-se à água levando-nos a todos desta para melhor. Mas não. Tudo correu pelo melhor e o nosso primeiro contacto com os japoneses aconteceu numa inspecção alfandegária de meter a dos regimes autoritários (cubano, chinês ou norte-americano) num chinelo: tudo nos foi questionado e enquanto não tínhamos o papelinho bem preenchido não havia forma de nos cederem passagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YaSx4o-vmpY/TfIPV6RgGVI/AAAAAAAADJk/KXUSULv8ETA/s1600/DSC07910.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-YaSx4o-vmpY/TfIPV6RgGVI/AAAAAAAADJk/KXUSULv8ETA/s320/DSC07910.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Começávamos a aventura na &lt;i&gt;Ponylândia &lt;/i&gt;com um cartaz na estação do aeroporto desejando-nos um bom dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este primeiro embate na burocracia japonesa viria a revelar-se uma falsa primeira imagem: de picuinhas e de zelo excessivo aquele povo tem muito pouco. Foi quando, depois de viajar de comboio até ao centro de Osaka, encontrámos o nosso hotel, que percebemos que tudo ali era diferente do habitual: os carros andavam do lado errado da rua, as pessoas esperavam para atravessar no sinal verde e as sanitas tinham um sistema automático para nos limpar o rabiote.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-myQC0D3MAoM/TfIPfqH-WdI/AAAAAAAADJo/oDKWP2sAzTE/s1600/DSC07948.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-myQC0D3MAoM/TfIPfqH-WdI/AAAAAAAADJo/oDKWP2sAzTE/s320/DSC07948.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Limpar o rabiote, limpar as frentes das senhoras, secar, regular a pressão e a temperatura da água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estávamos, definitivamente, no Japão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5985484944445747380?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5985484944445747380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5985484944445747380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5985484944445747380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5985484944445747380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/chegando-ao-oriente.html' title='Chegando ao Oriente'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vAx1Le6yCB4/TfINo0CBReI/AAAAAAAADJQ/v22GE4KPw-k/s72-c/P1040189.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6739426677010787177</id><published>2011-06-09T12:35:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:55:17.761+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Back from Japan</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1zZI3nyOvdI/TfCrh--aJrI/AAAAAAAADI0/6MPL-TgIWNc/s1600/DSC08253.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-1zZI3nyOvdI/TfCrh--aJrI/AAAAAAAADI0/6MPL-TgIWNc/s320/DSC08253.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A calma e a sensação da vida a correr bem num dos jardins de Kyoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pensei que depois de quase três semanas, regressar ao Ocidente significasse retroceder não apenas nuns quantos fusos horários mas também descer uns valentes degraus no que toca ao nível de civismo. Viajar do Porto para o Japão foi provavelmente a minha maior distância percorrida: não apenas nos 10 mil e muitos quilómetros que separam o Porto de Tóquio mas também numa distância igualmente grande no que toca a entender que o ser humano não precisa necessariamente de ser mal educado, corrupto, desconfiado, antipático e espertalhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas já lá vamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kFapkWi5HwE/TfCryfbk1jI/AAAAAAAADI4/hYadJGgvvME/s1600/DSC08716.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-kFapkWi5HwE/TfCryfbk1jI/AAAAAAAADI4/hYadJGgvvME/s320/DSC08716.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;No bairro da electrónica em Tokyo, tudo tem direito a um grande anúncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tinha grandes expectativas em relação ao Japão, ao contrário do que me havia alertado a minha rica irmã e o meu rico cunhado, ambos ferverosos admiradores da cultura nipónica já de longa data. Sabia muito pouco acerca deles, tirando aqueles chavões habituais que o Ocidente tem sobre o Oriente: sabia que eram mais que as mães, que tinham os olhos em bico, a pele clara e o cabelo preto, que gostavam de andar em manada, que faziam desenhos animados com os olhos grandes e muitas cores, que eram um bocadinho para o perversos no que toca a taras, que consumiam peixe como o caraças e que a História do tempo presente não tinha sido grande amiga deles, muito embora fossem a terceira (desde o ano passado) economia mundial e exportassem tecnologia como chuva, entre a qual carros (o meu &lt;i&gt;jeep &lt;/i&gt;era japonês!), televisores e toda uma parafernália de ferramentas que nós aqui nem sonhávamos para que serviam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De resto, não tinha ideia do povo que me havia convidado para ir apresentar a minha tese de Mestrado numa conferência internacional em Osaka. Mas também confesso que mesmo quem tivesse um vasto conhecimento sobre eles não deixaria de se espantar com o que encontrámos no Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l1Vg4symp5Q/TfCr84VUY4I/AAAAAAAADI8/xAT_WF9kuMM/s1600/DSC07988.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-l1Vg4symp5Q/TfCr84VUY4I/AAAAAAAADI8/xAT_WF9kuMM/s320/DSC07988.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O nosso jardim zen em Koyasan, terra sagrada. É difícil não estar tranquilo num lugar assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se sabe que as generalizações, quer positivas quer negativas, são a coisa mais pateta que se pode fazer. &lt;i&gt;Os japoneses são x e os japoneses gostam de y&lt;/i&gt;, embora admissível para nós que encontrámos uma cultura tão diferente e por isso tendemos a generalizar, não deixa de ser uma das coisas mais idiotas que se pode fazer a um povo: afinal de contas, e ainda para mais eles que são tantos milhões, cada ser humano merece a devida individualidade, que não deve estar condicionada pela pertença a uma determinada nacionalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou optar antes por referir que, nestas duas semanas e tal, não encontrei nenhum japonês antipático. Ou, pela positiva, porque o merecem: todos os japoneses com quem interagi foram simpáticos, honestos, atenciosos. Num nível de acolhimento que deixa a nossa tão afamada (e patética, tendo em conta como se engana os estrangeiros por cá) hospitalidade lusitana parecer uma piada de mau gosto. Em todos os gestos, os japoneses que encontrámos foram de uma cordialidade que chegou quase a raiar a serviência: baixavam a cabeça em sinal de vénia, recebiam-nos sempre com um sorriso de orelha a orelha, com a voz calma e pausada, fazendo-nos sentir respeitados e bem acolhidos. E sem perderem nada por terem connosco tamanha delicadeza de tratamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RLuS4xjJrgM/TfCsJmC4qbI/AAAAAAAADJA/sZjbtKbSc7o/s1600/DSC08229.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-RLuS4xjJrgM/TfCsJmC4qbI/AAAAAAAADJA/sZjbtKbSc7o/s320/DSC08229.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Vista geral de Osaka à noite, de um dos seus centros. As cidades japonesas são muitas numa só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apercebi-me de que em todos os sítios onde fui podia confiar nas pessoas. E isso é uma sensação que a princípio é estranha (o taxista não me vai enganar? não vou ter que conferir o troco? ninguém me está a vigiar nesta loja?) mas que depois é muito tranquilizante: saber que não corremos o leve risco, em lado nenhum e em qualquer altura do dia ou da noite, de sermos assaltados ou sequer acossados, saber que não temos que estar com sete olhos voltados para todos sempre a ver quando nos vão enganar, quando se aproveitam do nosso desconhecimento para nos passar a perna e levar mais um iéne ou dois é muito calmante. Ver que as lojas não têm detector de alarmes nas portas, que se pode deixar a carteira na mesa enquanto se vai à casa de banho, que se pode estar com o computador e o telemóvel tranquilamente em qualquer ponto da cidade e que fazem questão de nos mostrar o troco que nos dão, juntando a isso um recibo e agradecendo no fim, é uma realidade totalmente oposta à nossa, onde o que interessa é ver se não se passa o recibo na compra ou, se acontecer, tentar apanhar a nota que o outro deixou cair ao chão sem que ninguém perceba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto é o respeito pela diferença, o que é engraçado numa sociedade tão heterogénea como a japonesa. Heterogénea no sentido em que a imigração é diminuta (a que existe é asiática mas mesmo assim muito pouca) e onde o aspecto físico não varia da mesma forma que varia no Ocidente: diria que todos os japoneses com quem nos cruzámos têm (pelo menos originalmente) cabelo preto e pele clara e a grande maioria uma estatura média. Talvez por isso mesmo tenham que procurar marcar a diferença. E fazem-no. Nos cortes de cabelo, na maquiagem, nas roupas, nos sapatos, nos acessórios... chegando mesmo a extremos que ultrapassam o que, na nossa maioritariamente cinzenta forma de nos arranjarmos e vestirmos, acharíamos estar além de uma fantasia de Carnaval. &lt;i&gt;Punks, girlies, dolls, hippies&lt;/i&gt;, colegiais, &lt;i&gt;maids&lt;/i&gt;, ursinhos carinhosos... vimos de tudo pelas ruas das principais cidades. Pensam que alguém parava duas vezes para olhar para a menina vestida com um fato de coelhinha no &lt;i&gt;MacDonald's&lt;/i&gt; de Shinsaibashi em Osaka? Não. Ou melhor, olhávamos nós. Mas mesmo que não tenham uma fantasia completa, têm sempre algum acessório que os distingue e aqui posso mesmo generalizar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Mjkyrw2mh10/TfCsb_c3P6I/AAAAAAAADJE/RAhgw8gkVK8/s1600/DSC08727.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Mjkyrw2mh10/TfCsb_c3P6I/AAAAAAAADJE/RAhgw8gkVK8/s320/DSC08727.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Anime. Este nem é muito perverso mas há algum de fazer corar o mais destemido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito de masculinidade é completamente distinto do nosso: por lá calças justas, sapato alto, ganchos no cabelo, descolorações, ripagens e cabelo armado &lt;i&gt;a la&lt;/i&gt; Manuela Eanes é sinal de macheza, pelos que pudemos constatar e para nosso grande espanto. Pessoalmente, foram raros os japoneses que achei engraçados (o meu tipo está perfeitamente definido na bacia do Mediterrâneo e nas Arábias e fora disso faço muito poucas concessões) mas em contrapartida via-se meninas lindas. Mas lindas de ficar pasmado a ver como eram tão bonitas, tão bem arranjadas, com um ar enigmático e altivo sem ser presunçoso. Talvez juntamente com as italianas da Toscana, tenha sido no Japão que vi as mulheres mais bonitas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além das pessoas, em todo o lado que estivemos sentimos que estava tudo muito organizado. Embora sem falarem inglês (a quase totalidade dos que falavam mais valia que não falassem pois não se percebe nada do que dizem) nunca nos perdemos, não sentimos dificuldade em andar nos comboios ou no metro (o metro de Tóquio é o meu sonho perfeito de organização intuitiva) e mesmo as cidades estão perfeitamente sinalizadas para os estrangeiros, embora estes sejam poucos e menos ainda, depois do sismo/ tsunami. A este respeito, no Sul do país é como se não tivesse havido nada e em Tóquio nota-se alguma poupança de energia eléctrica e reparei em vários cartazes, sobretudo em inglês, explicando o que fazer em termos de sismo. Durante dois dias da nossa estadia, passou por lá uma tempestade tropical que já havia sido um tufão e que se traduziu apenas em chuva, vento e um calor estranho. Mas depois abriu o Sol e foi como se se tivesse aberto um forno a vapor: muito embora não seja sequer um país do Sul asiático, o Japão tem um clima sub-tropical, particularmente nesta altura do ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rtdwJSp_UMI/TfCsmCTGjxI/AAAAAAAADJI/Pqj404ixHsk/s1600/DSC08313.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-rtdwJSp_UMI/TfCsmCTGjxI/AAAAAAAADJI/Pqj404ixHsk/s320/DSC08313.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Apetece comprar tudo. Tudo é diferente, original, a um bom preço e sobretudo não massificado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto à conferência, motivo pelo qual esta viagem aconteceu, reflectiu todo o sentido de organização e de excelência dos japoneses: tudo preparado na perfeição, nada funcionando mal ou ausente e tudo a correr na hora combinada. Mais uma vez espalhei a &lt;i&gt;palavra &lt;/i&gt;num canto do mundo, tive as perguntas da praxe às quais soube responder e acabei por sair de lá com a boa sensação de missão cumprida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, nem tudo são flores (e que bonitas as há, por lá). A comida típica é intragável e só nos safámos em italianos. Mesmo assim, consegui manter-me fiel e não comer carne nem peixe (ok, atum, confesso...). Os japoneses põem vinagre em tudo e são tarados por comer &lt;i&gt;pickles &lt;/i&gt;e coisas esponjosas que não sabemos o que são. Mas nos próximos &lt;i&gt;posts &lt;/i&gt;ouvir-me-ão falar da comida o quanto baste!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F2VqsCuGjpI/TfCsxV0qa6I/AAAAAAAADJM/J8WOlDaqQUQ/s1600/DSC08272.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-F2VqsCuGjpI/TfCsxV0qa6I/AAAAAAAADJM/J8WOlDaqQUQ/s320/DSC08272.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Duas japonesas nos seus trajes típicos para um passeio vespertino em Kyoto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alimentação à parte, é uma sensação agridoce voltar a Portugal. Apetece apertar o pescoço desta gente toda e gritar-lhes, abanando-os muito: &lt;i&gt;É possível sermos diferente e melhores!&lt;/i&gt; Claro que os japoneses terão os seus defeitos e é fácil enumerá-los: a passividade política perante líderes com perfil algo autoritário (ainda assim menos irritante do que a nossa), a dedicação obsessiva ao trabalho (mas que produz resultados) ou a excentricidade um pouco &lt;i&gt;over the top&lt;/i&gt; de algumas taras (que há em todo o lado, eles apenas se limitam a assumi-las) mas definitivamente os pontos fortes superam os fracos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é apenas o facto de ter regredido oito horas quando voltei a Portugal que me fazem crer que retrocedi no tempo: é também a sensação de que o futuro poderá passar por uma sociedade mais fraterna, mais igualitária e mais concentrada em objectivos concretos. Isso existe do outro lado do mundo e não acredito que não sejamos capazes, também, de o alcançar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed align="middle" flashvars="cy=bb&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=1513209474824561612&amp;amp;site=widget-cc.slide.com" name="flashticker" quality="high" salign="l" scale="noscale" src="http://widget-cc.slide.com/widgets/slideticker.swf" style="height: 320px; width: 400px;" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; width: 400px;"&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=1513209474824561612&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" ismap="ismap" src="http://widget-cc.slide.com/p2/1513209474824561612/bb_t014_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Como se pode não cumprir a regra quando é um castorzinho fofo que nos pede com tanta doçura?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais não seja, o Japão é um país imensamente &lt;i&gt;fófinho &lt;/i&gt;(ler com acento). Nas ruas, nos anúncios, nas flores, nas roupas... há sempre ursinhos, coelhinhos cor-de-rosa, cachorrada e muita expressão nos olhinhos. Talvez seja mesmo por isso que eles são tão simpáticos, tão felizes e com tão grande prazer em agradar o próximo: afinal, são eles quem, definitivamente, vive na &lt;i&gt;Ponylândia&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6739426677010787177?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6739426677010787177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6739426677010787177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6739426677010787177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6739426677010787177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/06/back-from-japan.html' title='Back from Japan'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1zZI3nyOvdI/TfCrh--aJrI/AAAAAAAADI0/6MPL-TgIWNc/s72-c/DSC08253.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6684235626945908395</id><published>2011-05-23T12:43:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:55:17.762+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Descomprimir, respirar fundo. E partir.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um mês e meio de intenso trabalho para conseguir cumprir tudo a que me propus,em que andei a trabalhar umas 18 horas por dia para deixar tudo pronto, finalmente chegou a data da partida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou em trabalho para o Oriente. Isto dito assim... Vou apresentar a minha tese de Mestrado numa conferência a realizar em Osaka, no Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem medo que a terra trema, porque se tremer até é giro, sem medo de radioactividade, porque a cor verde florescente até é engraçada e sem tédio por ter que passar mais de 12 horas fechado num avião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com muita vontade de ver aqueles &lt;i&gt;outfits &lt;/i&gt;giros dos japas, a famosa passadeira de Tóquio, o pessoal a ser empurrado com paus no metro, as cerejeiras em flor, os templos budistas e o &lt;i&gt;sushi &lt;/i&gt;(que vou só ver).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a sensação de dever cumprido, por cá, lá me vou eu. E até à vista, &lt;i&gt;babes&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="249" src="http://www.youtube.com/embed/nCH1IlOfDTM" width="325"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6684235626945908395?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6684235626945908395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6684235626945908395&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6684235626945908395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6684235626945908395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/05/descomprimir-respirar-fundo-e-partir.html' title='Descomprimir, respirar fundo. E partir.'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/nCH1IlOfDTM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5915280758658308168</id><published>2011-05-22T16:57:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:56:12.614+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Ser comido por lorpa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece-me algumas vezes de ser comido por lorpa. Passo a explicar a expressão, que sei que é uma coisa nortenha. Lorpa (ler &lt;i&gt;lôrpa&lt;/i&gt;) é aquela pessoa a quem, amiúde, comem as papas na cabeça. O crente. O pató.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é em muita coisa: numa argumentação, por exemplo, ninguém faz de mim lorpa, nem com negociatas, nem a impingir produtos em lojas ou a achar que me enganam com mentirinhas de trazer por casa. Não é por isso que me comem por lorpa. Normalmente isso acontece em questões relacionadas com dinheiros e o pânico que tenho em ficar a dever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde muito miúdo que me ensinaram que dever dinheiro é feio. É feio dever contas ao Estado e às empresas mas mais feio ainda é dever dinheiro aos amigos e à família. Isso então é, segundo os que (bem) me educaram, mesmo muito feio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como é feio não perguntar à pessoa que nos dá boleia se quer uma ajudinha para a gasolina, ou ficar pasmado a ver a pessoa pagar o parque sem perguntar se precisa de uma contribuição ou passar pelas portagens sem perguntar quanto foi. Ou entrar num táxi sem dinheiro para pagar a viagem na totalidade, ainda que sabendo que os outros dirão para dividir por partes iguais. Ou ir a um jantar em casa de amigos de mãos a abanar, sem tentar saber de antemão se é preciso levar alguma coisa. Ou entrar num presente em conjunto sem nunca dar a sua parte na coisa, ficando com os louros sem ter gasto um tusto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não diz grande coisa da seriedade e do civismo de quem o faz. E deixa quem é comido por lorpa com aquela sensação estranha... de que o estão a comer por lorpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu percebo o &lt;i&gt;thrill&lt;/i&gt;: dá um jeitão ser outro otário a gastar dinheiro por serviços dos quais nós também usufruímos. Mas as coisas não se constroem assim. Não dura sempre. Geralmente, das vezes em que fui comido por lorpa, não disse nada. Mas deixei de fazer programas com os espertalhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que a diferença está na atitude: o mais certo, pelo menos da minha parte, é dizer "deixa lá, pagas para a próxima!" Mas cai bem, sobretudo entre amigos, onde deve haver uma relação de igualdade suficientemente grande para que não haja a sensação de que um se aproveita do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixemos isso para o Renato Seabra. Ou melhor, deixaríamos isso para o Renato Seabra, caso ele não tivesse ido parar à choça. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5915280758658308168?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5915280758658308168/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5915280758658308168&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5915280758658308168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5915280758658308168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/05/ser-comido-por-lorpa.html' title='Ser comido por lorpa'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-9121251871797975068</id><published>2011-05-16T12:36:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:55:55.025+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>O primeiro e último post sobre as Legislativas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não ando com tempo nem para esticar os braços como deve ser. É bom sinal, sinal de que há trabalho, que se não houvesse é que era mau. E, como tal, tenho-me desleixado bastante nesta tarefa de escrever aqui as minhas considerações sobre a vida - já se sabe que nestas alturas de corre-corre, há sempre algo que cai por terra. No meu caso, foi a assiduidade &lt;i&gt;bloguiana&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não quis de, muito rapidamente, dar o meu bitaite sobre as eleições que aí vêm a correr. Será a primeira e última vez que escrevo a este respeito: tal como alguns camaradas meus, também eu estou a ficar cansado de fazer sermões aos peixinhos. O povo é ceguinho, já se sabe, e nem depois de levar muito na cabeça tem um rasgo de consciência que faça com que a gente saia desta morrinha cansativa em que transformámos a Democracia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestas eleições existem cinco partidos com capacidade real para continuar a ter representação parlamentar. CDS, BE, CDU, PS e PSD. Destes, só o PS e o PSD poderão ganhar e, se nenhum deles conseguir mais de 116 deputados, terão que se coligar a alguém, sob pena do nosso Presidente não dar posse a um governo minoritário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecemos então pelos grandes partidos: PSD e PS. Hoje em dia, não existe qualquer diferença significativa entre os dois. E isto não é só discurso da treta, é ciência política. São os dois partidos &lt;i&gt;catch-all&lt;/i&gt;, ou seja, não tendo um quadro ideológico fundamentado, o partido orienta-se para a eleição e procura agradar ao maior número de eleitores possível, de forma a assegurar a sua eleição. Uma vez no governo, caem por terra as promessas de campanha e o partido passa a seguir um programa completamente alheio ao que apresentou no acto eleitoral. O partido &lt;i&gt;chatch-all&lt;/i&gt; é o partido do Marketing Político levado ao exagero, da campanha ensaiada, do culto do líder e da sua imagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Votar no PS ou no PSD, em termos práticos, é a mesma coisa: uma vez no governo, tanto um como outro honrarão as políticas que têm vindo a ser seguidas desde os anos oitenta e que, como se viu, deram cabo deste país. Nada mais simples do que isto: foram estes dois partidos que, seguindo políticas mais ou menos parecidas, conduziram Portugal à pré-falência, obedecendo escrupulosamente aos requisitos da banca, das grandes empresas e do estrangeiro, deixando o país entregue a caciques, jogos de poder, corrupção e um imenso pântano de ideias. E, ainda assim, o povo não vê necessidade de alterar este ciclo doentio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Têm diferenças pontuais, claro: o PS, por ter a palavra socialismo no nome, ainda tem algum pudor em admitir o fim do estado social (embora, depois, na prática, é isso que faz), enquanto o PSD não tem este "problema" ideológico em desenvencilhar-se de certas matérias da solidariedade nacional. Diria que o PS é um nadinha melhor mas depois há o Sócrates, essa abominável personagem fabricada em empresas de comunicação, alimentada pelos grandes interesses e poderes e cujo objectivo de vida é conseguir uma cadeira com vista para a montanha, lá em Bruxelas. O Passos Coelho parece-me mais bonzinho, sem dúvida. Acho que se ambos estivessem num barco a naufragar juntamente com uma velhinha, o Passos Coelho atirava-a para o bote de salvação, enquanto o Sócrates não só a convencia que era melhor para ela ficar no barco a naufragar, como ainda a faria agradecer-lhe por isso e dar-lhe uma beijoca na cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os dois, assim à partida, diria que o Passos Coelho é melhorzinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas depois há as companhias e aí a balança fica desregulada. O Passos Coelho tem um ar um bocado songa monga demais. Vão comer-lhe as papas na cabeça. Já estou a ver aquela corja de sociais democratas (é o partido da Leonor Beleza, não esquecer), a passar por cima do primeiro ministro e ir refastelar-se em cadeiras milionárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí dizer que, entre os dois, que venha o Diabo e escolha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque pior que ambos ainda há outro. O Portas. Mal seria de nós se um dia aquele homem fosse primeiro-ministro mas corremos sérios riscos de o ter outra vez como ministro, a comprar submarinos e tal. O Portas é execrável, é tudo o que um ser humano não deveria fazer em política. Já não falo da catrefada de mentecaptos que vem atrás dele, a opor-se ao casamento homossexual, à interrupção voluntária da gravidez e a outras liberdades individuais. O CDS é o partido daqueles senhores que vão às touradas e à caça, que acham que os animais não têm direitos. Das meninas que usam peles e são muito religiosas. Mas numa forma de ser religioso diferente das velhinhas da aldeia: são religiosas para que possam ser preconceituosas, para que possam estereotipar e condenar. São as que têm nojo dos pobrezinhos, as que vivem à custa do papá e as que não se importam nada de se referir a alguém como "o preto", "o maricas" ou "o pobre".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a encabeçar esta gente toda está o Portas: ele é tão mau ou pior que o seu eleitorado. Ao contrário do que diz a sua campanha política, ele está-se nas tintas para os velhinhos das feiras e para os agricultores. "Não bate a cara com a careta." Utiliza argumentos chamativos em campanha, de forma a conquistar o voto das classes baixas, mas uma vez no governo só tomará medidas que beneficiam a classe alta, os ricos, os grandes empresários e o grande capital. Cuidado com eles, são o partido que mais vai crescer no dia 5 de Junho e isso é sinal do quanto o povo se quer ligar a falsos salvadores da pátria: foi assim que tudo começou, algures nos anos 30 da História da Alemanha...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bloco de Esquerda foi o partido em que sempre votei, desde que ele existe, claro. É uma alternativa viável, com propostas práticas e credíveis para dar um novo rumo ao tipo de política que o país segue. Mas noto um certo cansaço por parte dos seus principais líderes, assim como uma demasiada personificação em torno do Louçã. Gostava de voltar a ver algumas das caras do BE. Desta vez não terão o meu voto mas reconheço, pelo que li do seu programa e pelo que tenho visto da campanha eleitoral, que gostava de ver alguns bloquistas no governo. Inspiram-me confiança, ainda que demonstrem claramente um certo cansaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A CDU é um projecto. O que diferencia o PCP de todos os outros partidos é a ideia de que estes estão a construir um projecto diferente, que não passa apenas por uma mudança de personalidades mas passa por uma mudança estrutural na forma como conhecemos a governação e a organização da democracia. Pode não ser a correcta mas por enquanto isso ainda não sabemos pois nunca foi posta em prática. E não, não vamos comparar o PCP com o Ceausescu ou com o Mao TseTung. Passo a explicar porquê: o PCP engloba-se numa família de partidos da esquerda que vai buscar ao Eurocomunismo a sua orientação política. O Eurocomunismo é voltado para a instalação de um sistema democrático, com as liberdades individuais asseguradas, assim como a economia de mercado. Associar o PCP à Coreia do Norte ou às FARC é tão idiota quanto associar a direita parlamentar ao Hitler. Faz parte de um argumento bacoco: há muito (20 anos...) que o PCP se reformulou, procurando encetar a via democratizante. Além disso, não esqueçamos que sem PCP muito dificilmente viveríamos hoje em liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas considerações destas à parte, a motivação de um voto na CDU tem mais a ver com a ideia de que estamos a contribuir para a construção de um projecto de mudança. Nenhum dos outros partidos é tão claro ao afirmar que é preciso mudar, cortar com uma determinada ordem estabelecida e começar a pensar nas coisas de forma diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, não é em nenhum destes que vou votar desta vez. Há outra alternativa, nem à direita nem à esquerda, mas que me fala ao coração. O PAN - Partido pelos Animais e Natureza. Claro que não espero que o partido tenha qualquer intenção governativa mas gostava de ver pelo menos uma voz na Assembleia da República a defender os animais. Já não sei quem dizia que o nível de civismo de determinada sociedade vê-se pela forma como estes tratam os seus animais e isto está certíssimo. Se formos capazes de tratar bem os membros mais indefesos da nossa sociedade, estamos a contribuir para uma sociedade mais solidária e mais justa. No Norte da Europa, lá onde as coisas correm bem, há vários partidos deste género com assento parlamentar: partidos que não têm aspirações governativas mas que querem ser uma voz dentro de um espaço de decisão a apelar pela defesa de um determinado grupo. Sejam as mulheres, os gays, os deficientes, as crianças, a natureza e os animais... cada vez mais a política deveria ser direccionada para um público específico, contrariando a tendência &lt;i&gt;catch-all&lt;/i&gt; de partidos que não falam para ninguém a não ser para dentro deles próprios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estar a mil à hora com trabalho, não vou poder fazer qualquer tipo de campanha por este partido. Mas deixo aqui a sugestão de um voto diferente, verdadeiramente útil para dar representação a quem, de outra forma, não tem qualquer protecção. Ainda que os animais não representem uma figura jurídica (tal como há muitos inimputáveis que não votam, por exemplo), votar num partido como o PAN é direccionar o voto e torná-lo útil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto tudo isto não melhora e não há uma revolução que ponha tudo a mexer dali para fora, esta é uma forma de não ficar à espera da mudança de braços cruzados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-9121251871797975068?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/9121251871797975068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=9121251871797975068&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/9121251871797975068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/9121251871797975068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/05/o-primeiro-e-ultimo-post-sobre-as.html' title='O primeiro e último post sobre as Legislativas'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4737536305177741866</id><published>2011-05-03T16:51:00.002+01:00</published><updated>2011-05-03T16:56:48.062+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>A pequena grande lição de História que se impõe.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Vsux1kLky80/TcAlRFYKrPI/AAAAAAAAC2A/GoBEeGXl4fM/s1600/american-flag.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vsux1kLky80/TcAlRFYKrPI/AAAAAAAAC2A/GoBEeGXl4fM/s320/american-flag.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Para explicarmos o anúncio do assassinato (não queria usar este termo mas não foi captura e não existe outra palavra para "alguém matar alguém") de Osama Bin Laden temos que mergulhar na História do Séc. XX e mais precisamente ao conturbado período da &lt;i&gt;Guerra Fria&lt;/i&gt;. Vou procurar explicar o meu ponto de vista e pôr de parte todo o linguajar técnico para que fique o mais simples possível. Não desfazendo a sagacidade interpretativa dos meus leitores mas, há coisas que de tão complicadas que são, mais vale fazê-las simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;i&gt;Guerra Fria&lt;/i&gt; é o período compreendido sensivelmente entre o final da 2ª Guerra Mundial (1945) e a extinção do &lt;i&gt;Pacto de Varsóvia&lt;/i&gt; (1991). Durante esse período, o mundo estava dividido entre sociedades capitalistas (encabeçadas pelos EUA) e sociedades socialistas (encabeçadas pela União Soviética). As duas grandes super-potências mundiais disputavam entre si pela hegemonia a vários níveis: militar, com a constante ameaça nuclear; territorial, com a influência em países recentemente descolonizados; cultural, com a propagação, por um lado, da cultura americana e, do outro, da cultura russa; económico, com o capitalismo e o comunismo a imporem modos de organização económica e financeira diferentes ou político, com a suposta democracia de um lado e a também suposta ditadura do proletariado do outro (este é o ponto mais discutível mas não tem nada a ver com que quero dizer).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, o que interessava mesmo, nesta altura, era a guerra. Em vários locais houve, neste período, conflitos armados, tornando-se esta numa guerra muito pouco fria na Coreia, no Vietname, no Panamá, em Cuba, etc., na esmagadora maioria das vezes com a vitória das forças apoiadas pela União Soviética. Nesta altura, o comunismo era aceite globalmente como doutrina política e tudo parecia apontar para o fim da opressão capitalista e para a vitória do socialismo que conduziria, naturalmente, ao comunismo. Existiam nesta altura dois grandes blocos militares de países, ou melhor, de exércitos: a &lt;i&gt;Otan&lt;/i&gt; (NATO), ocidental, liderada pelos EUA e o &lt;i&gt;Pacto de Varsóvia&lt;/i&gt;, oriental, liderada pela URSS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo estava claramente dividido em zonas de influência: a América latina e a Europa ocidental e a Oceania sob a alçada americana (e daí Cuba ser tão incómoda para os EUA); a Europa oriental, o Cáucaso e parte do Médio Oriente sol a alçada russa; a Ásia impenetrável devido à hegemonia da China na região (ainda hoje ninguém se atreve a chegar militarmente à Coreia do Norte, autêntico protectorado chinês) e África, um terreno por desbravar depois de ser descolonizado e palco de guerras sangrentas, onde quer americanos quer russos impuseram ditaduras hediondas que mataram milhões de pessoas e cuja repercussão ainda se sente hoje (Zimbabué, Ruanda, Uganda, Guinés &lt;i&gt;and so on&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo vivia assim numa paz gélida, como se fosse um rastilho prestes a explodir de cada vez que se pensasse em alterar este frágil equilíbrio. Isso chegou a acontecer quando os americanos quiseram colocar mísseis na Turquia (aliada americana) apontados a Moscovo, quando os soviéticos puseram mísseis em Cuba ou quando estes cercaram Berlim. Tanto EUA como URSS eram mauzinhos mas sem dúvida (e vários historiadores como Eric Hobsbawm confirmam-no) eram os EUA e a &lt;i&gt;Otan&lt;/i&gt; que tinham uma ânsia belicista muito superior: ainda hoje se crê que caso o Nikita Kruschov não tivesse voltado atrás, o Kennedy tinha mesmo avançado com mais bomba atómica quando foi a &lt;i&gt;Crise de Cuba&lt;/i&gt;. E mesmo no Vietname ou na Coreia, foram os americanos que iniciaram os confrontos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo isto acabou no final dos anos 80 e no início dos 90. Com a promessa de um crédito bancário por parte do Ocidente, para desenvolver uma economia onde o essencial era garantido mas o supérfulo não, a Hungria abriu parte da &lt;i&gt;Cortina de Ferro&lt;/i&gt; à Áustria e por aí escoaram os primeiros milhares de pessoas, que passaram a ser centenas de milhares quando os alemães de leste descobriram a brecha. Depois, foi como um castelo de cartas a ruir: a solidez da união socialista do leste da Europa desfez-se perante as promessas ocidentais de dinheiro, muito dinheiro. Juntando a isto uma URSS sacrificada por uma crise sem precedentes, envolvida numa guerra sem sentido no Afeganistão (onde havia um grupo rebelde, os talibãs, patrocinados pelos EUA)e com uma liderança fraca por parte de Gorbachov, tudo se desmoronou e o sonho de Marx e Lénine passou a ser apenas uma lenda na História da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que muito mais haveria a dizer perante o fim do socialismo na Europa (e friso, na Europa, porque em mais nenhum lugar do globo ele terminou, antes pelo contrário). Foi muito menos uma revolução do povo do que o que querem fazer crer: claro que as economias dos satélites de Moscovo falhavam, após décadas de crescimento exponencial (na ordem dos 7, 12, 20%) e isso se devia, como agora, à impossibilidade de fazer face à imensa dívida externa contraída no exterior. O carácter autoritário dos líderes não ajudava à festa e o desvio completo em relação ao rumo marxista original também não. Mas não foi por aí que a coisa cedeu: não há líderes mais autoritários que os sauditas, os norte-coreanos ou da Suazilândia e não é por isso que deixam de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas adiante. A verdade é que da &lt;i&gt;Guerra Fria&lt;/i&gt; quem saiu triunfante foram os EUA: tinham agora uma mão bem cheia de países para impor o seu capitalismo agressivo, para emprestarem dinheiro a rodos e exigi-lo vinte vezes mais caro e uma legião de pessoas ceguinhas para fazer-lhes créditos e comprar, comprar, comprar. E para produzir, claro, a salários absurdos. Hoje em dia esse sistema de organização imposto pelos EUA falhou redondamente, e grande parte dos países então absorvidos regressam a políticas de esquerda e voltam a privilegiar as dinâmicas sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o facto é que, posto o fim da &lt;i&gt;Guerra Fria&lt;/i&gt;, dissolvido o bloco militar que fazia frente à &lt;i&gt;Otan&lt;/i&gt;, esta deixou de ter uma razão de existir. O comunismo estava aniquilado onde interessava, na Europa, a Rússia era então governada por um bêbedo, o Ieltsin, a China abria o mercado à iniciativa privada (e assim sendo não havia razão para lhe fazer frente), África era finalmente dominada depois de as tropas outrora financiadas por Moscovo desertarem e a América continuava com vários regimes-marioneta controlados pelos EUA. Mas era preciso manter a ideia de domínio americano sobre o mundo e, não esqueçamos, o país é financiado desde o início do séc. XX pela indústria da guerra: havia a necessidade de manter os americanos motivados para a defesa, dispostos a pagar impostos para financiar a guerra e, acima de tudo, manter países e sociedades inteiras interessadas em comprar arsenal bélico, ou melhor, a endividarem-se com os EUA para poder comprar arsenal bélico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí ao choque de civilizações foi um instante. Respondendo a Fukuyama, que no seu livro &lt;i&gt;The End of History and the Last Man&lt;/i&gt; vaticinava em 1990 o fim da História com o fim da &lt;i&gt;Guerra Fria&lt;/i&gt;, na medida em que a partir de então o mundo viveria em paz, com uma ideologia dominante e dominadora e a História é feita de conflitos e de dinâmicas, Samuel Huntington escreveu &lt;i&gt;O Choque de Civilizações?&lt;/i&gt;, em 1993, propondo a ideia de que o que a História assistiria a partir de então seria a conflitos entre civilizações e não entre ideologias. Um dos artigos que lhe sugere o tema é &lt;i&gt;As Raízes da Ira Muçulmana&lt;/i&gt;, de Bernard Lewis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que é tudo uma imensa e global treta. Depois da &lt;i&gt;Guerra Fria&lt;/i&gt; e nos vinte anos que se seguiram não houve qualquer grande conflito inter-civilizacional a não ser um: o que opõe norte-americanos a árabes. As raízes da teoria de Huntington são porventura tão perigosas quanto as do &lt;i&gt;III Reich&lt;/i&gt; mas dão matéria de justificação para a permanência da &lt;i&gt;Otan&lt;/i&gt; na cena mundial e para a manutenção da ideia de que os EUA precisam de nos proteger do mal. Numa altura em que os comunistas foram vencidos e se tornaram uma piada excêntrica focalizada em determinados grupos facilmente identificáveis e estanques, nada melhor do que um medo muito maior: uma civilização inteira, altamente desconhecida do mundo ocidental, com fama de guerrear vitoriosamente ao longo da História e mesmo aqui às portas da Europa. Descritos consecutivamente pelos média americanos como tiranos, governados por déspotas e anti-democratas, ultra-religiosos (como se os próprios americanos não o fossem), disponíveis para matar por Alá, mal tratantes dos membros frágeis da sociedade, como as mulheres e odiosos de ocidentais e judeus, os árabes eram a civilização perfeita para servir de justificação à permanência da necessidade de protecção americana por parte da opinião pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda para mais, calhou de lá estarem as maiores reservas de petróleo no mundo, vá-se lá compreender porquê. Mas a isto seria preciso acrescentar algum medo e o &lt;i&gt;fundamentalismo religioso&lt;/i&gt; surgiu no dicionário pela primeira vez, passando a significar o mesmo que &lt;i&gt;árabe&lt;/i&gt;. Julgar o povo árabe, constituído por cerca de 300 milhões de pessoas, com uma diversidade étnica que vai da Indonésia a Marrocos, do Paquistão ao Sudão, pelos feitos de uma minoria fundamentalista cuja constituição abarca, segundo os próprios americanos, entre 500 e 1000 militantes, é absurdo. Conhecendo vários países árabes não lhes noto mais fundamentalismo religioso que qualquer peregrinação a Fátima compreenda, nem mais vontade de impor a sua religião do que qualquer colégio de freiras. Julgar todo o mundo árabe pelos atentados horripilantes levados a cabo por uma minoria é como pensar que todos os espanhóis pertencem à &lt;i&gt;ETA&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas as décadas têm-se passado e a validade da supremacia americana não é posta em causa: na ex-Jugoslávia, no Afeganistão, no Paquistão, no Iraque, na Líbia, todas as intervenções são realizadas à revelia dos poderes locais, perante a justificação de uma caça ao terrorista que implica a chacina de centenas de milhares de civis e a deposição de regimes autoritários que, não sendo diferentes doutros, do género, por esse mundo fora, constituem marcos estratégicos importantes para a imposição norte-americana. No sub-solo do Afeganistão há as maiores reservas mundiais de Lítio (utilizado para baterias de telemóveis ou computadores portáteis), o Iraque tem a quarta maior reserva de petróleo do mundo (a seguir à Arábia Saudita, Canadá e Irão) e todo o Médio Oriente possui características riquíssimas: quanto mais não seja, uma série de mercados abertos para escoar a produção excedentária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero passar a ideia de que os EUA são os maus e todos os outros os bonzinhos: quero apenas mostrar que não são melhores que os outros. Sofreram na pele um atentado que vitimou 3 mil pessoas e foi dos actos mais bárbaros alguma vez cometidos na História. Ou talvez não. Talvez seja igualmente bárbara a contaminação de aldeias inteiras por petrolíferas americanas na selva amazónica. Ou os efeitos das bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki em segundas e terceiras gerações de japoneses. Ou a invasão do Vietname, com 4 milhões de mortos civis ou o descalabro iraquiano, onde George Bush foi responsável pela morte de, contas por baixo, 150 mil civis, apenas menos 50 mil que o seu inimigo Saddam Hussein.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero, portanto, desgraçar a fama dos EUA: apenas juntá-los ao rol dos países que não se importam nada de matar civis. Tal como os fundamentalistas islâmicos, essa seita da qual Bin Laden era o líder. Um líder agora muito apagado, escondido, sem poder de contactar os seus guerreiros, mas que foi mentor de extermínios dignos dos piores filmes de terror. Não me parece que devesse ter sido morto: mesmo aos piores assassinos, e este era o caso, a democracia diz que se deve organizar um tribunal, um julgamento e uma pena. Considero bizarro que o Prémio Nobel da Paz tenha assistido a um fuzilamento em directo do sofá de sua casa, vindo a público regozijar-se pela ideia de que houve uma morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero falar do quanto considero forjadas imagens ou declarações e de como acho que o mentor da &lt;i&gt;Al Qaeda&lt;/i&gt; (expressão inventada pelos assessores de Bush) já se encontraria morto há que tempos. Mas o &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt; foi perfeito, para os americanos. Uma notícia destas há-que dá-la quando dela se retira benefícios imediatos. E esses benefícios são muito mais do que uma vantagem eleitoralista: com a notícia do assassinato de Osama, Obama consegue voltar a fazer com que o mundo inteiro admire a protecção norte-americana e veja como efectiva e eficiente a sua acção onde quer que seja. Numa altura crucial. Numa altura em que o mundo assiste a inúmeras revoltas árabes, essas sim feitas pelo povo e de forma democrática. Numa altura perigosa em que o povo do mundo se diz "árabe por um dia" à medida que os ditadores do Médio Oriente, todos eles patrocinados em armas e dinheiro pelos EUA, vão caindo um após o outro, qual peças de dominó, pelas mãos de um povo que não mata, não fundamentaliza a raiva nem cria deposições postiças, como a que tirou Saddam do poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo inteiro tinha os olhos postos no Médio Oriente pelos motivos que não interessavam aos EUA: observavamos-lhes a ânsia de democracia e a forma pacífica com que levavam a cabo a retirada de poder aos ditadores, sem qualquer ajuda externa. Nas ruas das arábias, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças, derrubavam poderes sentando-se em praças e, tal como noutras revoluções que conhecemos, os exércitos colocavam flores nas bocas dos tanques de guerra. Era uma imagem que não condizia com aquela que nos pintaram sobre eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso não agrada. Era preciso voltar a mostrar o inimigo, voltar a atiçar a fera para que o receio de maiores perigos voltasse à tona. Não vou ao ponto de achar que tudo foi feito para que daqui a uns dias se despenhasse um avião aí algures- isto já seria exagerar. Mas quer Obama, quer Bush, quer Clinton e todos os outros, já avisaram: "Matámos o líder mas não matámos os seus seguidores." Continuamos a necessitar da sua protecção, continuamos gratos por estar debaixo da sua alçada e, acima de tudo, continua a haver uma justificação para que em nome da paz se façam as maiores e mais perigosas barbaridades no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4737536305177741866?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4737536305177741866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4737536305177741866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4737536305177741866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4737536305177741866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/05/pequena-grande-licao-de-historia-que-se.html' title='A pequena grande lição de História que se impõe.'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Vsux1kLky80/TcAlRFYKrPI/AAAAAAAAC2A/GoBEeGXl4fM/s72-c/american-flag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4839074296139822300</id><published>2011-04-30T21:31:00.001+01:00</published><updated>2011-06-10T16:56:21.155+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top of the Pops'/><title type='text'>E se de repente me perguntassem os meus 5 actores preferidos?</title><content type='html'>Ontem estava eu a adormecer e a fazer tops mentais de coisas. O que me pareceu mais consistente foi o dos meus actores preferidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Robert Pattinson&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XZns8zKNOrE/TbxxDVF9u_I/AAAAAAAAC14/BD_tpizELRs/s1600/robert.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://1.bp.blogspot.com/-XZns8zKNOrE/TbxxDVF9u_I/AAAAAAAAC14/BD_tpizELRs/s400/robert.jpg" width="327" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que ele é o mais que tudo de hordas de teens deste mundo e do outro. Mas eu acho o rapaz, além de tudo, um actor do caraças. Nos filmes que vi dele achei que ele junta tudo aquilo que gosto de ver no cine: naturalidade, à vontade, expressivo. Percebi tudo o que ele disse e convenceu-me. Para além do mais, é lindo e simpático: já vi uns quantos &lt;i&gt;talk shows&lt;/i&gt; em que participou e não tem nada pose de vedeta. Podia morar no andar de baixo ou ser meu colega da Faculdade. Na boa.&lt;/div&gt;Filme preferido: &lt;i&gt;Lembra-te de Mim&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Javier Bardem&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UB4gVK7KUU0/TbxxAGIXNxI/AAAAAAAAC1w/GoFdOR46s0M/s1600/javier-bardem-biutiful.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/-UB4gVK7KUU0/TbxxAGIXNxI/AAAAAAAAC1w/GoFdOR46s0M/s400/javier-bardem-biutiful.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este não há erro que se lhe possa apontar. Não sei como não recebe, por exemplo, todos os &lt;i&gt;Oscars &lt;/i&gt;da Academia pois tudo o que faz é bom, faz bem e impressiona. Desde &lt;i&gt;gay &lt;/i&gt;a assassino em série, o Bardem não é para amadores e tem uma figura imponente. Não me importava nada de o ter como professor, ia aprender imenso de certeza!&lt;/div&gt;Filme preferido: &lt;i&gt;Antes que Anoiteça&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- John Cusack&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MRDE2qGB1aI/Tbxw8BC_IdI/AAAAAAAAC1o/sYHdlMkk9ME/s1600/cusack.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://2.bp.blogspot.com/-MRDE2qGB1aI/Tbxw8BC_IdI/AAAAAAAAC1o/sYHdlMkk9ME/s400/cusack.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que ele faz é bom. Ou pelo menos tudo o que vi dele. Comecei a reparar no rapaz quando me disseram que eu e ele éramos parecidos. Mas desde então verifico que se há actor que sabe escolher papeis é este: faz sempre a coisa com muita consistência, mesmo nas comédias românticas, e não há forma de não acreditarmos nele. Este John é o tipo de tio que não me importava ter: sempre sério mas ao mesmo tempo pronto para se meter em sérias aventuras.&lt;/div&gt;Filme preferido: &lt;i&gt;1408&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Johnny Depp&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Woa57RjxjrY/Tbxw3lzgYpI/AAAAAAAAC1g/ZVXGU0LJ9Ns/s1600/johnny_depp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-Woa57RjxjrY/Tbxw3lzgYpI/AAAAAAAAC1g/ZVXGU0LJ9Ns/s400/johnny_depp.jpg" width="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro que sou eu e mais uma catrefada a gostar. Mas o Depp é fenomenal. Não me venham com histórias: ele é a personagem mais bem feita de &lt;i&gt;Hollywood&lt;/i&gt;. Tipo de actor completo, capaz de fazer bem um dramalhão mas sobretudo os Tim Burton cheios de tudo e mais alguma coisa. O Johnny é daqueles que nunca falha e a coisa deve ser chata porque devia ser o puto mais invejado do liceu. Era giro tê-lo como melhor amigo, não havia de haver um segundo em que ele não tivesse um plano infalível&lt;/div&gt;Filme preferido: &lt;i&gt;Eduardo Mãos de Tesoura&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Jeremy Irons&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5czEle8xtAI/TbxwtESt7pI/AAAAAAAAC1Y/5KhNyTbuVdg/s1600/lolita-1997-jeremy-irons1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://4.bp.blogspot.com/-5czEle8xtAI/TbxwtESt7pI/AAAAAAAAC1Y/5KhNyTbuVdg/s400/lolita-1997-jeremy-irons1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro. É daqueles homens capazes de mostrar tudo de uma vez só e numa única expressão. Tenha ele 30 ou 70 vai ser sempre o homem mais bonito do mundo, com um estilo mais elegante e com aquele ar british de professor universitário apaixonado. O Jeremy é, sem dúvida, o velhote que eu gostaria de um dia vir a ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filme preferido: &lt;i&gt;Lolita&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficam a faltar o James Franco, o Ewan McGregor, o Heath Ledger, o Gael... Não há espaço para todos em cinco nomeações!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4839074296139822300?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4839074296139822300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4839074296139822300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4839074296139822300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4839074296139822300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/e-se-de-repente-me-perguntassem-os-meus.html' title='E se de repente me perguntassem os meus 5 actores preferidos?'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XZns8zKNOrE/TbxxDVF9u_I/AAAAAAAAC14/BD_tpizELRs/s72-c/robert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-3383792019208931197</id><published>2011-04-28T15:55:00.001+01:00</published><updated>2011-06-10T16:56:30.505+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>Carta para a Kate: "Felicidades para ti, amiga!"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Gbsd9Oe_2tM/TbmACCG2xhI/AAAAAAAAC1M/U9road8s3JI/s1600/kate-middleton.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gbsd9Oe_2tM/TbmACCG2xhI/AAAAAAAAC1M/U9road8s3JI/s200/kate-middleton.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Querida Kate,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já sabes que isto de ser trabalhador tem destas coisas e por isso não vou poder aceitar o teu amável convite para ir ao teu casamento amanhã. Sei que mandaste o bilhete da &lt;i&gt;Ryanair &lt;/i&gt;e tudo (podes pedir para trocar por outra viagem, por 25 euros, acho eu- em libras não sei quanto é) mas ando apertado com os prazos e não me dá jeito nenhum perder dois dias a ir e a vir de Londres. Ainda para mais com a confusão que vai aí estar, ia ser o cabo dos trabalhos para chegar ao palácio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas olha... só te posso desejar a melhor felicidade do mundo, ainda que anteveja que daqui a uns anos vás andar a lamber dedos dos pés de um senhor qualquer de tão doida que ficaste com a realeza toda. Tenho um reizinho mago dentro de mim que me diz que isto dos casamentos da realeza britânica dá sempre em cocó.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou a brincar, linda, vai ser um sucesso, vão ter montes de filhos e tudo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas à parte disso, que te corra muito bem a cerimónia e que estejas o máximo! Descansa hoje à noite, põe a gravar o &lt;i&gt;CSI&lt;/i&gt;, não te armes em esperta a achar que ainda és nova e podes dormir pouco. Olha que amanhã pesam-te os olhos e ficas nas fotografias todas com cara de parva. Que a rainha seja uma sogra boazinha para ti e não te dê cabo da cabeça com a forma como engomas a roupa do marido e com o facto de só lhe dares comida aquecida e já não fazeres o arroz quando ele chega. Que não te zangues com as outras fêmeas do clã (ainda assim, a maior parte foi morrendo, emigrando ou enlouquecendo) e que não te fique a doer muito os pés de andar tanta hora em &lt;i&gt;vernisage&lt;/i&gt;, gala de beneficiência, compromisso diplomático e visita de Estado. Que gozes bem e aproveites o facto de seres princesa (como as da &lt;i&gt;Disney&lt;/i&gt;, amor), que isto hoje sê-lo é complicado: são mais as que se acham do que as que efectivamente, como tu, Kate, o são. Manda vir muito &lt;i&gt;room service&lt;/i&gt; só porque podes, muita viagem no jacto privado, muita compra no &lt;i&gt;Harrod's&lt;/i&gt; e muita malinha da &lt;i&gt;Vuitton&lt;/i&gt;. E quando te acusarem de andar a esbanjar o dinheiro do povo, responde-lhes um belo "Antes aqui que na farmácia!" e eles calam-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando te começarem a chagar com a cena que vais ser rainha e o caraças, &lt;i&gt;keep cool&lt;/i&gt;, respira fundo e vai passear para o bosque, que ouvi dizer que há uns lindos nas tuas propriedades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para amanhã, Kate, leva um &lt;i&gt;Imodium Rapid&lt;/i&gt; que com o nervoso todo não te vá dar a volta à tripa a meio da viagem no coche e depois é uma vergonha borrares o vestidinho todo, ok? Com o &lt;i&gt;Imodium Rapid&lt;/i&gt; estás na boa: assim que começares a sentir o rabito a apertar, chupa um que passa. Ah, e vai em jejum que ouvi dizer que vai ser um fartote de comida e depois, na manhã seguinte, ficas com aquela sensação estúpida de que não comeste tudo que querias e que se estragou uma série de panados e bolos. Mas atenção a não ficares pançuda: nada mais triste que uma noiva toda enfarpelada e com barriga de etíope por causa da cascata de fruta a fermentar. Depois começam a fazer filmes acerca da barriga e não queremos isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aproveita: é a tua festa, moça. Baila muito, faz muito &lt;i&gt;karaoke&lt;/i&gt;, bebe muito &lt;i&gt;gin &lt;/i&gt;tónico, tira os sapatos quando vires que o calcanhar tá vermelho e que mais uma &lt;i&gt;Macarena&lt;/i&gt; e aparece o sangue. Põe o olho no William e não confies nas porcas que o andam a rodar, que elas não se acanham nada com uma aliança no dedo e já se sabe que com os copos os moços não são certos: um roça aqui, um beijinho na orelha ali e é uma vergonha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas hás-de ter sorte com o teu membro da família real: houvesses ficado com o pai dele e a coisa não era tão certa (já se sabe que são os feiosos os mais ardidos). Manda depois cumprimentos aí à galera. Mas sem compromisso: se te esqueceres não faz mal. Depois manda-me uma mensagem a dizer como correu. Se não tiveres saldo porque te esqueceste de carregar o &lt;i&gt;Extravaganza &lt;/i&gt;é na boa, eu vejo na televisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijocas e diverte-te!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS: Não te ponhas com muitos filmes na noite de núpcias: o mais certo é acabares com a cabeça na sanita a vomitar e o William em pré-coma espraiado na cama. Não ligues: amiga, agora és princesa, não há-de faltar quem te queira comer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-3383792019208931197?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/3383792019208931197/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=3383792019208931197&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3383792019208931197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3383792019208931197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/carta-para-kate-felicidades-para-ti.html' title='Carta para a Kate: &quot;Felicidades para ti, amiga!&quot;'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Gbsd9Oe_2tM/TbmACCG2xhI/AAAAAAAAC1M/U9road8s3JI/s72-c/kate-middleton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4472001552986684751</id><published>2011-04-27T19:51:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:55:55.025+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Observações da minha janela: trabalhar custa...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se calhar é porque comecei a labutar aos 21 anos e desde então não parei, que me mete uma impressão danada ver pessoas que não fazem a ponta de um chifre. Ou talvez porque sempre olhei à volta, para os meus pais, avós, tios, primos e amigos próximos, e nunca ninguém me ensinou que é pelo caminho da sornice que se leva a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero estar a vangloriar-me de ser um trabalhador exímio e recomendável: já fiz muita asneirada, já desperdicei oportunidades por razões que na altura me pareceram mais importantes e, claro, já me arrependi de não me ter aplicado mais em determinadas fases da minha vida e do meu trabalho. Mas sempre me virei. E daí ser totalmente inconcebível, para mim, que haja cidadãos para quem ter um trabalho - seja ele qual for - não seja uma prioridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que há o flagelo do desemprego e logicamente que concordo que não devemos aceitar ou sujeitar-nos a trabalhos que nos oprimam ou onde notemos que estamos a ser abusados: abuso laboral devia ser levado tão a sério quanto o abuso sexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei disso tudo. E concordo. Mas não me viram quieto das vezes em que estive desempregado nem me ouviram dizer que estava refastelado em casa a contar que o subsídio fosse eterno. Há outras coisas para fazer enquanto procuramos emprego, nomeadamente estudar, actualizarmo-nos sobre a nossa área de formação (quanto mais velhos ficamos, menos percebemos, que isto o mundo anda lestinho), voluntariarmo-nos para instituições de caridade (se não gostam de crianças, há as de animais, ou as de velhinhos ou deficientes, ou doentes - há aí uma legião de pessoal desesperado por alguém que lhes faça umas festas e troque impressões sobre o tempo). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há ainda outras coisas que podemos fazer para o bem geral: arrumar a casa de uma ponta à outra, passear a cachorrada da vizinhança, entrar numa biblioteca com assiduidade e aproveitar para, coisa tão estranha, ler um livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me compete indicar, além destas óbvias actividades úteis a fazer enquanto não trabalhamos, todas as formas que existem de arranjar um trabalho. Jornal, Internet, Centro de Emprego e, porque não, os letreiros nos supermercados a pedir explicações, limpezas a dias ou vigílias nocturnas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que não pensem que baixou em mim o CDS, nada disso. Qualquer pessoa de esquerda, e especialmente estas, o diriam: é a trabalhar que nos sentimos úteis e é do que mais concorre para fazemos de nós motivo de orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo-o sem qualquer ressentimento pois não sou daqueles mentecaptos que acham que estamos todos assim por causa dos rendimentos mínimos: estaríamos bem pior sem eles, pois teríamos que ter instituições que sustentassem os milhares de pessoas que deles dependem para não entrar na miséria. Nem sequer acho que haja assim tanta falcatrua ou seja tão flagrante: afinal, seriam precisos umas boas centenas de RMI falcatruados para fazer face a uma só reforma milionária paga de forma indevida. E que são quase todas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é nada disso. É uma questão de respeito, uma questão do foro íntimo, quase. E tudo isto porque me mete impressão ver a D. Rosinha, minha heroína, ali debruçada sobre o patamar do prédio em frente, descendo os seis lanços de escadas de joelhos pois há que limpar cuidadosamente cada degrau e cada centímetro do corrimão e das grades, sob Sol ou chuva porque isto ao fim do mês não pode falhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4472001552986684751?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4472001552986684751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4472001552986684751&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4472001552986684751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4472001552986684751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/observacoes-da-minha-janela-trabalhar.html' title='Observações da minha janela: trabalhar custa...'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6773946896502224574</id><published>2011-04-26T19:32:00.000+01:00</published><updated>2011-04-26T19:32:05.172+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Era uma vez o 26 de Abril de 2011.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mau sinal quando não tenho grande vontade de escrever sobre o estado da nação, ainda para mais neste dia seguinte ao 25 de Abril. Nada me faz mais pesar do que imaginar a festa que aquilo foi há 37 anos, a doce esperança transformada em vinagre e o peso dos dias a trazer minuto a minuto uma desilusão maior. Eram muitas promessas de mudança que embarraram precisamente na ideia de que não matámos mas antes submergimos uma vez mais &lt;i&gt;Leviatã&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi engraçado o 25 de Abril, este ano, ser... comemorado (?) no dia seguinte à Páscoa. Não me choca, antes pelo contrário, considero bastante complementar a celebração de duas grandes e apoteóticas desilusões: Jesus ressuscitou para logo a seguir subir aos céus; o 25 de Abril aconteceu para que daí a uns anos tudo que foi dito e conquistado subisse também aos céus e lá ficasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sim, temos indicadores melhores, claro. Indicadores de riqueza, escolarização, cuidados sanitários, desenvolvimento tecnológico e todos os que se queira imaginar e que nos colocam confortavelmente no primeiro mundo. Aliás, estamos confortáveis, hoje. Não morremos nas cadeias da PIDE e eu posso escrever, cantar, pintar, saltar, que não vai haver polícia que me chateie por causa disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, o objectivo central do 25 de Abril cai por terra quando olhamos para os nossos governantes: para os que detêm cargos políticos e para os governantes &lt;i&gt;de facto&lt;/i&gt;, ou seja, os grandes empresários e os banqueiros. Pessoas que, embora como todos nós, façam o seu xixi, dêem os seus traques e tenham sangue a circular nas veias, vivem numa supra-estrutura que lhes cria uma distância gigante entre nós, comuns mortais e eles, detentores da decisão. Essa &lt;i&gt;Escada de Jacob&lt;/i&gt; (e perdoem-me as menções bíblicas e maçónicas mas estas impõem-se) está ateada de tal fogo que só a sobem determinados membros de uma casta privada, ínfima e inquestionável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tal patamar suspenso sobre todos nós, chamei-lhe a supra-estrutura, é habitada por uma matilha escassa mas cuja noção da realidade, da nossa, da infra-estrutura onde estamos todos, todos os dias, a dar no duro a lavar a escada e a tentar colher da terra, não chega sequer a ser distorcida porque ela não existe. Cabem lá os conselheiros de Estado, o Presidente da República e o governo; grandes deputados e suas assessorias mais os presidentes das câmaras e os gestores das empresas públicas. Mais acima destes, ainda... digamos que no "condomínio fechado" da supra-estrutura, os nossos Belmiros e Amorins, os banqueiros pançudos e os grandes accionistas. Gordos, enormes, gordurosos, oleosos e alheados. Falam todos em milhares de milhões de euros (a moeda lá na supra-estrutura é o "Milhão de Euro", assim se chama), circulam todos pelas casas uns dos outros, uns a baixar-se tanto que mostram aqueles rabos todos, flácidos e velhos e outros a encher de tal forma o peito de uma arrogante certeza que nada lhes chega ao chapéu, tão altos que estão e tanto que mandam nos outros todos. Todos em festas de muito &lt;i&gt;chantilly &lt;/i&gt;e vinho e de grandes apalpões nas tetas chorudas que jorram a toda a hora de muitas fontes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá em baixo estamos nós, os produtores. Somos o carvão usado de uma grande máquina que produz a riqueza da super-estrutura: usam-nos os cabelos, as unhas, os dedos das mãos e os joelhos para esfregarem os sapatos com cada gota do nosso esforço. As nossas vozes não chegam lá porque houve um projecto megalómano para construir uma placa insonorizadora da supra-estrutura. Feita por nós, claro. Meia volta um ou dois deles desce até nós e abraça-nos, dá-nos beijinhos repenicados a cheirar a cebola e encanta-nos acenando com uma nota de dois ou três cêntimos. Acreditamos nesses que descem e se dizem por um dia eles próprios o &lt;i&gt;Anjo Caído&lt;/i&gt;, ou o &lt;i&gt;Salvador&lt;/i&gt;, ou o raio que os parta. Mas depois sobem de novo e nós baixamos os olhos, continuando a meter o braço na roldana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nesta diferença de castas, onde o mérito é um pormenor muito distante, que se baseia a organização da sociedade portuguesa actual. A diferença entre hoje e o que se passou em 1974 é que na altura havia um foco conciso: era preciso terminar com a Guerra do Ultramar e implementar um sistema político democrático, baseado em eleições livres, em direitos sociais e na liberdade de expressão. Hoje não temos ponta por onde pegar no novelo: um rato que se mate significa apenas mais cinco que o vêm substituir. E daí a desilusão, a apatia e a inevitabilidade com que olhamos para tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de 1974, andávamos a comer fruta envenenada. Hoje, comemos simplesmente fruta podre. A fresca fica lá em cima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6773946896502224574?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6773946896502224574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6773946896502224574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6773946896502224574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6773946896502224574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/era-uma-vez-o-26-de-abril-de-2011.html' title='Era uma vez o 26 de Abril de 2011.'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-8857127084652833116</id><published>2011-04-23T14:56:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:55:17.762+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>Dois dias na Corunha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QUZUH70Ijjk/TbLaOTMgy5I/AAAAAAAAC0w/hUZwE-1FbRg/s1600/DSC07825.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-QUZUH70Ijjk/TbLaOTMgy5I/AAAAAAAAC0w/hUZwE-1FbRg/s320/DSC07825.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eOCE5h7pMlk/TbLaPoYtREI/AAAAAAAAC00/YS5eHXNnnsQ/s1600/DSC07846.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-eOCE5h7pMlk/TbLaPoYtREI/AAAAAAAAC00/YS5eHXNnnsQ/s320/DSC07846.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JRY3zFVmjXw/TbLaRNTme-I/AAAAAAAAC04/UFYM3BlFflA/s1600/DSC07863.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-JRY3zFVmjXw/TbLaRNTme-I/AAAAAAAAC04/UFYM3BlFflA/s320/DSC07863.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nXu6q_9D79c/TbLaSmyc24I/AAAAAAAAC08/owniwQRMMzg/s1600/DSC07869.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-nXu6q_9D79c/TbLaSmyc24I/AAAAAAAAC08/owniwQRMMzg/s320/DSC07869.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XFYXebfM9p0/TbLaUGVj1gI/AAAAAAAAC1A/scoBYz9elv0/s1600/DSC07877.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-XFYXebfM9p0/TbLaUGVj1gI/AAAAAAAAC1A/scoBYz9elv0/s320/DSC07877.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dY4f4Rg3H-0/TbLaXWA9PvI/AAAAAAAAC1I/JkHpc4L9LBM/s1600/DSC07894.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-dY4f4Rg3H-0/TbLaXWA9PvI/AAAAAAAAC1I/JkHpc4L9LBM/s320/DSC07894.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Subir umas três horas Galiza acima e chegamos a um lugar completamente diferente. Aliás, cá entre nós, quase basta ir a Tui para chegar a um admirável novo mundo, mas não vão os nacionalistas ficar ofendidos e por isso há que continuar a dizer que Portugal é que é lindo. E é, e é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas La Coruña (ou A Coruña, em galego), embora marcadamente mais a Norte, é mais quente, mais luminosa, com um mar mais sereno e mais azul. Azul claro, quase caribenho, o que com o espanhol no ar dá a ideia que se calhar passámos para o lado de lá do mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas depois há a cidade a lembrar-nos que estamos finalmente na Europa: a criança, o velhinho, a mãe e os namorados nas ruas, todos contentes com o calorzinho do Verão antecipado; muita cachorrada em todo o lado, inclusive na praia, onde os via correr e brincar nessa tarefa para a qual parecem ser talhados e que é a de ir teimosamente buscar um pau lá ao longe, apenas para passados segundos o ir buscar outra vez. As &lt;i&gt;tiendas &lt;/i&gt;abertas até às nove da noite, o pessoal todo de sorriso aos portugas, um passeio marítimo cheio de bicicletas, com 13 quilómetros de banquinhos, praia, cheirinho a mar, gaivotas e um pôr-do-sol do mais "bola de fogo cor de laranja mergulha num caldo que era azul e agora é cor de rosa" que já vi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salazar tinha razão quando dizia que mais valia que ficássemos quietos em Portugal, sossegaditos da vida. Assim não víamos que logo ali, depois de uma viagem que nem se dá bem por ela, há uma cidade segura, limpa, com as suas casas antigas todas recuperadas, com alminhas que a vivem por inteiro e a aproveitam como se não houvesse amanhã. E tudo isto em 2011, sem ser preciso esperar uma catrefada de anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom saber que estás já aí em cima, D. Corunha. Vou passar a ver-te mais vezes, ficaste-me a dever um banho de mar em condições.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-8857127084652833116?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/8857127084652833116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=8857127084652833116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8857127084652833116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8857127084652833116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/dois-dias-na-corunha.html' title='Dois dias na Corunha'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QUZUH70Ijjk/TbLaOTMgy5I/AAAAAAAAC0w/hUZwE-1FbRg/s72-c/DSC07825.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-773545844244666056</id><published>2011-04-21T10:49:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:56:58.120+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><title type='text'>Que parvo que eu sou!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não por me sujeitar a salários baixos em empregos altos. Essa é outra conversa completamente diferente. Mas por fumar. Andei a fazer umas continhas e é escandaloso. E eu que não fumo muito. Aliás, não fumo praticamente nada: um maço de 20 cigarros chega-me para os sete dias da semana e às vezes ainda sobra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nem sempre foi assim. Fumo há quase treze anos, desde aquela brincadeira cretina de cravar um cigarro, gostar de ficar tontinho até ficar mesmo tontinho de todo e começar a fumar de vez. No início, mais. Desde há uns três ou quatro anos para cá só mesmo uns dois cigarros por dia, sendo que há dias que até me esqueço de fumar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Completamente parvo, portanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas fiz as continhas. Que nestes anos tenha fumado dois maços por semana, que tenha sido a um preço médio de 3 euros (dantes era mais barato mas também mais caro lá pelos estrangeiros onde ando tantas vezes...). Cheguei à conclusão de que gastei 3456 euros em cigarros. E o número não é inventado: é mesmo 3456.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a Agência Abreu, este valor daria para passar sete dias no Dubai num hotel de 5 estrelas, mais 8 dias em Mikonos num spa de luxo e ainda fazer um cruzeiro pela Europa Oriental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do I need to say further?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-773545844244666056?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/773545844244666056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=773545844244666056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/773545844244666056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/773545844244666056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/que-parvo-que-eu-sou.html' title='Que parvo que eu sou!'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-2103348668801666421</id><published>2011-04-20T16:49:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:57:41.507+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><title type='text'>Quase vegetariano. A caminhar para lá.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bkz8qHqDjqo/Ta7_i7GG35I/AAAAAAAAC0s/HSPtLrZnpSw/s1600/ARROZ-CON-VERDURAS.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-bkz8qHqDjqo/Ta7_i7GG35I/AAAAAAAAC0s/HSPtLrZnpSw/s1600/ARROZ-CON-VERDURAS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto um. Não foi uma coisa que me tivesse surgido assim do nada, há anos que ando a pensar nisso. Comer bichos é nojento. Mas eu sempre gostei: há coisas nojentas de que gosto, sendo comer bichos uma delas. Mas desde que ganhei alguma consciência, não direi ecológica, mas ao nível do quanto eu contribuo para sofrimento desnecessário, o meu gosto por comer bicharada tornou-se uma vergonha. Não para os outros mas para mim próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto dois. Sempre admirei a maior parte dos vegetarianos que conheço. A placidez com que lhes atacam a decisão, não querendo evangelizar ninguém nem mostrar que eles é que estão certos, faz-me lembrar a minha maneira de encarar coisas em que acredito convictamente, e que por isso se torna desnecessário andar numa de catequização. Se virmos bem, aliás, só doutrinas e crenças que são à partida falsas é que precisam de alguém para as intrometer na cabeça dos outros. Quando sabemos que estamos certos em relação a determinada opção, não sentimos muita necessidade de evangelizar pois a História acabará por nos dar razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto três. Mete-me impressão saber que algures houve uma vitela que morreu para que um fragmento dela me viesse parar ao prato. As minhas convicções são tão simples quanto isto. Poderia tecer mil e um conceitos sobre o desequilíbrio da indústria das rações, sobre a desflorestação para pastagens, sobre as condições deficientes dos matadouros ou sobre como o &lt;i&gt;habitat &lt;/i&gt;de determinadas espécies é ameaçado pela indústria da carne. É tudo isso mas para mim é muito mais simples. Não gosto que morram por mim e passa a ser muito visceral quando vejo nas ementas dos restaurantes "coelho criado em casa" ou "vitela cozida no leite de sua mãe".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto quatro. Há a questão da nojice. Sou muito niquento a comer e experimentei outro dia um maravilhoso arroz de legumes: foi delicioso não ter que andar a escolher gorduras, a tirar peles, a pôr ossitos ou espinhas para o lado. Comia tudo, saboreava tudo e nada ali era nojento ou tinha pertencido a um organismo que fazia cocó.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto cinco. Olho para os vegetarianos e vejo-os saudáveis, magros, contentes da vida. Aprendem a cozinhar coisas giríssimas, não adoecem tantas vezes e, pelo menos os que conheço, não desistem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de ser um vegetariano pacífico. Ou seja, não deixar de comer a &lt;i&gt;lasagna &lt;/i&gt;da minha avó ou, muito de vez em quando, os pasteis de massa tenra que ela faz. Mas, pensando bem, passo bem sem tudo o resto: já não gosto de peixe há que tempos e mesmo as carnes, basicamente só porco e peru é que tinham alguma aceitação por aqui. Não é que goste das sojas e tofus da vida (ou pelo menos não as sei cozinhar) nem que seja muito amigo das verduras...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aquele arroz de verduras fez-me pensar: a carne ali não fazia falta nenhuma. Tal como não fez ontem no jantar de "picar" que o Rubes preparou ou na deliciosa &lt;i&gt;pizza &lt;/i&gt;de frutas que almocei na sexta-feira. Falta um bocadinho assim para eu concretizar algo que venho imaginando há muito e as concretizações são sempre coisas boas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesta fase de vai não vai, aceito sugestões de receitas para iniciantes, sessões de esclarecimentos iniciais e, claro, convites para jantar por parte de quem sabe realmente cozinhar sem carne.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem evangelizações, sem querer dizer que eu é que tenho razão e sobretudo sem querer dizer que "desse peito de frango não voltarei a provar."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-2103348668801666421?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/2103348668801666421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=2103348668801666421&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2103348668801666421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2103348668801666421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/quase-vegetariano-caminhar-para-la.html' title='Quase vegetariano. A caminhar para lá.'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bkz8qHqDjqo/Ta7_i7GG35I/AAAAAAAAC0s/HSPtLrZnpSw/s72-c/ARROZ-CON-VERDURAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5108745521492444768</id><published>2011-04-15T18:00:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:57:07.654+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><title type='text'>Reencontros bons</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="290" src="http://www.youtube.com/embed/OoC86l3SQL4" title="YouTube video player" width="380"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na nossa vida há pessoas que nos marcam para sempre: além da família, inquestionáveis pilares da nossa formação, há amigos, colegas, conhecidos, que nos deixam para sempre frases, momentos, pistas ou atitudes que vamos utilizar vida fora em muitas e variadas situações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E há professores. Na minha vida conto pelos dedos de meia mão aqueles dos quais me lembro senão todos os dias, pelo menos todas as semanas. Pelos bons motivos, claro. Porque muito mais do que dar-me aulas fizeram-me crescer e deram-me pistas para pensar um bocadinho mais além do óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje foi para mim um prazer imenso poder reencontrar a minha professora de Inglês, que foi sem dúvida a minha professora preferida: todo o empenho, a garra, a vontade de nos ensinar e a receptividade que nos demonstrava fizeram-me crescer e fizeram-me lembrar dela durante todos estes anos que nos separaram: 18!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num delicioso almoço com outra grande amiga do peito (além de reencontros ainda há bons encontros neste mundo!) e com o Ruben, foi muito bom perceber que a minha professora fez parte do meu passado mas sobretudo que irá fazer parte do meu presente. Porque ainda que o nosso almoço de Primavera tenha durado quase três horas, muito mais ficou para falar e ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há reencontros que nos deixam felizes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezoito anos passaram mas continuo a ser o menino que conheceu e perceber isso deixa-me muito aconchegado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5108745521492444768?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5108745521492444768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5108745521492444768&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5108745521492444768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5108745521492444768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/reencontros-bons.html' title='Reencontros bons'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/OoC86l3SQL4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6873198801788158480</id><published>2011-04-14T12:54:00.000+01:00</published><updated>2011-06-10T16:57:32.793+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><title type='text'>As pessoas mais tristes do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vieram morar para o meu prédio as pessoas mais tristes do mundo. Foram morar para o apartamento que costuma estar sempre para alugar e são três: uma mãe, um filho e um avô. Encontro-os sempre à entrada do prédio, quando vou a entrar ou a sair. O neto, com uns vinte e tais anos, está sempre a amparar o avô e a levá-lo para que se encoste a uma parede pois o velhinho, de uns aparentes 80 e muitos anos, mal consegue andar. Tudo isto enquanto a mãe, uma senhora baixinha, de cabelo comprido grisalho, sem maquiagem, pálida e magra, tenta arranjar lugar para estacionar o carro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São simpáticos, os três. Têm um aspecto infinitamente doce mas triste, muito triste. E não falam uns com os outros enquanto estas voltas se processam: eu apareço sempre em correria, com a Daisy a puxar para ir para todo o lado e os sacos a caírem-me e eles estão parados, cabisbaixos, com uma tal expressão de angústia nos olhos que não se altera nada com a passagem do meu ciclone por eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca lhes falei a não ser o "bom dia" da praxe. Mas gostava de lhes perguntar o que os apoquenta e dizer que por muito mau que pareça, tudo vai ficar melhor, tudo se vai compor e a vida vai seguir como sempre seguiu. Não gosto de ver pessoas tristes assim: na minha &lt;i&gt;Ponylândia &lt;/i&gt;o avô dançaria sapateado vestido de azul forte e com um dente de ouro no sorriso aberto, enquanto a mãe, de fato de Mulher-Maravilha, procurava estacionar o seu coche que voava guiado por unicórnios e o filho, todo ele personagem &lt;i&gt;Manga&lt;/i&gt;, lançava feixes de &lt;i&gt;laser &lt;/i&gt;às janelas, que se transformavam depois em passarinhos cor de rosa. Tudo isto, claro, numa rua feita de gelatina de morango, com um céu verde esmeralda e o cheiro a colónia de Lavanda no ar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6873198801788158480?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6873198801788158480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6873198801788158480&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6873198801788158480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6873198801788158480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/as-pessoas-mais-tristes-do-mundo.html' title='As pessoas mais tristes do mundo'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-2612203708915573062</id><published>2011-04-13T13:03:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:58.529+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><title type='text'>Look-alikes, Wannabes e Haters</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez quando era puto decidi apresentar duas amigas minhas que eram ambas apaixonadas pelo David Bowie. Na minha inocência, achava que duas fãs tão incondicionais como elas deveriam conhecer-se e conversar, trocar autocolantes e &lt;i&gt;posters&lt;/i&gt;, dar as mãos e ser amigas &lt;i&gt;forever&lt;/i&gt;. Ambas me disseram que nem nos meus sonhos gostariam de se conhecer. E eu estranhei. Mais tarde compreendi, quando comecei a dar-me com a bicheza desta terra e a perceber que 9,9 em 10 se acham os maiores fãs da Madonna. E eu que toda a adolescência acreditei que, eu sim, era o único. Tanto que num dia qualquer dos meus 12 ou 13 anos (que inocente!) lhe escrevi a dizer que não ficasse triste por ninguém em Portugal lhe ligar muito - a carta era, dizia eu, apenas para lhe dizer que no Porto havia o seu maior fã de sempre. Acho que a Madonna, no dia em que recebeu a carta, encostou-a contra o peito, olhou para cima, suspirou de alívio e dormiu muito mais descansada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="341" id="veohFlashPlayer" name="veohFlashPlayer" width="410"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.veoh.com/static/swf/webplayer/WebPlayer.swf?version=v5.6.0.1065&amp;permalinkId=v810507EaYRAEBM&amp;player=videodetailsembedded&amp;videoAutoPlay=0&amp;id=anonymous"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.veoh.com/static/swf/webplayer/WebPlayer.swf?version=v5.6.0.1065&amp;permalinkId=v810507EaYRAEBM&amp;player=videodetailsembedded&amp;videoAutoPlay=0&amp;id=anonymous" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="341" id="veohFlashPlayerEmbed" name="veohFlashPlayerEmbed"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Watch &lt;a href="http://www.veoh.com/watch/v810507EaYRAEBM/zocomoromadonna"&gt;Madonna - Lucky Star&lt;/a&gt; in &lt;a href="http://www.veoh.com/browse/videos/category/music"&gt;Music&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&amp;nbsp;View More &lt;a href="http://www.veoh.com/"&gt;Free Videos Online at Veoh.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quem me conhece sabe que este gesto faz mesmo parte da minha maneira de ser: raramente algo que me parece desajustado passa em branco, ainda que o único desajustado seja eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, não só no episódio Madonna eu me fui apercebendo vida fora o quão é bom termos determinadas coisas das quais sabemos que somos nós os únicos que gostamos. Eu gosto da Monica Naranjo e do Robert Pattinson. E sei que é mau gostar deles. E por isso não quero que gostem também: permaneçam com o vosso erudito bom gosto e eu com estes pequenos &lt;i&gt;guilty pleasures&lt;/i&gt;. Mas há também o outro extremo da coisa: também eu tenho o meu &lt;i&gt;David Bowie Syndrom&lt;/i&gt;: eu não quero saber que determinadas pessoas gostam mais de determinada coisa do que eu porque automaticamente aquela ideia que temos de que determinada coisa é nossa esvai-se e passa a ser também de outra pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não me importo que me copiem. E agora os meus &lt;i&gt;haters gonna hate me even more&lt;/i&gt; e vão-me deixar comentários anónimos a insultar-me do piorio, (não sei quanto aos vossos mas os meus &lt;i&gt;haters &lt;/i&gt;são daquele género de ser humano totalmente desinteressante que se entretém a odiar pessoas com auto-estima e opinião própria - fosse eu escolhê-los e preferia que fossem do género &lt;i&gt;jesus lovers&lt;/i&gt;, sempre dava menos pena) mas gosto até que de certa forma me copiem porque significa que tenho bom gosto. E que repliquem opiniões minhas sobre o mundo - é sinal de que ando a dizer a coisa certa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me importo nada com isso. Não diz grande coisa de quem o faz e todos nós sabemos que as pessoas mais interessantes são as que têm uma personalidade mais activa e independente, mas não me incomoda nada que o façam, até acho piada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há lá algumas coisitas que gosto de achar que são só minhas. É egoísta, sim, mas vá lá. Não custa nada e nem são assim tantas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-2612203708915573062?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/2612203708915573062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=2612203708915573062&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2612203708915573062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2612203708915573062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/look-alikes-wannabes-e-haters.html' title='Look-alikes, Wannabes e Haters'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4720021967323416484</id><published>2011-04-11T11:56:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:51.244+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>À espera do parque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou abençoado por trabalhar na baixa da cidade, eu sei. Mas mais abençoado ainda por ter lugar para o carro no parque. Ali, sem pagar, sem filas, sem &lt;i&gt;stress &lt;/i&gt;de não haver lugar, sem preocupações, sem nada. Apenas, de vez em quando, uma mula ou um mulo a bloquearem-me a entrada, a acharem que aquilo é um parque público. Mas nada que uma buzinadela, um levantar de braços ou um "então?" vociferado sem som não resolvam em menos de trinta segundos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me mete mesmo impressão é ver, mesmo ao lado do "meu" parque, as pessoas à espera dentro do carro por um lugar no parque pago, ocupado desde as primeiras horas da manhã. Eles ficam ali pasmados, dentro dos carros... às vezes três ou quatro carros... parados em frente à cancela do parque à espera que alguém saia. Fumam, falam ao telemóvel ou simplesmente ficam especados a olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haja tempo e paciência. E eu admiro-os por isso. Penso: se houver a sorte de sair um carro já é muito bom., agora três? Mas que expectativa tem a pessoa do terceiro carro em fila de espera para entrar? Não saberá que tão cedo não estaciona?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda para mais porque, ali à volta, há autocarros, metro e comboios à mão de semear. E nem que viessem de auto-motora, não me parece que demorassem tanto quanto ficar horas à espera que alguém se lembre de sair do parque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A natureza humana é espantosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4720021967323416484?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4720021967323416484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4720021967323416484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4720021967323416484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4720021967323416484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/espera-do-parque.html' title='À espera do parque'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-9215414572270180964</id><published>2011-04-08T16:38:00.001+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:15.615+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top of the Pops'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>A Alemanha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só em jeito de fim-de-semana, muito rapidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio deste fingimento todo, já alguém parou para pensar que é a Alemanha que nos deve muito e não o contrário? Que das duas vezes em que resolveu dar cabo da Europa, só porque sim, nós mantivemo-nos firmes enquanto víamos o continente todo ser despedaçado em nome dos arianos? E que depois, para reconstruirem o seu belo país, por duas vezes, também eles andaram às aranhas a pedir dinheiro a meio mundo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito mais haveria a dizer sobre isto. Mas deixo um vídeo ilustrativo. Para levantar aquilo tudo foi preciso muito &lt;i&gt;bailout &lt;/i&gt;do estrangeiro... Quem fez o que a Alemanha fez ao mundo tinha era que estar caladinho e não se pôr com coisas. É História, sim, e os desgraçados de hoje não têm nada a ver com os outros. Mas o país é o mesmo e as ânsias dominadoras são assustadoramente semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="290" src="http://www.youtube.com/embed/XsIhZ9hZVQU" title="YouTube video player" width="380"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me apetece que, em vez de campos de concentração, a Alemanha do séc. XXI ande a espalhar por aí países de concentração. E certos estavam os meus camaradas quando em 1989 avisaram que uma mera anexação de uma Alemanha à outra iria pôr em causa o jogo de forças na Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ri-te, ri-te, camarada Marx, aí de onde estiveres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-9215414572270180964?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/9215414572270180964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=9215414572270180964&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/9215414572270180964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/9215414572270180964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/alemanha.html' title='A Alemanha'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/XsIhZ9hZVQU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7035162843487813415</id><published>2011-04-07T19:52:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T19:52:41.239+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>E se agora eu resolvesse mudar-me daqui para fora?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que nunca, considero mudar de país uma opção. Não que não o tenha já feito. Aliás, de que país serei eu, com tanto sangue diferente aqui de um lado para o outro. Pensei no Norte da Europa, com os seus imensos fiordes de privilégios e civilização, cheios de modernidade, de liberdade, de atenção ao cliente e segurança. Em Espanha ou em Itália, onde o clima é bonzinho, a língua bonita, a comida excelente e os salários dignos. Mais recentemente, tenho pensado em regressar à origem e em apostar no país da esquerda bem sucedida e da economia bombada que é o Brasil. Ontem dei por mim a ver doutoramentos na &lt;i&gt;Universidad de La Habana&lt;/i&gt;, em Cuba, e a meditar nos prós e nos contras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas... que coisa... eu gosto mesmo de Portugal. Adoro o Porto, gosto destas ruas meias medievais meias arabescas, gosto até dos antigos palacetes da Rua das Flores, decadentes, lembrando-me mulheres que ficaram viúvas muito cedo. Gosto deste calor em Abril e de ter as janelas todas de minha casa abertas. Gosto de saber que ali à frente mora a minha avó e daí a dois passos a minha mãe e um passo depois a minha irmã e logo ali a minha melhor amiga. Gosto desta coisa vilarenta de dizer vinte olás de cada vez que passeio a cadela e de toda a gente saber um bocadinho da vida de toda a gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto-me aconchegado e protegido. Por muito que passe que tempos lá fora (no ano passado, tudo junto, foram mais de dois meses...) não há terra como o Alentejo, nem lugar onde me sinta tão bem como na tasca da Cecília, em Alcaria Ruiva, essa freguesia comunista do concelho de Mértola, onde a cachorrada já me conhece e por onde passeamos, todos os Agostos, horas pelas estradas desertas com o som abafado do Alentejo por trás, o Sol feito bola vermelha a ir desta para melhor e a passarada toda em alvoroço por cima da planície.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até do Algarve. Do meu Algarve. Daquela praínha onde em miúdo andava aos figos com o meu avô, com o chão a estalar de calor e o som das cigarras debruçadas nas árvores das falésias, de terra vermelha tijolo. Do Algarve do mar onde aprendi a nadar e onde me enfiava horas a acenar para quem ficava na toalha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho saudades dessa terra do Minho, também. Esposende. Onde durante todos os verões pela minha adolescência fora fui crescendo e ganhando os melhores amigos do mundo, que me ensinavam e aprendiam e descobríamos tudo. Onde em novinho desaparecia de manhã cedo e só aparecia para jantar, entre bicicletas, pinhais, correrias e namoricos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou Coimbra, sempre a quente Coimbra. Onde vivi quatro anos mal feitos mas, como diz o outro, onde me parece ter metido a vida toda. Onde aprendi muito mais do que o curso da Faculdade me ensinou e onde, se se medisse em altura tudo o que cresci e ri, não haveria arranha-céus capaz de me fazer frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de ter isto tudo aqui à mão de semear. E por isso não me apetecia mesmo nada ter que abalar outra vez e ir procurar outras paragens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou, no entanto, um bocadinho de nada farto de ladrar à Lua. De ver que um bando de execráveis anda a dar cabo do meu país. A distorcer tudo, a mentir, a enganar, a corromper. A atirar-nos culpas, a fazer de mim e do meu povo uma espécie de bode expiatório que terá que pagar caro por coisas que não fez. Estão-me a dar cabo do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eles soubessem o quanto me enojam, de cada vez que aparecem todos enfarpelados na televisão a arrotar asneiras e a esconder todos os vícios pútridos de uma sem vergonhice atroz... Se soubessem como me apetece, sempre que os vejo, meter debaixo das minhas asas todos os velhinhos, e bebés, e mães e pais e criançada deste país para que os pudesse proteger e que não os ouvissem... Infelizmente os meus braços não terão largura suficiente e haveria sempre alguém que me escaparia e acabaria por ser devorada pelos abutres que andam a fazer deste Paraíso um Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andam a fazer e a desfazer e o povo a ver. Vivem numa tal realidade superior que se desligaram totalmente e acham que podem, e devem, ordenar-nos sacrifícios em nome de um país melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderão cortar-nos os sonhos mas não nos tiram a terra. Tenho pena do momento em que te apanhei, Portugal. Mas mesmo cheio de carraças, continuas a ser lindo de morrer, deixa-me que te diga... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7035162843487813415?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7035162843487813415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7035162843487813415&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7035162843487813415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7035162843487813415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/e-se-agora-eu-resolvesse-mudar-me-daqui.html' title='E se agora eu resolvesse mudar-me daqui para fora?'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5515294884165938854</id><published>2011-04-05T16:05:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:15.615+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top of the Pops'/><title type='text'>Um caso de amor muito sério</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há coisas que fazem parte de um determinado momento. Para mim, os Madredeus fizeram parte de longos anos na minha vida. A princípio fiquei com pena que a Teresa Salgueiro tivesse saído, e por fim que acabassem há uns tempos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="132" width="353"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=e1d59eb" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A minha vossa música preferida entre todas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que com letras cheias de nacionalismo, embebidas em fazer da música algo que não ultrapassasse a arte, eu namorei com os Madredeus durante bastante tempo. Fui a uns quantos concertos, um deles em Ponte de Lima, ao lado do rio, numa tarde de Verão que acabou em noite e em caminhos escuros ao longo da serra à noite, onde poderia perfeitamente ter aparecido uma feiticeira a mancar pela estrada fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5peg3n5LV8U/TZsvvqwqiGI/AAAAAAAAC0o/iCxEgxJH3IQ/s1600/teresa_salgueiro_thumb5b25d.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-5peg3n5LV8U/TZsvvqwqiGI/AAAAAAAAC0o/iCxEgxJH3IQ/s1600/teresa_salgueiro_thumb5b25d.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava neles da voz dela, claro. Do cuidado com cada sílaba, de muitas das músicas que me levavam para romances de campo e montanhas e por cidades à noite. Toda a figura dela - e desculpem-me mas Madredeus era ela, e os outros não se importavam nada com isso - era a profusão de imagens mais sedutora que conhecia, à data, dos idos de 95 ou 98, sei lá eu bem. As roupas escuras, as mãos sempre em gesto e a expressão eterna de não ter conseguido chegar ao porto antes de o amado embarcar. Teresinha, minha estátua portuguesa, tu eras linda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto que te escolhi para me acompanhares numa das alturas mais marcantes da minha vida. Nessa altura onde tudo fez sentido, e especialmente porque estavas lá. Ainda estás no pódio das minhas três favoritas, sem dúvida. E eu, adolescente em Coimbra, muitas vezes desci as escadas do Quebra-Costas até à baixa e outras tantas subi o Jardim da Sereia para te encontrar mais depressa no meu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinhas esse dom de me abraçar em cada passo que dava, na altura. Teresa, sua safada. E eu gostava, claro... claro que sim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5515294884165938854?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5515294884165938854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5515294884165938854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5515294884165938854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5515294884165938854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/um-caso-de-amor-muito-serio.html' title='Um caso de amor muito sério'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5peg3n5LV8U/TZsvvqwqiGI/AAAAAAAAC0o/iCxEgxJH3IQ/s72-c/teresa_salgueiro_thumb5b25d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4009414571213103726</id><published>2011-04-04T21:16:00.002+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:37.378+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>After all these years, I am still in love with SiteMeter</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gwR4VjPcVTU/TZonLPur76I/AAAAAAAAC0g/iAgorBxZuc8/s1600/Loser.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-gwR4VjPcVTU/TZonLPur76I/AAAAAAAAC0g/iAgorBxZuc8/s400/Loser.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4009414571213103726?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4009414571213103726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4009414571213103726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4009414571213103726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4009414571213103726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/after-all-these-years-i-am-still-in.html' title='After all these years, I am still in love with SiteMeter'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gwR4VjPcVTU/TZonLPur76I/AAAAAAAAC0g/iAgorBxZuc8/s72-c/Loser.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-2309942312065276706</id><published>2011-04-03T21:08:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:37.378+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>Com problemas relacionados com a moda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No seguimento do texto anterior, e só porque eu às vezes me contradigo um bocado (e gosto disso) vou falar sobre algo que não percebo &lt;i&gt;the edge of a horn&lt;/i&gt;: moda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje depois de uma volta pelas lojas de &lt;i&gt;shopping &lt;/i&gt;vim com aquela sensação estranha de que é tudo muito igual: loja após loja, nada me chamava a atenção o suficiente para que quisesse ter aquilo em casa. Ano após ano, as grandes marcas variam pouco ou nada: se num ano fazem &lt;i&gt;t-shirts&lt;/i&gt; com os &lt;i&gt;Simpsons&lt;/i&gt;, no ano seguinte é com as personagens da &lt;i&gt;Rua Sésamo&lt;/i&gt;. Ou vice-versa. Se num ano as camisas são todas azuis com risquinhas brancas, este ano são brancas com risquinhas azuis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moda é uma coisa que me ultrapassa. Pensar que nos idos da minha pré-adolescência queria ser estilista e fazia roupinhas para as &lt;i&gt;Barbies &lt;/i&gt;da minha irmã é hoje tão surrealista quanto imaginar-me a desenvolver um sistema de redes de comunicação em fibra óptica. Não me diz absolutamente nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tenho que me vestir, certo? E para isso tenho que comprar roupa, e tal. E como não quero que achem que eu sou um &lt;i&gt;total pervert&lt;/i&gt; no meu local de trabalho e nos sítios por onde ando, não posso usar todos os dias roupa igual. Já me estava a ver: calças pretas clássicas, camisa branca, gel no cabelo e óculos de massa. Não. Para este quadro, precisava de morar sozinho e andar por aí a perseguir pessoal e a coleccionar cenas que não lembram ao Diabo. E não é essa a situação.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xiS5WiUSd7E/TZjTjeAaXSI/AAAAAAAAC0c/W_q_u3bHfck/s1600/Oculos-de-massa-300x150.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-xiS5WiUSd7E/TZjTjeAaXSI/AAAAAAAAC0c/W_q_u3bHfck/s1600/Oculos-de-massa-300x150.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tenho mesmo um destes. Desde o início de Dezembro. Ray Ban. Só para computador e cinema!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, dizia eu, as &lt;i&gt;Zaras &lt;/i&gt;e afins são uma seca e depois anda tudo igual. Mas, por outro lado, a alta moda portuguesa é impraticável: pelos preços e pelos feitios. Assistindo ao Portugal Fashion na televisão, só pensava para que raio serve aquela traparia toda. O que farão àquelas roupas que põem as maminhas ao léu, que têm trinta mil folhos a terminar num penacho ou, no caso dos homens, que o &lt;i&gt;gayest man on Earth&lt;/i&gt; não teria lata para usar? É um mistério. Pessoalmente, não frequento muitas festas sociais. Mas às que vou, não vejo senhoras de mamas de fora ou homens com os berloques apertados nas suas calças de viscose púrpura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vá, é arte. Mas não compreendo. E não compreendo outra coisa. Como dizia a Rachelet, porque raios hão-de eles pôr os modelos tão feios? Qual é o objectivo de pagar a meia dúzia de catraios bonzões se depois lhes espetam com um monte de cimento na cara e lhes ripam os cabelos todos, lhes escondem as bocas e os olhos e mais umas maldadezitas? É outra coisa que não me faz muito sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, isto são só observações desconexas e disparatadas de alguém que tem que se vestir. E que ou vê sempre as mesmas coisinhas (fraquinhas, fraquinhas...) nas lojas &lt;i&gt;mainstream &lt;/i&gt;desta vida ou, por outro lado, olha para a nossa estilistagem e, tirando um ou dois (e vocês sabem quem são), só imagina aquilo vestido em contexto Carnaval.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que saudades de ser miúdo e a minha mãe preparar-me a roupa. Poupava nas sinapses entre neurónios, em tempo útil e, curiosamente, era sempre o puto mais giro da festa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-2309942312065276706?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/2309942312065276706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=2309942312065276706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2309942312065276706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2309942312065276706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/com-problemas-relacionados-com-moda.html' title='Com problemas relacionados com a moda'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-xiS5WiUSd7E/TZjTjeAaXSI/AAAAAAAAC0c/W_q_u3bHfck/s72-c/Oculos-de-massa-300x150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4319566023819446580</id><published>2011-04-01T13:02:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T12:26:15.615+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top of the Pops'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Falar do que não se sabe pode matar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há coisa mais cómica do que escrevermos e falarmos sobre aquilo que não sabemos. Sou da opinião de que para se ter uma opinião, do que quer que seja, não vale apenas ler jornais e ver televisão: é preciso ler livros, falar com quem percebe mais do assunto do que nós, estudar, reflectir e provavelmente, até, escrever uma ou outra coisa sobre o tema. Claro que não estou a falar da nossa opinião sobre o cabelo da Clara de Sousa ou sobre o destino que deveriam ter as personagens da &lt;i&gt;Passione&lt;/i&gt;. Falo de assuntos como a história, a política, a língua, a religião ou outros temas dos quais toda a gente acha que percebe muito e gosta de mandar o seu bitaite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me atreveria a ter uma opinião sobre a tecnologia utilizada para a disponibilização das novas ferramentas da &lt;i&gt;Apple&lt;/i&gt;; nem sobre o melhor plano de defesa para o FCP; muito menos sobre se a técnica de óleo faria mais sentido do que o acrílico naquele quadro; se a teoria de Platão é a melhor para definir a forma de encarar a imagem ou se, em alemão, aquele caso se aplica melhor aqui do que ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas mais do que não me meter por caminhos alheios, tenho a humildade de gostar de aprender. Quantas vezes ouço o Ruben explicar-me o que são os genes e essas coisas (para esquecer passados uns minutos, porque não consigo processar muito bem essas informações), a minha irmãzinha explicar-me as voltas do ciclo do sono, a Rachelet a dar-me os sentidos de alguma expressão idiomática em inglês, a minha mãe falar-me das intenções de determinada pintura e o meu orientador de Mestrado a informar-me sobre as facécias da nossa história contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas as formas de informação, a televisão, a imprensa generalista e a &lt;i&gt;Internet &lt;/i&gt;são as últimas do meu ciclo de fontes. Precisamente as mais viciadas e as que menos me informam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto para dizer que também eu tenho uma área onde posso, por força da minha formação e do que aprendi, ter a minha opinião. Que obviamente não vou estar a dizer qual é porque isso passa, na minha opinião, por reconhecimento e não por publicidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas considero cómico e despropositado quando me tentam ensinar com pressupostos totalmente errados algo que para mim é elementar. Seria como insistirem junto da vossa professora primária que o "a" se lê "i". Não que não esteja aberto a novas sugestões, particularmente numa área humanística onde o saber é perfeitamente alterável. No entanto, repito, para reconhecer como válida uma opinião sobre qualquer assunto dentro dessa tal área que domino, tenho que reconhecer como válido também o caminho de informação da pessoa que a faz. E perceber, sobretudo, que a matéria sobre a qual opinam não é um facto, mas sim uma teoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me puseram a fazer cálculo estatístico, no Mestrado, enviei um &lt;i&gt;email &lt;/i&gt;ao meu professor dizendo que eu não tinha matemática desde os meus 13 anos. E que não seria impossível que pudesse ter uma boa nota. Mas precisaria para isso de pelo menos um ano a estudar aquilo. Expliquei-lhe que era idêntico a pedirem-me para correr a maratona, montar um computador ou desenhar um retrato: é natural que o conseguisse, com muito empenho, não digo que não. Mas não iria ser de um dia para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele concordou, alegremente. Mas deu-me 6, claro. Compensou o facto de ter muito mais altos valores nos outros módulos dessa cadeira. E eu, embora não tenha aprendido uma única coisa em todas essas aulas (poderia ter estado a dançar rancho que tinha aprendido o mesmo de estatística) aprendi que não é vergonha nenhuma termos a humildade de não querer parecer que percebemos de tudo e, acima disso, que só fazemos figurinha de urso quando nos pomos a falar do que não sabemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por estas e por outras que só canto no duche, e muito de vez em quando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4319566023819446580?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4319566023819446580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4319566023819446580&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4319566023819446580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4319566023819446580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/04/falar-do-que-nao-se-sabe-pode-matar.html' title='Falar do que não se sabe pode matar'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-8172077744351915361</id><published>2011-03-30T21:24:00.002+01:00</published><updated>2011-03-30T21:29:14.018+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>As minhas quinze cidades preferidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi hoje um ranking da &lt;a href="http://www.ucityguides.com/cities/top-10-most-beautiful-cities.html"&gt;U City Guides&lt;/a&gt; das dez cidades mais bonitas do mundo. Concordo com algumas mas como não as conheço a todas (estranhamente faltam-me Praga, Budapeste e menos estranhamente Bruges) fiquei com vontade de fazer o meu próprio ranking das minhas dez cidades preferidas. Acho que já andei aqui e ali o suficiente para ter opinião sobre o assunto. Além disso, poderão servir de guia a quem se queira aventurar por esse mundo fora em viagem. Já dizia não sei quem que "a sede de viajar é sinal de inteligência". Se fosse realmente proporcional, não haveria Einstein que me apanhasse, tamanha é a minha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu género preferido de cidades são as dos extremos: ou cidades pitorescas vila-likes ou as mega metrópoles cheias de gente e néons. Vou tentar escrever esparsas linhas sobre cada uma delas, tentando que baixe sobre mim o meu inexistente poder de síntese. Que começa desde já a falhar, porque não consegui escrever apenas sobre 10, teve que ser sobre 15. A perspectiva da escolha é precisamente não haver perspectiva: são as minhas preferidas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15- Barcelona, Espanha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Euk2Is2F1Zk/TZOBp1ACouI/AAAAAAAACzM/XF-Au7FjvuM/s1600/DSC00718.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Euk2Is2F1Zk/TZOBp1ACouI/AAAAAAAACzM/XF-Au7FjvuM/s320/DSC00718.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A sensação de estarmos numa Espanha que não é Espanha mas é. A Gal dedicou Vaca Profana a Barcelona e não há melhor descrição: cidade onde quem é careta não cabe. Ou cabe. Porque a ideia com que fico de Barcelona é que se arranja sempre uma forma de tudo acontecer. É Picasso, Dali, Gaudí mas é também, e provavelmente principalmente, a cidade mais porto do mundo, onde tudo chega e onde tudo está com a única certeza de que um dia vai embora. Por isso é aproveitar enquanto por lá andam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14- Kiev, Ucrânia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qnNi9Lsb58I/TZOCysD5X1I/AAAAAAAACzU/5TNOAKi-NTg/s1600/DSC04703.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-qnNi9Lsb58I/TZOCysD5X1I/AAAAAAAACzU/5TNOAKi-NTg/s320/DSC04703.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Se quem diz que Roma é um monumento a cada esquina é porque nunca foi a Kiev. Dos tic tic tics das botas sem capas das esbeltas ucranianas ladeadas de seus maridos que lhes seguram nas carteiras, passa-se num instantinho a um conjunto imenso de cúpulas douradas, mais um gato feito de colheres de plástico e uma homenagem imensa. As avenidas largas, austeras, o rio e a homogeneidade de um país que ainda sai mais do que entra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13- Riga, Letónia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-K8fJMNK9Ij0/TZOD-GYYBuI/AAAAAAAACzc/dm9gOxWe7Kk/s1600/DSC04270.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-K8fJMNK9Ij0/TZOD-GYYBuI/AAAAAAAACzc/dm9gOxWe7Kk/s320/DSC04270.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Se houver duendes, bruxas, elfos e unicórnios eles moram em Riga. Tudo está preparado como uma casa à espera de visitas, as ruas estreitas e antigas respiram história recente e há sempre um café quentinho para nos livrarmos da neve. E se não queremos tanta medievalidade, marchemos ao distrito da Arte Nova, então, ou ao parque onde deve morar a Alice. Riga enche os olhos e a alma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12- Tirana, Albânia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ez6QutzO098/TZOEgCNTwEI/AAAAAAAACzg/v4ZA4ZIaAh0/s1600/Ferias+787.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-ez6QutzO098/TZOEgCNTwEI/AAAAAAAACzg/v4ZA4ZIaAh0/s320/Ferias+787.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;E se de repente esta fosse a única cidade do mundo? O trânsito caótico, a sensação de construção, de reconstrução, de casas enfeitadas com cores fortes a disfarçar os desesperos doutros tempos e de repente aquele mural, em praça pública. Tirana vê-se em cinco minutos- o resto será a relaxar numa pizzaria do jardim central, evitando sair de lá de noite e tropeçar. Tirana é um lugar difícil de encontrar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11- Rio de Janeiro, Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5TcFHALE6Ms/TZOE2xdGkjI/AAAAAAAACzo/7UfHqcOpwpE/s1600/janeiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-5TcFHALE6Ms/TZOE2xdGkjI/AAAAAAAACzo/7UfHqcOpwpE/s320/janeiro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tudo o que é bom nasce no Rio. Todos os poetas, os músicos, os sambinhas e as baladas deveriam ter sido escritos no Rio. É a cidade mais bonita do mundo, daquelas que dá a sensação de encher os olhos e o peito de uma só vez. Onde toda a gente passeia junto ao mar e onde tive a certeza que um dia iria voltar, "para roubar todos os momentos que não passei no Rio".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10- Damasco, Síria&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xUsZGgI0AqA/TZOHdV5yveI/AAAAAAAACzs/cCqgidHnIE0/s1600/DSC06907.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-xUsZGgI0AqA/TZOHdV5yveI/AAAAAAAACzs/cCqgidHnIE0/s320/DSC06907.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;O profeta Maomé recusou-se a entrar em Damasco, dizendo que queria entrar no Paraíso uma só vez. O Paraíso precisava de algumas obras, hoje. Mas nada tira os cheiros dos mercados árabes, das lojas de tapetes, do souk dos gelados de pistachio, da sensação de passar de um mundo para o outro ao viajar entre os bairros da cidade velha de Damasco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9- La Habana, Cuba&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rjiPpVxXePU/TZOIAARvBYI/AAAAAAAACzw/iWuAOjY7uZ4/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://3.bp.blogspot.com/-rjiPpVxXePU/TZOIAARvBYI/AAAAAAAACzw/iWuAOjY7uZ4/s320/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quem vai a Havana tem que ir disposto a esquecer muitos dos nossos riquinhos preconceitos social-democratas. E encarar o facto de que aquela cidade borbulha de comunismo e, mais ainda, que o povo gosta mesmo disso e não por qualquer oposição. Há que ser fotógrafo em Havana, dançar com um mojito e esperar ver passar um carro antigo para perceber que temos muitas vezes que desconstruir a nossa realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8- Londres, UK&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BVlF-b5ei9c/TZOIhGQEYVI/AAAAAAAACz0/oFTp5twe4v8/s1600/DSC07143.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-BVlF-b5ei9c/TZOIhGQEYVI/AAAAAAAACz0/oFTp5twe4v8/s320/DSC07143.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não existe nenhuma razão para não se gostar de Londres. É tudo inveja. De todas as anteriores, a primeira onde gostaria de viver. Londres tem tudo e é tudo, sem perder aquela sensação de que não saímos de casa, porque todos nos parecem conhecer sem que isso nos incomode. A ideia de poder fazer coisas e ser reconhecido por isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;7- Estocolmo, Suécia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3e19AR_o_tY/TZOJQtXDaYI/AAAAAAAACz4/3DOhKgtPNo0/s1600/DSC05837.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-3e19AR_o_tY/TZOJQtXDaYI/AAAAAAAACz4/3DOhKgtPNo0/s320/DSC05837.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Outra bela surpresa. Estocolmo é lindo, limpo, organizado. Imagino que todas as cidades serão assim no futuro, daqui a muitos milénios. Estocolmo, além de ter lindas paisagens, especialmente no Inverno, é a forma mais ideal de civilização. Tudo funciona, e bem. E quando digo que tudo funciona, é tudo mesmo. Não encontraria uma razão única para me queixar da vida se vivesse naquela cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6- Minsk, Bielorrússia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PiUOeMweAP0/TZOJ47xZ9VI/AAAAAAAACz8/rYuRYwde4F0/s1600/DSC04558.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-PiUOeMweAP0/TZOJ47xZ9VI/AAAAAAAACz8/rYuRYwde4F0/s320/DSC04558.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Dizem que não é possível viajar no tempo. Então não conhecem Minsk, essa cápsula soviética no coração da Europa. Estaline não foi poupadinho quando mandou reconstruir Minsk depois da guerra: tudo é grande, imponente. Inclusive a praça principal, onde Lénine ainda nos saúda à porta do Parlamento. Ah, e é a cidade mais segura do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5- Amesterdão, Holanda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k3m7yfMMRsM/TZOKRdaNAkI/AAAAAAAAC0A/-njCgZc_frI/s1600/DSC00010.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-k3m7yfMMRsM/TZOKRdaNAkI/AAAAAAAAC0A/-njCgZc_frI/s320/DSC00010.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sou suspeito para falar de Amesterdão porque me casei com ele há uns anos. Seja pelos canais, pelas casinhas tortas, pelos parques, pelas bicicletas, Amesterdão é linda, é uma aldeia que cresceu sem que as pessoas deixassem de ir aos mercados comprar vegetais frescos nem deixassem de combinar encontros à tarde, no parque, para beber um copo de Rosé. Saudades...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4- Madrid, Espanha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ayv-L-DIVv8/TZOLNLwffRI/AAAAAAAAC0E/IRQ1q5aX870/s1600/DSC01436.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ayv-L-DIVv8/TZOLNLwffRI/AAAAAAAAC0E/IRQ1q5aX870/s320/DSC01436.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Madrid é a cidade mais cidade que conheço. Borbulha de gente, de coisas, de cores, de oportunidades. É um monstro, sim. É uma chica do Almodovar, à espera de dançar depois de tanta sangria. É a terra onde ninguém liga mas não por indiferença: porque percebem que para tamanha liberdade não há preço a pagar. Madrid me mata porque Madrid pode matar-me. De cada vez que lá vou pois é a minha capital.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3- São Paulo, Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cGiKK55Difg/TZOLr4kUaKI/AAAAAAAAC0I/0zpFb9kYRJM/s1600/avenida-paulista-cf854.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-cGiKK55Difg/TZOLr4kUaKI/AAAAAAAAC0I/0zpFb9kYRJM/s320/avenida-paulista-cf854.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Se é de família ou não, não sei. Mas "alguma coisa acontece no meu coração" cada vez que aterro em Guarulhos. Dá vontade de beijar o chão. São Paulo é a realidade, sem tirar nem pôr. E a realidade é sempre melhor do que a ficção. E aqui sim, se te safas nas ruas de São Paulo, o mundo é teu. Mas é preciso ter a cidade no coração para entender a electricidade, o turbilhão de São Paulo. E, mais do que isso, dar valor à calma quando se vive em tamanho vulcão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2- Istambul, Turquia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8A5Dmvnj8Kk/TZOM5k37LCI/AAAAAAAAC0M/ha3R697pIdM/s1600/Ferias+364.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-8A5Dmvnj8Kk/TZOM5k37LCI/AAAAAAAAC0M/ha3R697pIdM/s320/Ferias+364.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Da cidade que tem tudo bom, não há muito mais a dizer. É linda, limpa, segura, cheia de simpatia, óptima comida, bom tempo, lindas paisagens, boas compras, muito sossego, ocidentalidade e arabismo qb. Istambul foi uma das maiores surpresas que tive em viagens: o cosmopolitismo que mete NY num bolso, a sensação de oportunidade, de novo mundo. E aquele jantar no topo da torre, claro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1- Lucca, Itália&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BWqy7Eef0uY/TZOOJQy9JnI/AAAAAAAAC0Q/PItereR51dw/s1600/F1000019alterada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/-BWqy7Eef0uY/TZOOJQy9JnI/AAAAAAAAC0Q/PItereR51dw/s400/F1000019alterada.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um dia puder optar por viver fora de Portugal, é em Lucca que quero viver. No norte de Itália, a cidade dos meus antepassados mais parece uma grande reunião de família. Um conto de fadas com italianos, vá. Cercada por muralhas, temos a sensação de realmente entrar em algo protegido. Nunca vi gente tão feliz como aquela, com tamanha qualidade de vida, quando se passeavam ao fim de tarde pelas muralhas, que têm jardins no interior. E aquele amanhecer na praça, sozinho, a imaginar tudo o que por lá passou... Lucca é um sonho, quase deveria ser proibido chegar-se lá assim de repente, não vá o encanto quebrar-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-8172077744351915361?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/8172077744351915361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=8172077744351915361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8172077744351915361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8172077744351915361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/as-minhas-dez-cidades-preferidas.html' title='As minhas quinze cidades preferidas'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Euk2Is2F1Zk/TZOBp1ACouI/AAAAAAAACzM/XF-Au7FjvuM/s72-c/DSC00718.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6492542456096119762</id><published>2011-03-29T11:58:00.005+01:00</published><updated>2011-03-29T16:18:28.570+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top of the Pops'/><title type='text'>Cinco anos de Ponytales</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2TYlkDbF4cQ/TZG7tU4KNPI/AAAAAAAACzI/JX_bUtt5uw0/s1600/263284038v4_480x480_Front.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://2.bp.blogspot.com/-2TYlkDbF4cQ/TZG7tU4KNPI/AAAAAAAACzI/JX_bUtt5uw0/s320/263284038v4_480x480_Front.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quinto aniversário do meu blogue deveria ser uma ocasião especial, sim. Deveria haver uma espécie de uns "melhores momentos" em que reporia alguns dos meus textos preferidos que aqui escrevi. Mas não sei se fará muito sentido. Aquilo que começou por ser um autêntico diário a céu aberto, passou depois a ser um livro de crónicas, para depois sofrer com a fase &lt;i&gt;boom &lt;/i&gt;do &lt;i&gt;Facebook &lt;/i&gt;e agora estar a despertar-me de novo a atenção e a vontade de escrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dividindo entre os diários das viagens, os pedaços da vida privada e as minhas crónicas e considerações sobre o mundo, encontrei os três temas sobre os quais me dá prazer escrever. Muitas vezes é para mim que o faço, para a minha memória futura. Para que daqui a umas quantas décadas, se lá chegar, me leia e me recorde. Outras muitas vezes escrevo para pessoas específicas, claro. Outras reajo. Outras escrevo como se milhões de pessoas me lessem e outras em que nem sei porque publico o texto, pois a minha vontade é que ninguém o leia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uso o meu espacinho internético para partilhar ideias. E nesta frase tão simples mas com tanto metatexto poderia facilmente justificar o facto de o fazer há cinco anos. É que não sei se estão bem a ver... mas as ideias não se esgotam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6492542456096119762?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6492542456096119762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6492542456096119762&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6492542456096119762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6492542456096119762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/cinco-anos-de-ponytales.html' title='Cinco anos de Ponytales'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2TYlkDbF4cQ/TZG7tU4KNPI/AAAAAAAACzI/JX_bUtt5uw0/s72-c/263284038v4_480x480_Front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-1784672686124228894</id><published>2011-03-28T13:03:00.002+01:00</published><updated>2011-03-29T15:29:58.021+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><title type='text'>"Glória ou como Penélope morreu de Tédio"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H3ntaZlK8RI/TZB4zWpuy9I/AAAAAAAACzA/ZXbps1OEgIk/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-H3ntaZlK8RI/TZB4zWpuy9I/AAAAAAAACzA/ZXbps1OEgIk/s320/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mal sabia eu que depois de escrever aquele belo post à moda das pipocas desta vida, ainda haveria de viver porventura o episódio mais único deste fim-de-semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contrariando alguma inércia domingueira, e depois de passear com a Daisy durante uma hora e tal (chamo-lhe passear mas no fundo era uma tentativa desesperada de ambos, dono e sua cadela, fazer exercício) decidimos ir ao teatro. Coisa que já não fazia... vá... há uns dois anos, na melhor das hipóteses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ir ao teatro é daquelas actividades que desenferrujam: estamos habituados a pensar pouco, a ter tudo vomitadinho na televisão e na Internet de forma a que os neurónios não se esforcem muito, não vá a gente cansar-se. O teatro puxa e motiva e já não me lembrava o quanto eu gostava dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surpresa das surpresas, quando lá chegámos e nos preparávamos para pagar, era dia mundial do teatro e a façanha ficou de graça. Foi como se o deus do teatro nos quisesse compensar por termos decidido enfim irmos ver um espectáculo. Mas sim, foi daquelas coisas que soube tão bem como uma coca-cola fresca na praia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A peça, fantástica. O Albano Jerónimo não é só aquele rapaz bonzão das novelas e a verdade é que com um texto de jeito, ele é um actor que chora, ri, baba, grita, sussurra. Muito completo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da autoria da sua esposa, a peça faz do Albano &lt;i&gt;Pathos&lt;/i&gt;, um miúdo sozinho, amedrontado, que viu definhar a mãe enquanto esperava pelo pai, que foi para o mar. Está cheia de metáforas da Grécia antiga, alusões a momentos da tragédia grega e da maneira de ser portuguesa, com a saudade da espera e a esperança a servir mais de tormento e menos de consolo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota Pipoca: o Albano tira a camisa mas não tira a t-shirt. Há um coro de velhinhas fofas. Ah, e a peça chama-se &lt;i&gt;Glória ou como Penélope morreu de Tédio&lt;/i&gt; e está no Teatro Carlos Alberto até dia 3 de Abril (despachai-vos!). A vocês, que não foram abençoados pelo dia mundial do teatro, ser-vos-á pedido entre 10 a 15 euros. Mas compensa. São menos duas &lt;i&gt;vodkas &lt;/i&gt;ou dois &lt;i&gt;whiskys &lt;/i&gt;mas em troca têm a boa sensação de ter visto um grande actor em movimento e de ter dado uso a esta coisinha pesada a que chamamos cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-1784672686124228894?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/1784672686124228894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=1784672686124228894&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1784672686124228894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1784672686124228894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/gloria-ou-como-penelope-morreu-de-tedio.html' title='&quot;Glória ou como Penélope morreu de Tédio&quot;'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H3ntaZlK8RI/TZB4zWpuy9I/AAAAAAAACzA/ZXbps1OEgIk/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7381511155675361551</id><published>2011-03-27T13:33:00.001+01:00</published><updated>2011-03-29T15:30:42.037+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><title type='text'>Um fim-de-semana à moda da Pipoca mais Doce</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim-de-semana do &lt;i&gt;Portugal Fashion&lt;/i&gt;, apetece-me, sei lá porquê, fazer um &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;deste género. Também porque andei na sexta-feira a vasculhar os blogues mais famosos do nosso Portugal, como o da &lt;i&gt;Pipoca mais Doce&lt;/i&gt; ou o &lt;i&gt;Cocó na Fralda&lt;/i&gt; e fiquei convencido de que a blogosfera portuguesa é acéfala. Entre muita mentira para inventar uma vida que não se tem (sempre em festas, em actividades que dão inveja, magríssimas e amadas de paixão) as &lt;i&gt;blogas &lt;/i&gt;portuguesas que vi, todas iguaizinhas umas às outras, têm um fascínio imenso pela &lt;i&gt;Carrie Bradshaw&lt;/i&gt;, por &lt;i&gt;cupcakes&lt;/i&gt;, pelo &lt;i&gt;Holmes Place&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;Louis Vuiton&lt;/i&gt;, a baixa de Lisboa, os saltos altos e os seus maridos e namorados. Embora na realidade saiba que devem ser encornaditas à força toda, viver alapadas no sofá de pijama e a comer massas pré-preparadas, não quis deixar eu também de fazer um &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;sobre o meu fim-de-semana (embora sem o detalhe &lt;i&gt;voyeurista &lt;/i&gt;que elas imprimem) à moda da &lt;i&gt;Pipoca mais Doce&lt;/i&gt;. E reza assim, então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sexta-feira deixei a Faculdade às seis e pouco... do meu gabinete do quinto andar, onde se vê a baixa da cidade toda, desci as escadas (meninos, aproveitem sempre para ir pelas escadas,há-que fazer exercício em todas as ocasiões!)para encontrar o R. cá em baixo à minha espera, depois de ter estado a tomar um café em Cedofeita (adoro as esplanadas de Carlos Alberto, passo lá horas a apanhar Sol e a revitalizar a pele!). Ainda viemos a nossa casa buscar a D., que estava sozinha, tadita da cadelinha... e fomos passear os três pela &lt;/i&gt;&lt;i&gt;city.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O R. teve que ir para o curso (está tão responsável! adoro isso!) e eu fui encontrar a &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Poplex para um divinal jantar em sua casa, regado de um néctar que nos deixou logo bastante faladores após o primeiro copo. A receita? Não sei se ela a dará mas o peito de frango estava suculento, ornamentado por vegetais e legumes e batatinha assada. A sobremesa, um pudim de morangos e framboesas de chorar por mais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0LHzCOSS2Aw/TY8uR5LPYpI/AAAAAAAACy8/ReGkY-rW8as/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://4.bp.blogspot.com/-0LHzCOSS2Aw/TY8uR5LPYpI/AAAAAAAACy8/ReGkY-rW8as/s320/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Eu, o R. e a Poplex no Zoom! Viva la vida!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Preparámo-nos para ir ao &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Zoom, onde o R. ia passar música. Mas eis que ele me fez uma surpresa e ainda passou em casa da &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Poplex só para me dar um beijinho antes de ir!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O &lt;/i&gt;&lt;i&gt;Zoom estava a bombar, dancei tanto (óptimo exercício para perder massa gorda, meninos!) que nem me apetecia vir embora. Foi óptimo encontrar lá a D., minha colega de trabalho: you rock, girl! O Pepetuga, amigo do peito, e os outros todos que vieram ter comigo para me dar dois beijinhos: adoro-vos! Ihihi! Nem preciso de vos dizer como foi o resto da manhã, depois de chegar a casa. Adivinhem, meninos!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No Sábado, acordámos e fomos comer o brunch ao Fim de Boca, na rua da Firmeza. Adorei tudo! Parecia mesmo que estava em East Village! E os cupcakes, como resistir-lhes? Agora para o pessoal que quer perder massa gorda, como eu: vá lá, um cupcake ao sábado, quando estamos com o nosso amor, não faz mal nenhum!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fomos depois dar uma volta pela city: o mar estava super agressivo na Foz mas eu tinha quem me desse a mão o tempo todo! Depois de um fim-de-tarde bem juntinhos a ver o último CSI Las Vegas no sofá com a D., jantámos um sushi de se lhe tirar o chapéu no japonês da Foz. Só de pensar, comeria aquilo de novo! Adoro japoneses! O R. aproveitou a ocasião para me dizer que tinha marcado duas noites num templo budista, quando estivermos no Japão. Oh-la-la! O Pony vai voltar super meditado!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não saímos no Sábado à noite e hoje, Domingo, cá estou a escrever-vos enquanto o R. me prepara o pequeno-almoço. Meninos, tenho que ir ter com ele, senão ele fica chateado: não nos podemos separar mais de 5 minutos! Depois vou calçar as minhas &lt;a href="http://www.highsnobiety.com/news/2011/01/09/adidas-equipment-support-spring-2011-sneakers/"&gt;últimas Adidas&lt;/a&gt; (as minhas são as dos atilhos amarelos!) e fazer jogging para o parque da cidade e aproveitar os primeiros raios de Primavera na city!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Até lá, keep on, dream on and be happy, will you?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Beijos do vosso Pony!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse acéfalo era assim que escreveria. Se bem que, tirando uma invenção ou outra, o meu fim-de-semana foi basicamente isto. E agora em linguagem mais minha, foi bom como o caraças!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7381511155675361551?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7381511155675361551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7381511155675361551&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7381511155675361551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7381511155675361551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/um-fim-de-semana-moda-da-pipoca-mais.html' title='Um fim-de-semana à moda da Pipoca mais Doce'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0LHzCOSS2Aw/TY8uR5LPYpI/AAAAAAAACy8/ReGkY-rW8as/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-4302893157750440985</id><published>2011-03-24T12:35:00.001Z</published><updated>2011-03-29T15:32:41.524+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>E lá se foi o Sócrates. Coitadinho, era tão bom moço!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há lá coisa que não podem negar ao Sócrates é o jeito. O homem é um animal político. Com nada de bom do que a política representa, é claro. É um rato político. Metediço, ardiloso, que ferra os pés durante a noite e consegue levar a dele avante. E não apenas avante, leva a dele até acharem que a dele é de outros e para que, mascarado com o seu felpudo pêlo de &lt;i&gt;hamster&lt;/i&gt;, não acreditem que aquilo é não mais do que uma grande, gorda e farta ratazana de esgoto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem lá conseguiu o que queria: demitiu-se. E demitiu-se fazendo-nos acreditar que não o queria fazer, que nada disto estava meticulosamente preparado em mil e uma assessorias e &lt;i&gt;marketings&lt;/i&gt;, desde o momento em que apanhou o avião para ir enfiar no traseiro da senhora Merkel aquilo que ela queria ouvir. E que não era mais do que um conjunto absurdo de medidas não praticáveis de atentado contra a pobreza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque se deixam tranquilos os ordenados chorudos dos gestores públicos? Só eu conheço um que ganha mais do que o Cavaco, sem dar cavaco a ninguém. Porque não se investigaram projectos que rasgaram milhões e milhões de euros por total despreparação técnica das equipas que os lideraram? E os &lt;i&gt;offshores&lt;/i&gt;, donde saem chuvadas de dinheiro directamente para os bicudos telhados da Madeira e para as gordas contas de quem impõe precisamente os maiores sacrifícios a quem menos tem? E a devida taxação dos lucros da banca? As medidas capazes para combater o emprego precário e a facilitação do despedimento? Porque não se propôs cortar antes nos milhentos projectos publico-privados votados à falência, muito antes sequer de estarem prontos? As reformas milionárias, as nomeações sem qualquer mérito, os compadrios, as cunhazinhas decadentes e os arranjinhos à custa do Presidente da Câmara. Austeridade não passaria antes por aí?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não. Ninguém pode falar disto que senão é "demagogia", que passou a designar algo completamente diferente daquilo que significa, na realidade. Se é demagógico achar que não se deve sujeitar a medidas de austeridade aqueles que mais austeros já são, então viva a demagogia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltando ao Sócrates. O espectáculo ontem foi digno de &lt;i&gt;Oscar&lt;/i&gt;: de um lado os socialistas, pseudo-humilhados mas contentes que só eles, de deixar a batata quente ao próximo na lista. Do outro, o diabo. Porque se o Sócrates era um rato, o Passos Coelho é uma raposa, disfarçada de ovelha e com o Portas agarrado ao rabo sem largar, tipo carraça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É esta a herança que nos deixa o Sócrates: depois de ter recusado negociar com os partidos à sua esquerda as medidas de austeridade, não lhes deixou opção senão que chumbassem o documento: como poderia o PCP cegamente aceitar o corte nas pensões do seu próprio eleitorado? Ou o BE permitir a agilidade dos despedimentos públicos? E, à direita, Sócrates sabia que tinha e tem uma alcateia sedenta de poder, de fazer esses mesmos arranjinhos, agora para uma corja bem pior do que a corja socialista que lá estava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que eleições animam. Há debate, há conversa. Sendo muito em cima da hora não há tempo para muita lavagem cerebral, e isso é bom. Pode ser que se vote mais, que se vote por políticas que não queiram destruir o estado social. Porque vivemos na ideia de que é o estado social que é demais. Mas não é e essa é uma das ideias pré-concebidas mais perigosas da democracia. Não é o rendimento mínimo, nem as pensões, nem as creches públicas, nem os hospitais, nem a CP ou as vacinas do tétano ou os lares do Estado que nos arrastaram para isto. Não foram as indemnizações por despedimento, não foram as prestações por gravidez, não foi o 12º ano grátis nem o salário da senhora professora que nos puseram onde estamos. Tudo isso são migalhas comparadas ao desperdício das contas, às negociatas desastrosas que visam o lucro específico de alguns amigalhaços, à especulação desmesurada conduzida por um neo-liberalismo feroz a quem ninguém fazia frente, que resultaram todos numa catástrofe económica e na falência de um sistema financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não falhou o estado social, embora seja isso que esteja a ser propositadamente destruído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, dizia eu, eleições animam sempre. Acho que sem Sócrates, o PS ia mais longe. Acho que era altura de apostar nos partidos à esquerda, de lhes dar a vez e deixá-los mostrar o que valem. Dos outros todos já sabemos, e pior do que está não fica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coligação que se segue é perigosa: sem o socialismo, palavra que ainda dava algum pejo democrático ao anterior governo, a coligação PSD/CDS vai seguir o caminho podre e fracassado do neo-liberalismo puro. Que implica uma desatenção completa à carência, à pobreza e à fragilidade, para aumentar a pança dos grandes monstros capitalistas de forma totalmente cega e desregulada. Vão-se direitos sociais adquiridos, como a saúde, a educação, as reformas. Vão-se liberdades individuais alcançadas, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a interrupção voluntária da gravidez. Com uma maioria parlamentar, têm toda a legitimidade para voltar atrás com isso e não me parece que seja o Cavaco que os vai impedir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, mais do que nunca em Portugal e na nossa geração, é preciso intervir. Uma pessoa que seja que consigamos convencer a não dar margem de manobra aos partidos da direita, é uma vitória. Uma conversa, um post no Facebook ou um alerta: e mesmo aos menos politizados, convençamo-los a votar, desta vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sim, é utópico pensar que vamos conseguir, claro. Mas vamos lá tentar. Quem diria há umas semanas que o Sócrates se ia? Quem diria há uns anos que dois homens iriam poder casar em Portugal? Quem diria há quarenta anos que eu iria poder escrever este texto? Revoluções acontecem. A primeira delas, e sem dúvida a mais importante e motivadora, tem que acontecer dentro de nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-4302893157750440985?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/4302893157750440985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=4302893157750440985&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4302893157750440985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/4302893157750440985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/e-la-se-foi-o-socrates-coitadinho-era.html' title='E lá se foi o Sócrates. Coitadinho, era tão bom moço!'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6131456328387565026</id><published>2011-03-20T20:42:00.001Z</published><updated>2011-03-29T15:33:30.824+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><title type='text'>Programa de Índio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma expressão brasileira muito engraçada: "programa de índio". Que penso que não tem equivalente em Portugal. Mas para que se fique com uma ideia, "programa de índio" é algo que à partida parecia ser uma coisa boa mas acaba por ser uma seca infernal. Por exemplo, ir para o &lt;i&gt;shopping &lt;/i&gt;sem saber que nesse dia começam os super saldos depois do Natal e aquilo fica impossível de andar; partir de férias numa sexta feira dia 1 de Agosto às seis da tarde, todo entusiasmado, e ficar duas horas para sair da cidade,equipar-se todo para fazer &lt;i&gt;jogging &lt;/i&gt;e ser saudável mas depois acabar numa avenida carregada de escapes de automóveis, ir a Monsanto do dia do piquenicão do Tony Carreira, ir a Fátima no dia treze de Maio para as procissões ou ir para Lisboa no Suburbano, num dia de calor e greve, para poupar 12 euros de bilhete. Acho que já deu para perceber o conceito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje fizemos um "programa de índio". Domingo, no Porto, cerca de 25 graus na cidade, um dos primeiros dias de Sol e calor do ano. Queríamos ir a beira-mar, na Foz. Acabámos por passar uma hora no trânsito da cidade, ladeados por pessoas que vêm ao Porto expressamente porque é Domingo e por velhinhos a quem ninguém ainda teve a sanidade de tirar o carro das mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabámos por não conseguir chegar à Foz. Ficámos em Serralves onde nos aguardava novo "programa de índio": logo à entrada uma fila imensa para comprar bilhetes para os parques, umas quantas crianças aos guinchinhos com aquela da excitação do Sol e, na cafetaria, uma profusão de gente dos &lt;i&gt;outskirts&lt;/i&gt;, nenhuma mesa na esplanada (onde, diga-se só há cinco ou seis e a única coisa para comer uma tosta mista de &lt;i&gt;PanRico&lt;/i&gt; e uns bolos com cara de muito maus amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor fora que tivéssemos ficado em casa a ver filmes. Compensou o lanche ajantarado no &lt;i&gt;El Corte Inglés&lt;/i&gt;, com direito a muito sossego, boas vistas, &lt;i&gt;hamburguer &lt;/i&gt;com ananás, coca-colas e &lt;i&gt;waffels &lt;/i&gt;de chocolate.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo do Porto, estando no Porto e podendo usufruir da cidade durante o ano todo e toda a semana (mesmo a trabalhar, tenho hora de almoço e saio cedo...) porque raios me deu na cabeça de ir para a Foz num Domingo à tarde é algo que ainda não percebi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada contra as pessoas. Nada mesmo. Mas de dia para dia acho que o nosso futuro será numa casa no meio de um monte, cheios de cães, flores e árvores de frutos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6131456328387565026?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6131456328387565026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6131456328387565026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6131456328387565026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6131456328387565026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/programa-de-indio.html' title='Programa de Índio'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-2886597867567095795</id><published>2011-03-17T21:10:00.003Z</published><updated>2011-03-29T15:36:18.505+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Línguas e Literaturas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Uma tarde na Faculdade de Letras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito embora os cursos de Jornalismo e Ciências da Comunicação sejam as ovelhas negras das Faculdades de Letras deste país fora, sempre gostei e fiz questão de dizer que o meu curso era daquela faculdade. Em Coimbra, enquanto outros colegas, com as suas igualmente válidas razões, faziam questão de afirmar o separatismo do nosso curso em relação à Faculdade de Letras, sempre me encantou saber que era àquele universo que eu pertencia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez por, no 12º ano, ter querido muito tirar um curso clássico, de Literatura Portuguesa ou História, mas ter-me faltado, já na altura, coragem para assumir uma vocação, receoso que isso significasse um desemprego certo ou então uma vida lectiva obrigatória. Que inocente fui, na altura. Mas, reparem, quando escolhi o curso de Jornalismo foi o &lt;i&gt;boom &lt;/i&gt;do digital, das televisões temáticas, dos jornais gratuitos. Haveria decerto lugar para mim. E, por outro lado, sempre achei que a realidade ultrapassa largamente a ficção e talvez seja daí o meu interesse pela História. Achei, portanto, que ia escrever sobre "história actual", se é que isso existe, e daí o meu interesse por esta área.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim. Lamentações à parte, é com imenso orgulho que hoje em dia percorro os corredores da Faculdade de Letras do Porto, meu local de trabalho. Como sempre, o Jornalismo está segregado noutro edifício, talvez por causa da parafernália de estúdios e laboratórios que precisamos, mas muito por causa daquela ideia de &lt;i&gt;outsider &lt;/i&gt;de que tanto os jornalistas gostam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, pelos corredores da Faculdade de Letras, senti-me bem. Ouvi inglês sair de uma sala, depois alemão e francês nos corredores. Havia cartazes em Russo, muitos que ofereciam &lt;i&gt;workshops &lt;/i&gt;de várias modalidades, cursos de Pensamento Crítico, de Teoria Marxista, de Filosofia Medieval. Departamentos de História, de Estudos Brasileiros, de Sociologia Política... Professores sem fato nem gravata, alunos de muitas nacionalidades, alguns com aquele ar de &lt;i&gt;freak &lt;/i&gt;que apanhava no secundário, muitas bloquistas de esquerda e um ou outro revolucionário, de panfleto na mão. À porta da Faculdade, um grande mural da Juventude Comunista apelando a uma concentração e pintado na parede, assim como nos tempos do PREC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-L51khvnAdco/TYJ4gTWa6PI/AAAAAAAACy0/kohroZjvL58/s1600/DSC07123.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-L51khvnAdco/TYJ4gTWa6PI/AAAAAAAACy0/kohroZjvL58/s320/DSC07123.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti as pessoas pensarem. É uma sensação engraçada, esta. Provavelmente noutras faculdades sentir-se-á o mesmo, mas é engraçado andar pelos corredores de Letras e, quase que como uma nuvem, ver as palavras todas, as conjugações, as cláusulas verbais e os imensos cadernos de Filosofia, passarem por cima das nossas cabeças e ir encontrar a boca dos vários alunos que lá aconchegavam os livros ao corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É boa, a sensação. Diziam-me uma vez que todos os homens e mulheres que ficaram na História provinham de escolas das Humanidades. É um exagero, claro. Mas muito embora nenhum daqueles miúdos vá poder dar uso ao que sabe sobre Kant ou sobre Engels; embora não vão poder, no mercado de trabalho, mostrar que sabem distinguir Max de Marx ou que percebem perfeitamente os ciclos da História; embora para o empregador do &lt;i&gt;call center&lt;/i&gt; onde vão trabalhar tanto se lhe dá que eles saibam empregar bem o a com &lt;i&gt;agá &lt;/i&gt;e o conjuntivo, resta-me a paz de espírito de saber que é deles e doutros como eles que essa própria História, um dia, quando outros a estudarem, vai falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-2886597867567095795?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/2886597867567095795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=2886597867567095795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2886597867567095795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/2886597867567095795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/uma-tarde-na-faculdade-de-letras.html' title='Uma tarde na Faculdade de Letras'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-L51khvnAdco/TYJ4gTWa6PI/AAAAAAAACy0/kohroZjvL58/s72-c/DSC07123.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7956326832013771627</id><published>2011-03-16T12:20:00.003Z</published><updated>2011-03-29T15:34:19.664+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>Biggest Loser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi no México, a primeira vez. Um episódio qualquer desta temporada, onde a &lt;i&gt;Jillian &lt;/i&gt;se revoltava contra a inércia da &lt;i&gt;Shay &lt;/i&gt;para subir umas escadas de ginásio e esta desistia, sob o olhar implacável dos treinadores. Colei logo nesse pequeno episódio que vi, mas ainda naquela de achar que era um &lt;i&gt;reality-show&lt;/i&gt; cheio de potencial: as pesagens, as transformações, as intrigas no "rancho", enfim... juntava tudo aquilo de que um programa do género vive e que me fazem, por vezes e enquanto ponho o cérebro numa bacia com água morna a descansar de tanta inteligência, ficar colado ao ecrã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não voltei a ver o &lt;i&gt;Biggest Loser&lt;/i&gt; a não ser no verão passado, quando a Sic Mulher passou a transmitir várias temporadas, assim de rajada, todos os dias por volta das dez e meia da noite. A partir daí não perco um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-lzR3ctI-JRc/TYCq62baPjI/AAAAAAAACys/YfNx7g8Pjfk/s1600/biggest-loser.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="https://lh6.googleusercontent.com/-lzR3ctI-JRc/TYCq62baPjI/AAAAAAAACys/YfNx7g8Pjfk/s320/biggest-loser.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diz a &lt;i&gt;Jillian&lt;/i&gt;, aquilo não é um &lt;i&gt;reality-show&lt;/i&gt;, é um estilo de vida. Por incrível que pareça já aprendi muita coisa, não só sobre alimentação e exercício, que é no que se baseia a dieta que os concorrentes fazem, mas também a perseguir algumas pistas que vão dando no sentido de alcançarmos um objectivo, do esforço que isso representa e da noção de que somos a nossa própria história e o nosso corpo reflecte o que nos vai na alma. É incrível como isso é verdade: a matéria é apenas um espelho da nossa vida e da nossa forma de ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que o formato é americanóide, com publicidade a toda a hora, a apresentadora loura-burra e aquele histerismo da final e do rico dinheirinho. Mas abstraindo-nos disso tudo há boas deixas que se pode tirar do que dizem os treinadores, sendo a maior delas a necessidade de concentração e empenho para resolver viver da melhor forma este &lt;i&gt;one shot&lt;/i&gt; que temos e que é a nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7956326832013771627?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7956326832013771627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7956326832013771627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7956326832013771627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7956326832013771627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/biggest-loser.html' title='Biggest Loser'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-lzR3ctI-JRc/TYCq62baPjI/AAAAAAAACys/YfNx7g8Pjfk/s72-c/biggest-loser.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6440021287641888373</id><published>2011-03-14T20:23:00.002Z</published><updated>2011-03-29T15:41:56.388+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Lets talk about "empreendedorismo", shall we?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem muito fala, pouco acerta, lá diz o povo. E a quem muda, Deus ajuda. Fosse eu acreditar em ditos populares e regia-me de manhã à noite pela paranóia. Mas a verdade é que, ainda a respeito da "convulsão social" (não acredito que citei o Cavaco, mas vá, o seu discurso nem foi assim mau de todo, deve ter tido uma ajudinha esquerdista qualquer ou estava bêbedo. Ou, então, esteve no triqui-triqui com a Maria.) apontam-nos (plural majestático, uma dessas coisas que nós, de Letras, sabemos usar) alguma inércia no que respeita a combatividade face ao desemprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então eis que decidi falar da minha experiência. Que podia perfeitamente ser a de muitos dos meus camaradas sem que se desadequasse grandemente o que aqui vou expor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estive desempregado três vezes na minha vida. Da primeira vez, por opção. Tanto fiz e desfiz, aos 21 anos, no meu primeiro emprego (precário, claro, um estágio conseguido por cunha na RTP, às escondidas do IEFP e pago praticamente por envelope) que o resultado foi mandarem-me embora no próprio dia que eu ia dizer que ia embora. Estava acabadinho de licenciar, tinha estagiado (de graça, claro, ou pagando-me 1000 escudos por dia que tinham que ser gastos dentro da RTP) no espantoso "Acontece" e achava que ia ser jornalista. Agora rio-me a bandeiras despregadas mas na altura terem-me posto a fazer resumos de telenovelas, horóscopos mensais e copy paste de artigos de bric-a-brac da revista "Guia" pareceu-me uma afronta. Foi quando me pediram para desenhar sites, ainda em FrontPage, que me deu o "ai jesus" e vim-me embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vejo que o horóscopo da RTP Online havia de ser das coisas mais construtivas que faria nos anos seguintes. Estive quatro meses desempregado. Ou mais ou menos. Porque tirei um curso de Assessoria de Comunicação, Marketing e Publicidade na consagrada AEP, dada por formadores de renome e de intenso valor ao nível dos conteúdos. Ingressei, depois, no JN. "Ah, bom. Foste fazer jornalismo, seu tarado?" Não. Fui para a Direcção de Marketing do jornal, ganhar 500 euros por mês, trabalhando umas 12 (seriam só 12?) horas por dia. E o que fazia? Escolhia se havíamos de vender talheres ou medalhinhas de filigrana com o jornal, atendia telefonemas de pessoal a reclamar que não tinham recebido o peluche do FCP que tinham mandado vir e tirava cafés à chefona. Também arrumava a despensa, empilhava caixas no armazém e ia à costureira ver se já estavam prontos os fatos de homem-aranha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aguentei um ano e meio. Já com a magnífica depressão bem instalada, certo dia morreu-me a minha doce cadela Nina e passei uma semana inteira a chorar. Nada meu. Estava, de facto, tolinho da cabeça. Se calhar a minha doideira devia-se ao facto de, durante esse ano e meio, ter tido quatro empregos. Passo a descrever: levantava-me todos os dias às 7 da manhã e das 7 às 9 traduzia notícias vindas de sites "estrangeiros" para um portal português sobre basquetebol. Fazia-o da melhor maneira que sabia mas, não obstante, acabei por confundir "ankle" com "anca" e não com "tornozelo" e lá me dispensaram do cargo pois tinha detectado a maleita errada ao Kobe Bryant. Se foi pelo meu inglês ou por andar a dormir cinco horas por noite, não sei. Custou-me ficar sem aqueles 200 euros mas... é a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dos empregos desse ano e meio foi no jornal médico "Tempo Medicina". Tudo muito bem, era giro. Era jornalismo. Mas durante esse ano e meio frequentei tanto congresso médico que sabia o que era uma espondilose, o que era um esteoblasto e o que diziam os ensinamentos de Beadle e Tatum. Alguns congressos eram tão chatos (domingo de manhã, no Fórum da Maia...) que chegavam-me a vir as lágrimas aos olhos, tal era o desespero por estar ali e não poder ir embora. Mas, confesso, muitos foram giros e pelo menos sentia que estava a exercer jornalismo. Pagavam-me mal, contavam as palavras e demoravam meses a mandar-me o cheque. Mas vá, dou um desconto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também nesse ano e meio houve uns meses em que fui formador. Preparei o meu cursinho de Jornalismo Electrónico da melhor maneira que sabia e dei umas quantas aulas. Saía do JN a correr e, das 19 às 22, era professor ao fim do dia. Por tudo, ganhei 600 euros por baixo da porta e já depois de muito barafustar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive duas ocupações que me maravilharam do ponto de vista profissional: o meu trabalho como jornalista correspondente da SBS Australia (fazia-o no intervalo para almoço do JN) e o trabalho como jornalista para o Lifecooler, que continua a ser um site de eleição do jornalismo turístico a nível nacional e que me levava, durante o fim-de-semana, a explorar o Norte de Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto acabou ao mesmo tempo, de uma vez só e, claro, com fortes indícios de um esgotamento. Ao todo, nas minhas seis ocupações, não fazia mais de 1200 euros por mês, depois de pagar tudo o que tinha a dever aos órgãos do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que, pelo mesmo preço, me mandei para a Holanda. E aí foi como naqueles anúncios de champôs, quando de repente a floresta se abre e a rapariga vê cachoeiras e passarinhos, um céu azul e uma torrente de estrelas. Senti-me útil, o meu trabalho era valorizado, as instalações, os colegas, o chefe e as tarefas eram em tudo primeiro-mundistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devia-me ter caído um tronco da árvore da floresta quando decidi vir-me embora da Holanda. É que eu achava que Portugal estava melhorzito, estão a ver? Estava já, talvez, demasiado encantado com aquele conto de fadas para achar que haveria de novo um poço negro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Regressado, fui ser guia turístico nas caves do vinho do Porto. Aproveitei que falava cinco línguas fluentemente, fruto da minha Licenciatura e da minha experiência na Holanda, e encarreirava visitas de estrangeiros pela Offley fora. Era muito giro. Também lavava a loiça, o chão, os vidros da montra, servia copos aos clientes e fazia contas na registadora. Mas eu gostava e fi-lo como se estivesse a escrever o discurso de tomada de posse do Obama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só troquei o meu idílio de quase enólogo por um empregozinho na função pública. Era em Lousada, era, mas dos 600 euros que ganhava nas caves, passaria a ganhar 1000. E era aliciante: um projecto europeu, financiado pelo Qren, numa das zonas mais pobres da Europa. Veio-me aquela veia Greenpeace e achei que ia fazer deste país um país melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engano redondo. Todos os dias ia ao Sol ou à chuva para Lousada. Quando aumentou tanto a gasolina que gastava 250 euros por mês na bomba, mudei de carro. Mais um encargo mas era pelo futuro. E quando ficou mesmo incomportável, ia diariamente para o interior de transportes públicos: apanhava o metro às 7.15, a 15 minutos lá de casa, depois o comboio das 8 e, chegando a Penafiel às 8.30, a carreira para Lousada, ali por Caíde e que demorava mais meia hora. Claro que esta boa vontade só durou dois meses e voltei a pegar no carro e a fechar os olhos de cada vez que o abastecia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Lousada, quatro anos. Não me vou alongar no quanto disparatado era todo aquele projecto, de dotar com infraestruturas digitais uma região onde ainda há pessoas a fazer cocó no monte porque não têm WC ou que trabalham todas em caves a coser sapatos. Dinheiro havia a rodos: foram 7 milhões gastos a fazer portais que não são actualizados há dois anos e a instalar um datacenter (ah!ah!ah!) regional. Antes os tivessem espalhado ao ar e aposto que a população local tinha lucrado mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim. Acabou quando acabaram os contratos a prazo. Depois, bye bye baby ou ficas cá a trabalhar de graça. Fiquei um mês e todos os dias me sentia a pessoa mais estúpida do mundo pois além de não receber, estava a gastar diariamente 10 euros para ir trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, cá entre nós, o subsídio de desemprego dava para eu respirar. Também, acho que depois de tanta batalha eu bem merecia. Estive um ano e meio a receber por tudo o que nos outros anos eu já tinha descontado. Durante esse tempo tirei um curso de Escrita Criativa e dois de Espanhol. Ah, e fiz um Mestrado, onde tive uma média de 18 valores e que resultou numa dissertação que está a ser apresentada em conferências em Londres, Nova Iorque, Porto e Osaka, no Japão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como me esquecer: abri uma empresa, a qual a maior satisfação que me vai dar vai ser no dia que a conseguir encerrar. A brincadeira custou-nos horas de sono, euros do banco e muitas dores de cabeça: quando vimos que eram mais as despesas do que as receitas e depois de termos feito de tudo para que a coisa vingasse, a opção é tornar o assunto "itinerante" e não falar mais disso. Ter empresas é para o filho do Belmiro, que tem dinheiro. E quem já teve uma sabe perfeitamente do que falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-25xMDiOylf0/TX50tWfts5I/AAAAAAAACyg/m07FgGEZF1o/s1600/DSC07207+-+C%25C3%25B3pia.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="https://lh5.googleusercontent.com/-25xMDiOylf0/TX50tWfts5I/AAAAAAAACyg/m07FgGEZF1o/s320/DSC07207+-+C%25C3%25B3pia.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje faço o que gosto. Precário, obviamente. Ganho menos do que a mulher-a-dias da minha mãe, não a desprezando, claro, que aquilo de meter os dedos no ralo do lava-loiças não é para qualquer um. Mas estou contente: os projectos são estimulantes, sinto-me produtivo, gosto do ambiente de trabalho e tenho um orientador motivado, motivador e concentrado nos objectivos. Acordo todos os dias com vontade de ir para a Faculdade e nem o facto de hoje, às 21, ter uma entrevista com um senhor do PSD me parece causar incómodo: "quem corre por gosto não cansa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que por muito que me esforce por ser o melhor, como me esforcei sempre, há-de chegar o dia em que vai acabar, já estou habituado. Por muito que me mostre bom, capaz, empreendedor. Por muito que me entusiasme e procure ultrapassar-me todos os dias a mim próprio. Haverá um dia em que me dirão, por força das circunstâncias, que aquilo terminou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada que me assuste. Esta geração está habituada a num dia vender compotas e no outro dar conferências na New York University. Somos versáteis, inteligentes e activos. E é precisamente isso que incomoda tanta gente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6440021287641888373?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6440021287641888373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6440021287641888373&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6440021287641888373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6440021287641888373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/lets-talk-about-empreendedorismo-shall.html' title='Lets talk about &quot;empreendedorismo&quot;, shall we?'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-25xMDiOylf0/TX50tWfts5I/AAAAAAAACyg/m07FgGEZF1o/s72-c/DSC07207+-+C%25C3%25B3pia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-8977186081499953746</id><published>2011-03-13T19:42:00.002Z</published><updated>2011-03-29T15:37:31.042+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Porto, 12 de Março de 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="290" src="http://www.youtube.com/embed/Iuv5GJlTVf8" title="YouTube video player" width="440"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A maior manifestação democrática da minha geração. Uma daquelas cabecitas castanhas era eu. Ou melhor, eu era todas elas e mais uma ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-8977186081499953746?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/8977186081499953746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=8977186081499953746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8977186081499953746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8977186081499953746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/porto-12-de-marco-de-2011.html' title='Porto, 12 de Março de 2011'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Iuv5GJlTVf8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5619635471991029492</id><published>2011-03-13T00:44:00.009Z</published><updated>2011-03-29T15:39:45.711+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto dos Sentidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>12 de Março de 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-PfTPuAsrIWM/TXwa_82sn5I/AAAAAAAACvg/U8rSNMadweo/s1600/P1030974.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PfTPuAsrIWM/TXwa_82sn5I/AAAAAAAACvg/U8rSNMadweo/s400/P1030974.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583367324002197394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quero escrever enquanto a coisa ainda me sai a quente. Não que acredite que vá arrefecer depois mas porque sei que ferverá e aí as palavras vão sair-me com menos destreza, porque já não serei só uma voz mas um vulcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui hoje personagem na maior demonstração de poder democrático de que há memória no meu país. No 25 de Abril, o povo saiu à rua, sim, mas escoltado pelos militares, que instigaram e protagonizaram a revolução. Hoje não, éramos só nós. Sozinhos no nosso número de trezentos mil, porque é precisamente disto que esta manifestação se trata: de nos mostrarmos como indivíduos autónomos, sem sermos a cara de um recibo nem o tal óleo de uma engrenagem qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti a muitos momentos que irão fazer parte do meu caderno de memórias. Esse tão cheio de paisagens, de sentimentos, de momentos e de eternalizações. Não contávamos com metade, nem sequer com um terço, para ser franco. Se mesmo de entre nós havia quem não compreendesse o elan que nos fez saltar à rua; se mesmo entre nós, alguns, os mais acomodados, sem que disso faça uma crítica, não compreendiam a urgência de criar uma plataforma que não fosse apenas virtual... E depois a história do povo português, do portuense de shopping center e calça de fato de treino e da mãe que prefere ficar a ver a novela e o puto comido pelos jogos da Playstation... Esses todos criaram-me a ideia de que iria à baixa da minha cidade para vir de lá desiludido e com a ideia de ter perdido uma tarde de Sábado a ver televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me enganei desta forma outra vez na vida: na prova global de Métodos Quantitativos. Ao chegar à Trindade já os víamos, descendo a Rua da Firmeza, firmes em braços e em punhos ao alto, de cartazes duros, certos, certeiros, muitos. Mais ainda. Muitos mais do que imaginara na noite anterior, ao desligar-me da página do Facebook e ao pensar "Oxalá não chova!" E não choveu, nem uma gota. Caíram do céu antes frases de tambores e de assobios e de muita harmonia. Tanta, mas tão genuína, que me deu aquela alegria de entrar num parque de diversões onde de repente todas as minhas mais remotas fantasias de comunidade se materializavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi tamanho emaranhado de fauna urbana: de tribos, idades, cores, nações, orientações, crenças, formações, profissões, corações, eu sei lá. De um lado o tal velhote com um cravo, que de repente era uma criança loura que o segurava, às cavalitas do pai. Do outro lado as nossas mães todas e todas juntas de uma vez só e do outro os filhos delas, cheios de piercings e de rastas ou todas elas Benetton e de argolas de papagaio penduradas nas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha gritado que o povo unido não seria jamais vencido porque parece que guardei esses berros para o momento que hoje vivi. Que pode não dar em nada, pode. Mas e depois, meu? Deu em tudo naquele momento, deu em tudo para nós, que o vivemos e que o vamos contar aos sete mares com toda a força dos mesmos pulmões que hoje perguntavam, para cima: "E o povo, pá?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo estava ali. Nunca tinha visto povo, de facto. Povo todo, palavra povo sem qualquer conotação ideológica: simplesmente povo. Ou simplesmente Maria, a senhora que subiu ao palanque e agarrou no microfone para dizer o que lhe ia na alma. Rosa Maria. Que falou da filha assassinada e do neto desempregado. Que nunca falou na vida mas que ali foi estrela e teve uma audiência de milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta manifestação foi isso mesmo. Deu voz à Rosa Maria. E só por isso já valeu a pena. Causa-me uma repulsa viscosa os "Velhos do Restelo" que mais tarde, dos seus tronos televisivos, se aprontaram a vir criticar o facto de terem dado voz àquela Maria. Que ali era tão povo quanto eu, quanto as pessoas que educadamente nos tocavam nas costas quando queriam passar, todas elas sem sexo nem idade, porque fomos um só, um corpo feito por milhares de vozes que pela primeira vez na vida conseguiram ser ouvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais não seja, e com toda a certeza, ouvimo-nos todos a nós próprios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5619635471991029492?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5619635471991029492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5619635471991029492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5619635471991029492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5619635471991029492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/12-de-marco-de-2011.html' title='12 de Março de 2011'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PfTPuAsrIWM/TXwa_82sn5I/AAAAAAAACvg/U8rSNMadweo/s72-c/P1030974.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-9004407262597466580</id><published>2011-03-10T22:45:00.005Z</published><updated>2011-03-29T15:35:29.428+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Manifesto nada precário</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei bastante antes de escrever sobre o assunto. Porque não tenho todos os dias de ir de pés descalços pelo campo fora sobre a geada desenterrar a batata lá ao fundo, nem a minha mãe tem que lavar escadas das casas dos ricos e apanhar três autocarros para chegar a casa, onde não vai encontrar o meu pai alcoólico, nem os meus avós a definhar numa cama sem qualquer assistência social ou médica, tal como não tenho uma irmã analfabeta que engravidou aos quinze anos e casou com um toxicodependente. Ao contrário de muitos por esse não-tão-interior fora, não tenho que com a minha família toda coser sapatos na cave e rezar para que o homem da Inditex não baixe os preços à peça, porque fechámos mal a sabrina que há-de enfeitar os pés duma mula qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada disso. Sou de uma boa família, dir-se-ia há uns tempos atrás. Os meus pais sempre me ensinaram que era pelo caminho do bem que se chegava lá, sempre tive à minha volta exemplos de pessoas lutadoras, como a minha avó, que viajou oceanos por amor e curiosidade, num tempo em que as meninas nem atravessavam a estrada sozinhas e conseguiu vingar como médica num mundo de homens. Venho de um lar pacato, sem grandes acontecimentos catastróficos, onde nunca faltou "comida na mesa e amor no coração". Onde nunca estive à rasca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou, aliás como a grande maioria dos meus amigos, um menino mimado. Mimado de amor, de brinquedos, de animais de estimação e de um sem fim de facilidades pelas quais nada tive que fazer. Que me foram servidas de bandeja por pertencer a uma classe média confortável, que viajava todos os anos, com empregos estáveis e inquestionáveis e onde sempre estive protegido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto-me parvo ao perguntar-me a mim próprio, passo a redundância, qual a razão de sentir uma validade enorme e uma identificação tão próxima com a contestação social inerente à chamada "geração à rasca". Se sou um privilegiado, queixo-me de quê? E com que legitimidade vão sair à rua tantos jovens como eu, que, como dizia alguém num comentário qualquer, "nem um almoço sabem fazer, quanto mais uma manifestação?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é precisamente por tudo isto que eu tenho que sair à rua e gritar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todo o lado chegam as vozes das raposas, seja a Isabel Stilwell, o Sousa Tavares ou o Caldeira Cabral, todos eles refastelados nos seus tronos de cunhas e trocas de favores, de nada saber dizer e estarem contentes porque é para isso mesmo que lhes pagam. Desfasados de qualquer noção do real, tenho a certeza absoluta de que nenhum deles jamais sentiu ao de leve o que é a hedionda sensação de estarmos a desiludir as pessoas de quem mais gostamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito mais do que queixar-me da renda cara, que não tenho, ou do salário parco, ou dos recibos verdes ou dos estágios, eu protesto e insurjo-me com a maneira com que andam a tratar os filhos dos nossos pais. Porque ninguém saberá, até chegar lá, qual é a sensação de uma mãe que vê o filho trabalhar sem receber, que nota de dia para dia o empalidecer de uma esperança e que se lembra daquela expressão brilhante nos olhos dele quando, há anos, lhe ligou logo após ver as colocações na Faculdade, aos gritos de alegria, a dizer "Mãe, vou ser jornalista!"; "Mãe, vou ser a maior escritora de sempre!"; "Mãe, vou ser professora!"; "Mãe, vou ser como tu!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não, não vais. Vais-te arrastar nos dias, vais experimentar de tudo um pouco, até colchões vais andar a vender. Vais-te enrolar no sofá nos primeiros meses de desemprego e eu vou olhar por ti. Vais depois levantar-te, sair de casa e aceitar qualquer coisa e como qualquer coisa não existe vais voltar ao sofá e eu cá estarei para te enrolar nos braços como o meu bebé para quem sonhei o mundo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prometeram-nos mundos e fundos e estão constantemente a pedir-nos a última prestação. "Mais um esforço, vá, és jovem"; "Mais um estagiozinho aqui e uma bolsa ali... e depois vais ser como o teu pai, vais ver!" Na constante sensação de que não merecemos, de que estamos assim porque queremos, porque somos preguiçosos ou então pior, pecado dos pecados, fomos para Letras. "Ai querias fugir à Matemática, não era? Então vegeta aí agora na tua cadeira do call center, a aturar velhas chatas o dia todo! Fosses ser engenheiro informático e estavas rico! Achavas que eras filho do Sócrates, era?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esse remoer, esse redemoinho que, qual dor de dentes, se vai avançando nos anos e nos dando a todos uma letargia doentia, é que é preciso combater. Somos todos filhos dos nossos pais, somos todos inteligentes, formados e temos vontade de trabalhar. Nós somos ainda melhores. E merecemos, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Merecemos fazer o que queremos e receber por isso um salário justo. Merecemos cuspir na cara de quem nos diz que músicos, escritores, filósofos, historiadores e professores de Literatura são menos importantes para o país e têm menos lugar do que engenheiros informáticos e técnicos de ar condicionado. Faz-me sempre lembrar as filas de Auschwitz e "A Lista de Schindler", quando perguntaram a profissão a um judeu e, sendo ele professor de Literatura, o mandaram matar, por "não ser necessário". Lembremo-nos da História: alguém sabe quem fez o papel onde foram escritos "Os Lusíadas"? São os artistas que mexem, que fazem avançar, que ganham a eternidade. Não somos menos, somos válidos, temos as ideias e merecemos ser por elas bem pagos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estarei no Sábado na Praça da Batalha, faça chuva ou faça Sol. Para honrar o esforço mensal com que a minha família me pagou anos de estudo, para mostrar à minha avó, a tal médica que teve na alma a sede de viajar, que isto tudo não foi em vão. Que fui o melhor resultado do mundo, que cada hora, cada minuto, cada segundo, ela poderá ter orgulho em mim, e não será um empregador precário que lhe dirá o contrário. Nem os mercados, nem o Cavaco e nem a crise inventada para lhe ceifarem os sonhos ao neto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais não seja, porque tenho opinião, porque não sou influenciável, porque acredito em mim e no que eu fiz de mim. E porque grito bem alto, quanto mais não seja em palavras escritas (vai-se lá saber tenho jeito para elas, mais valia ter-me dado antes para o software...), que isto é injusto, que só morto vou acreditar que as coisas não mudam e que todos nós, os que lá estarão, valemos ouro. Não somos preguiçosos, não somos imaturos, não somos enrascados nem parvos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos, afinal de contas, os filhos da nação, dos quais me orgulho e que embora não tenham 13º mês nem ADSE, têm voz e punhos para dar a volta e fazer o mundo acreditar que será pelas nossas mãos que isto vai mudar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-9004407262597466580?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/9004407262597466580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=9004407262597466580&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/9004407262597466580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/9004407262597466580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/manifesto-nada-precario.html' title='Manifesto nada precário'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5712721314988237303</id><published>2011-03-10T12:28:00.003Z</published><updated>2011-03-29T15:35:44.851+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Eu também sou da Geração à Rasca!</title><content type='html'>&lt;embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/R6m4p048Un8nofPKQPv2/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="410" height="281"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem feita pelo SAPO. A entrevista aqui ao Pony. Não foram escolhidas as minhas melhores tiradas mas vá, não está nada mal. Enjoy!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5712721314988237303?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5712721314988237303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5712721314988237303&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5712721314988237303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5712721314988237303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/eu-tambem-sou-da-geracao-rasca.html' title='Eu também sou da Geração à Rasca!'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-3353208510090135012</id><published>2011-03-07T12:33:00.004Z</published><updated>2011-03-29T15:36:43.863+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Línguas e Literaturas'/><title type='text'>Dois minutos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já desde manhã que me estava a preocupar contigo, tanto que nem terminei bem a aula. Mas terminei-a no tempo certo, na hora que estava planeada. Da secretária, vi os alunos saírem com uma ordem aristotélica, sem se demorarem. E até aquela que detestas foi embora encarreirada com os outros, não ficou para trás para o habitual quarto de hora de bajulação ao Professor de História do Séc. XX. Olhei-os fechar a porta: o último levantou-me a mão em adeus mas nem lhe respondi: estava preocupado contigo. Ainda nem a porta tinha batido já tinha posto as folhas na pasta e pensava que hoje em dia já nem era preciso trazer aquela quantidade de papel imensa para as aulas. Nesses três segundos que levei da secretária à porta não pensei em ti, embora estivesses sempre dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo corredor da Universidade, ninguém. Facto estranho àquela hora de almoço. Nem o porteiro, nem a menina loura do economato. E graças a Deus que não encontrei a Miss Parker, sempre a travar-me o caminho pelos corredores, com as perguntas obsoletas sobre... enfim, sobre tudo. Não há nada que Miss Parker não pergunte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À saída vi que o dia se tinha transformado num imenso clarão de Sol e Primavera e que os alunos se sentavam cá fora, em degraus e em relva, todos muito filme onde deveria entrar o Jeremy Irons. Sorri com a ideia, enquanto via o meu carro reluzir vermelho escuro lá ao fundo, no lugar do costume. "Sortudo do Almeida Lopes", pensei, "que tem lugar mesmo à porta do departamento. Lá chegaremos, um dia..." E de novo tu, e a tua imagem que não me saía da cabeça desde manhã cedinho, quando te deixei com um beijo e uma promessa de voltar cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasta no banco de trás, sentei-me para iniciar a viagem até ti. Marcha atrás. Cinco metros até ao portão do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;campus&lt;/span&gt;, onde estava, aí sim, a boa figura do porteiro novo, todo aperaltado no seus vinte e poucos anos de responsabilidade pelo cargo. Fiz-lhe a continência habitual, com um sorriso. Sabia que tinha sido militar e era a minha forma de ganhar alguma confiança com ele. É preciso. Afinal de contas, são mais os dias que me esqueço do cartão do parque do que aqueles que o trago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À saída, um carro trava a minha passagem. Habitual. Buzino, impaciente. Embora te tivesse esquecido por estes minutos, não esquecera a minha necessidade de chegar a ti. Saio do carro e o jovem porteiro já lá não está. Buzino de novo e de dentro do carro que me impede a passagem para a rua, nem vivalma. Dois minutos, talvez menos... chega uma desengonçada gordinha cheia de papeis debaixo do braço. "Foram dois minutos!", ainda reclama, contra os meus braços abertos em sinal de espanto. "Foram dois minutos do meu tempo!", respondo-lhe enquanto volto a entrar no meu carro. Lá dentro, "California Dreamming" e eu sem paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo me parecia mais quente, depois de ter passado aqueles dois minutos à espera que a senhora gorda desimpedisse a passagem. Mais à frente, um sinal vermelho... "Não fosse ela ter-me impedido a passagem e teria conseguido passar no amarelo..." Depois, em frente ao quartel militar, um grupo de uns doze magalas atravessam a passadeira mesmo em frente a mim e ainda, depois, um cão e um gato à bulha saltam-me mesmo para a frente do carro, obrigando-me a travar a fundo para não os ferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois minutos que esperei para que pudesse avançar tinham-se transformado em sete ou oito. E mais dois porque tive que me afastar da via principal para deixar passar a ambulância. Ao virar a esquina da nossa rua, uns doze minutos mais tarde do que aqueles que deveriam ter sido, vi que alguém, mesmo à minha frente, me ocupara o último lugar disponível e ia ter que deixar o carro em segunda fila. Preocupei-me novamente contigo, mas já ali estava, e já te ia encontrar. E almoçaríamos juntos no nosso jardim, eu com uma revista aberta sempre na mesma página (porque ficava antes a ouvir-te) e tu com muitas palavras no ar, como sempre e como eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei mais uma vez naqueles dois minutos à espera, que se tinham transformado em vinte. E em como as pessoas conseguem dispor assim do tempo dos outros, sem que nada as faça sentirem-se culpadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois minutos antes tivesse eu voltado a chave na fechadura e teria sido capaz de segurar a tua queda no jardim. Não te terias encavalitado no muro para ver se me vias chegar, no carro. E o banco para onde subiste não teria tombado, porque estaria contigo. E não te terias tentado, em vão, segurar com os dedos na cal do muro nem estarias agora sem sinal de vida, com o corpo caído na própria mancha de sangue com que a tua testa foi encontrar o vaso pontiagudo que nos deu a tia lá de cima. Não viria a tua mãe a chorar ter comigo, exclamando que estavas aflita que não chegava e que tinhas a mania de me ir espreitar no muro. Nem teria eu que pegar no teu corpo morto e deitá-lo na relva, mistura de inocência das crianças que nunca deixarão de o ser.&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não disponham do tempo dos outros como se fosse o vosso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-3353208510090135012?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/3353208510090135012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=3353208510090135012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3353208510090135012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3353208510090135012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/dois-minutos.html' title='Dois minutos'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7281205251387014155</id><published>2011-03-07T11:49:00.004Z</published><updated>2011-03-29T15:42:22.564+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><title type='text'>Nariz torto</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos onze meses caí da cama abaixo. Estava provavelmente a dormir sossegadinho e, em algum sonho desses que tenho e que ainda me põem às voltas na cama, devo ter calculado mal a distância e esparramei-me no chão do quarto. Eu, com o meu casaquinho de lã amarela feito pela minha mãe, de onze meses apenas e com a cara espetada no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O susto é fácil de adivinhar: deve ser daquelas visões de terror, encontrarmos o nosso bebé a chorar no chão do quarto. Mas logo fui muito bem assistido: resultado final, tinha partido um braço e andaria de gesso nos meses seguintes. Gesso esse que ainda tenho e que foi assinado pelos outros e assassinado por mim, que atirava o braço contra janelas e pessoas, fazendo daquela a primeira arma de arremesso com que brinquei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passou e a história da queda da cama virou memória. Ninguém falava muito dela até eu ter ido ver o que se passava com o meu septo nasal, há uns vinte anos atrás. O senhor doutor, na altura, ficou abismado com o desvio do meu septo nasal. Noutras palavras, em quanto o meu nariz é torto lá dentro. E associou esta condição à minha queda da cama, em pequeno. Quando toda a gente apenas pensava que o problema estava no braço, eu bem que alertava para que me vissem o nariz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí vieram a sinusite e a rinite. As dores de cabeça, também. O sofrimento surrealista com a despressurização nos aviões. Que trouxeram por arrasto muito má disposição, muita manhã a espirrar e muita noite de funga funga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mal sabia eu que aquele voo da cama abaixo ia ser responsável por uma das maiores condicionantes da minha vida. É de pequenino que se torce o pepino: eu preferi antes torcer o nariz.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7281205251387014155?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7281205251387014155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7281205251387014155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7281205251387014155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7281205251387014155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/nariz-torto.html' title='Nariz torto'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7147139931429939165</id><published>2011-03-04T16:27:00.004Z</published><updated>2011-03-29T15:42:54.353+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>Mad as a Hatter</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque dantes o feltro dos chapéus era tingido com mercúrio-cromo e os chapeleiros acabavam por desenvolver o Síndroma de Korsakoff, caracterizado, entre outras coisas, por delírios, amnésias e confabulações, ou seja, memórias inventadas que são ditas como verdadeiras. A absorção de mercúrio-cromo pela pele, nos chapeleiros do séc. XVIII e XIX, acabava sempre por dar para o torto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E daí os não-aniversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-367tFEs-kaE/TXEd9hqYGLI/AAAAAAAACrk/HM3ozZ7x-hY/s1600/The-Mad-Hatter-johnny-depp-9794346-616-345.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 224px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-367tFEs-kaE/TXEd9hqYGLI/AAAAAAAACrk/HM3ozZ7x-hY/s400/The-Mad-Hatter-johnny-depp-9794346-616-345.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580274356134090930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Why is a raven like a writing desk?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Because it can produce a few notes, though they are very flat; and it  is nevar put with the wrong end in front!". This, however, is merely an  afterthought; the Riddle as originally invented, had no answer at all"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7147139931429939165?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7147139931429939165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7147139931429939165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7147139931429939165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7147139931429939165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/03/mad-as-hatter.html' title='Mad as a Hatter'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-367tFEs-kaE/TXEd9hqYGLI/AAAAAAAACrk/HM3ozZ7x-hY/s72-c/The-Mad-Hatter-johnny-depp-9794346-616-345.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-1492778254315188483</id><published>2011-02-28T20:17:00.007Z</published><updated>2011-03-29T15:43:13.233+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: Lady Liberty e alguns dos mais belos postais da cidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-KSSGcxxEoTQ/TWwDVD5yOXI/AAAAAAAACq0/y2GlgfZsTf8/s1600/DSC07716.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KSSGcxxEoTQ/TWwDVD5yOXI/AAAAAAAACq0/y2GlgfZsTf8/s400/DSC07716.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578837698765011314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A gaivota a voar sobre a junção do Rio Hudson com o East River, com Manhattan por trás. Ninguém diria que estavam uns seis graus negativos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Ef_SOKM6PlQ/TWwDcrXwyJI/AAAAAAAACq8/M3RF_os8stE/s1600/DSC07717.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ef_SOKM6PlQ/TWwDcrXwyJI/AAAAAAAACq8/M3RF_os8stE/s400/DSC07717.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578837829618813074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É sem dúvida uma das mais imponentes imagens que já vi. A selva urbana, a bordo do ferry que faz a ligação à Estátua da Liberdade, impressiona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-D1pbNDpg9is/TWwDxQJPktI/AAAAAAAACrE/naM2TEAI4Ro/s1600/DSC07743.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-D1pbNDpg9is/TWwDxQJPktI/AAAAAAAACrE/naM2TEAI4Ro/s400/DSC07743.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578838183087411922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estátua da Liberdade, Lady Liberty, recebendo os emigrantes que chegavam à Terra Prometida. Ainda estarão por lá os mesmos ideais da altura? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lo dudo, lo dudo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-3lzm98v24nA/TWwFqbdc_wI/AAAAAAAACrc/o1Cg48oDflA/s1600/DSC07729.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3lzm98v24nA/TWwFqbdc_wI/AAAAAAAACrc/o1Cg48oDflA/s400/DSC07729.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578840264889138946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hsC665cooM4/TWwFJoSdunI/AAAAAAAACrM/XtvsTZyPSW0/s1600/DSC07747.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hsC665cooM4/TWwFJoSdunI/AAAAAAAACrM/XtvsTZyPSW0/s400/DSC07747.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578839701397027442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Manhattan cercado e resguardado dos outros: é assim para a maioria do mundo. Parece-me um oásis erguido no meio de um continente de gelo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Gb802mpPEaM/TWwFWymnsMI/AAAAAAAACrU/JvXx3hDD_HQ/s1600/DSC07751.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Gb802mpPEaM/TWwFWymnsMI/AAAAAAAACrU/JvXx3hDD_HQ/s400/DSC07751.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578839927504220354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O monumento nacional de Ellis Island, onde chegavam os já imigrantes europeus no início do séc. XX. Será que tenho algum dos meus apelidos escrito naquelas paredes?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-1492778254315188483?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/1492778254315188483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=1492778254315188483&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1492778254315188483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1492778254315188483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-lady-liberty-e-alguns-dos-mais.html' title='NY Cards: Lady Liberty e alguns dos mais belos postais da cidade'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KSSGcxxEoTQ/TWwDVD5yOXI/AAAAAAAACq0/y2GlgfZsTf8/s72-c/DSC07716.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5069563928521281490</id><published>2011-02-28T19:44:00.007Z</published><updated>2011-03-29T15:43:32.703+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: Financial district, where the money rolls in!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PDVQN2aV6fg/TWv_RzguVpI/AAAAAAAACps/Kr436jEapb8/s1600/DSC07610.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PDVQN2aV6fg/TWv_RzguVpI/AAAAAAAACps/Kr436jEapb8/s400/DSC07610.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578833244778813074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Wall Street já serviu de cenário a tantos filmes... mas garanto-vos que é apenas uma rua cinzenta, grande e cheia de arranha-céus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-NHMyDERRD5Y/TWv_bMhUF2I/AAAAAAAACp0/Q0GLbc4FkX4/s1600/DSC07615.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-NHMyDERRD5Y/TWv_bMhUF2I/AAAAAAAACp0/Q0GLbc4FkX4/s400/DSC07615.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578833406110996322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No fundo, é esta casinha que manda no mundo capitalista: a Bolsa de Valores de NY. Mais austeridade? Aposto que foi por causa de qualquer coisa que se passou entre aquelas quatro paredes...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-4hnGnOeBgwU/TWv_llHkLfI/AAAAAAAACp8/CNKFEwT95Ds/s1600/DSC07616.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4hnGnOeBgwU/TWv_llHkLfI/AAAAAAAACp8/CNKFEwT95Ds/s400/DSC07616.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578833584512577010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Reserva do Banco Federal. Mais um edifício neo-clássico com a estátua de um senhor à frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hNsY2knT48k/TWv_5TAjZDI/AAAAAAAACqM/nrRGjaQlBRM/s1600/DSC07621.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hNsY2knT48k/TWv_5TAjZDI/AAAAAAAACqM/nrRGjaQlBRM/s400/DSC07621.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578833923248710706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O centro do capitalismo com a tímida Tritiny Church lá ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Rg-5KE5jI3I/TWwAHQtDejI/AAAAAAAACqU/fMY3iNwxc1o/s1600/DSC07626.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Rg-5KE5jI3I/TWwAHQtDejI/AAAAAAAACqU/fMY3iNwxc1o/s400/DSC07626.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578834163148225074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Museu da Polícia de NY: destroços recuperados do cenário do World Trade Center.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-gBQsvsx2cTE/TWwAVuSk5AI/AAAAAAAACqc/qw7xlYRYME0/s1600/DSC07636.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gBQsvsx2cTE/TWwAVuSk5AI/AAAAAAAACqc/qw7xlYRYME0/s400/DSC07636.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578834411608400898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nova loja da Tiffany's: afinal há dinheiro e há pessoas a gastá-lo. Palavra de honra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-JrkA0xF2M1g/TWwAjC-HAtI/AAAAAAAACqk/aOuW-HzJYe4/s1600/DSC07642.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JrkA0xF2M1g/TWwAjC-HAtI/AAAAAAAACqk/aOuW-HzJYe4/s400/DSC07642.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578834640498000594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sim, o Big Brother está sempre a observar. Especialmente aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mcAZmFintH4/TWwArd1G26I/AAAAAAAACqs/jc2q2iy9ea4/s1600/DSC07649.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mcAZmFintH4/TWwArd1G26I/AAAAAAAACqs/jc2q2iy9ea4/s400/DSC07649.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578834785146952610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O World Trade Center. Não deu para ficarmos impressionados porque estava tudo tapado da vista dos turistas. Mas algures aqui, aconteceu uma das maiores tragédias do novo milénio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5069563928521281490?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5069563928521281490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5069563928521281490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5069563928521281490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5069563928521281490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-financial-district-where-money.html' title='NY Cards: Financial district, where the money rolls in!'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PDVQN2aV6fg/TWv_RzguVpI/AAAAAAAACps/Kr436jEapb8/s72-c/DSC07610.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5290015144259723054</id><published>2011-02-28T19:12:00.009Z</published><updated>2011-03-29T15:43:49.018+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: os bairros giros de Greenwich Village, Soho, East Village, Little Italy e Chinatown</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-vAC_moeL7xc/TWv1jSo3ZVI/AAAAAAAACo8/btDbvuPLqNU/s1600/DSC07603.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vAC_moeL7xc/TWv1jSo3ZVI/AAAAAAAACo8/btDbvuPLqNU/s400/DSC07603.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578822550075958610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem sombras de dúvidas: as melhores lojas estão no Soho. Tudo o que se possa imaginar existe lá, tem mais uma cor ainda que aquelas que imaginámos e há em 10 tamanhos. Dos preços é que nem vale a pena falar, claro...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-hCTwqTA9mz0/TWv138GULAI/AAAAAAAACpE/ks9QOZl1EDA/s1600/DSC07667.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hCTwqTA9mz0/TWv138GULAI/AAAAAAAACpE/ks9QOZl1EDA/s400/DSC07667.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578822904802716674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um parque para cães em East Village: sabemos o nível de civismo de uma sociedade pela forma como tratam os animais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-WYw2phfNx_A/TWv2VtPmwVI/AAAAAAAACpM/uWFW42GuqSw/s1600/DSC07675.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WYw2phfNx_A/TWv2VtPmwVI/AAAAAAAACpM/uWFW42GuqSw/s400/DSC07675.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578823416211226962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das entradas de Chinatown, onde de repente mergulhámos na Ásia profunda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-RbxetpLDwOg/TWv2myaF1AI/AAAAAAAACpU/DkcxB9y_-lo/s1600/DSC07679.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RbxetpLDwOg/TWv2myaF1AI/AAAAAAAACpU/DkcxB9y_-lo/s400/DSC07679.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578823709655159810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O meu lugar preferido de NY: Little Italy. Que saudades da Toscânia e da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vera famiglia!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tutti buona gente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-snEIfPaBE14/TWv31NaXFII/AAAAAAAACpc/a9qRSBfyvss/s1600/DSC07702.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-snEIfPaBE14/TWv31NaXFII/AAAAAAAACpc/a9qRSBfyvss/s400/DSC07702.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578825056933844098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em Greenwich Village, talvez o único sítio da cidade onde me apeteceu morar. Em tudo parecido com Londres e a Europa, com as suas lojas alternativas, a gay street, os barzinhos cozy... mas para isso mais vale o original, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-U1shNn2h-o8/TWv39Ye-iWI/AAAAAAAACpk/KBE79PQPEI4/s1600/DSC07704.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-U1shNn2h-o8/TWv39Ye-iWI/AAAAAAAACpk/KBE79PQPEI4/s400/DSC07704.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578825197344950626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;NY by night e depois de um fantástico jantar... alguns cenários míticos como a loja onde a Madonna &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sND4Ppnho2Q"&gt;trocou o casaco por umas botas&lt;/a&gt; em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desesperadamente Procurando Susana&lt;/span&gt; (recentemente transformada num restaurante japonês) ou esta réstia da NY punk rock, a loja "Trash".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5290015144259723054?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5290015144259723054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5290015144259723054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5290015144259723054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5290015144259723054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-os-bairros-giros-de-greenwich.html' title='NY Cards: os bairros giros de Greenwich Village, Soho, East Village, Little Italy e Chinatown'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vAC_moeL7xc/TWv1jSo3ZVI/AAAAAAAACo8/btDbvuPLqNU/s72-c/DSC07603.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-6269717215738696460</id><published>2011-02-28T18:51:00.006Z</published><updated>2011-03-29T15:44:03.844+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: Times Square</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-BvOcA1Ywtg4/TWvvxNJliYI/AAAAAAAACoU/iR9AqrQuH5w/s1600/DSC07597.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BvOcA1Ywtg4/TWvvxNJliYI/AAAAAAAACoU/iR9AqrQuH5w/s400/DSC07597.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578816192050989442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esta praça, nomeada por ser o local da antiga sede do jornal "The  New York Times", é realmente o centro do mundo, ou assim tem pretensões a  ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-nN08OpEAqXo/TWvwPhqaCiI/AAAAAAAACoc/5je9zNlVUys/s1600/DSC07598.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-nN08OpEAqXo/TWvwPhqaCiI/AAAAAAAACoc/5je9zNlVUys/s400/DSC07598.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578816712953432610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É impossível captar tudo: os neóns são aos milhares e parecem encetar uma autêntica batalha pela nossa atenção. Tudo treme, muda de cor, pisca, splasha, brilha e é grande.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-d7NXKZJ7h0w/TWvwtf2wgII/AAAAAAAACok/01AazFFyWUQ/s1600/DSC07595.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-d7NXKZJ7h0w/TWvwtf2wgII/AAAAAAAACok/01AazFFyWUQ/s400/DSC07595.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578817227864440962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há muito para fazer: dos musicais da Broadway aos caça turistas Madame Tussaud's e Planet Hollywood até às muitas lojinhas de souvenires. Há de tudo um pouco em Times Square.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7eGZfi_83Is/TWvw4i5o-RI/AAAAAAAACos/tqAqf2YPPHM/s1600/DSC07590.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7eGZfi_83Is/TWvw4i5o-RI/AAAAAAAACos/tqAqf2YPPHM/s400/DSC07590.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578817417660397842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A ideia é comprar e gastar. Esse parece ser o único objectivo de tanto flash disparado em nossa direcção. E é difícil não se ser atingido...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GkbKGOJKcu0/TWvxRFuDtiI/AAAAAAAACo0/EAkHBW3QcNc/s1600/DSC07587.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GkbKGOJKcu0/TWvxRFuDtiI/AAAAAAAACo0/EAkHBW3QcNc/s400/DSC07587.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578817839323919906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Take me to the center of everything." Foi o que pediu Madonna ao taxista que a apanhou na rodoviária, vinda da terrinha, com parcos dólares no bolso, e recém chegada a Nova Iorque. Este deixou-a em Times Square. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-6269717215738696460?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/6269717215738696460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=6269717215738696460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6269717215738696460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/6269717215738696460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-times-square.html' title='NY Cards: Times Square'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BvOcA1Ywtg4/TWvvxNJliYI/AAAAAAAACoU/iR9AqrQuH5w/s72-c/DSC07597.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-3234897744010796384</id><published>2011-02-28T17:57:00.015Z</published><updated>2011-03-29T15:44:18.871+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: os edifícios famosos da Midtown e Garment District</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-wb_VkFRBwW8/TWvinfhyH7I/AAAAAAAACm8/IntzPEdgET8/s1600/DSC07378.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-wb_VkFRBwW8/TWvinfhyH7I/AAAAAAAACm8/IntzPEdgET8/s400/DSC07378.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578801731534462898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Saindo do Central Park rumo à Midtown, os arranha-céus começam a marcar a paisagem da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yt0ED4Tg-qA/TWvi4zWbaPI/AAAAAAAACnE/cYnOWFzyiC0/s1600/DSC07380.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yt0ED4Tg-qA/TWvi4zWbaPI/AAAAAAAACnE/cYnOWFzyiC0/s400/DSC07380.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578802028913322226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Plaza Hotel, um dos marcos da minha infância por causa do filme &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.imdb.com/title/tt0094739/"&gt;Cuidado com as Gémeas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-9P7yIcoYqo4/TWvjHV8q0TI/AAAAAAAACnM/cbucc3C7D3U/s1600/DSC07390.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-9P7yIcoYqo4/TWvjHV8q0TI/AAAAAAAACnM/cbucc3C7D3U/s400/DSC07390.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578802278718689586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos vários edifícios do Donald Trump. Figurinha caricata que, por acaso, até vimos em carne e osso a entrar nos estúdios da NBC. Verdade, verdadinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GDqtfQd4z2A/TWvjibcWmII/AAAAAAAACnU/oebzUxMALjY/s1600/DSC07397.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GDqtfQd4z2A/TWvjibcWmII/AAAAAAAACnU/oebzUxMALjY/s400/DSC07397.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578802744050227330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das entradas do Rockefeller Centre, já sem árvore de Natal mas ainda com pista de gelo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-SKMGRLgC5NE/TWvj-VXOnXI/AAAAAAAACnc/Y-2i9Sv0FiM/s1600/DSC07409.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-SKMGRLgC5NE/TWvj-VXOnXI/AAAAAAAACnc/Y-2i9Sv0FiM/s400/DSC07409.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578803223454457202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lá de cima, do Top of the Rock, várias surpresas boas. Do 70º andar, uma vista de cortar a respiração e um pedido de casamento. What else can a boy ask?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-yrlvwVa6KRQ/TWvkbYunO7I/AAAAAAAACnk/jd588cpoXvY/s1600/DSC07506.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yrlvwVa6KRQ/TWvkbYunO7I/AAAAAAAACnk/jd588cpoXvY/s400/DSC07506.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578803722574052274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A 5th Avenue, a Avenue of the Americas e a Madison Avenue são assim: o sol só chega ao chão uns minutos por dia, tal é a altura dos prédios destas avenidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Fc8EJfqOjD8/TWvk5aVVm5I/AAAAAAAACns/uUVczYWOQJ8/s1600/DSC07550.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Fc8EJfqOjD8/TWvk5aVVm5I/AAAAAAAACns/uUVczYWOQJ8/s400/DSC07550.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578804238400986002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O famoso Bryant Park, cenário da New York Fashion Week, onde vão, entre outros, os finalistas do Project Runway. Com uma nesguinha da Biblioteca lá ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ftdr5OHclt8/TWvlvQnnLaI/AAAAAAAACn0/yjtY72P-KII/s1600/DSC07552.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ftdr5OHclt8/TWvlvQnnLaI/AAAAAAAACn0/yjtY72P-KII/s400/DSC07552.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578805163506216354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Chrysler Building, imponente segundo arranha-céus da cidade e, na minha opinião, o mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-91KW2YWCOMk/TWvmYb6woAI/AAAAAAAACn8/48Vwgc0nlMs/s1600/DSC07554.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-91KW2YWCOMk/TWvmYb6woAI/AAAAAAAACn8/48Vwgc0nlMs/s400/DSC07554.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578805870913953794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Grand Central Station, ponto principal de chegada e partida de comboios para toda a América.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-MwrcHwKzm10/TWvmiveVi8I/AAAAAAAACoE/CTpp-IkCpMc/s1600/DSC07558.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MwrcHwKzm10/TWvmiveVi8I/AAAAAAAACoE/CTpp-IkCpMc/s400/DSC07558.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578806047962139586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E se legendas fossem precisas, lá estava uma. O Empire State Building, o maior, ali até torcermos o pescoço de tão alto que é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Z0xcQF7EWKg/TWvm8TrSMSI/AAAAAAAACoM/xddLPy6wt-E/s1600/DSC07571.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z0xcQF7EWKg/TWvm8TrSMSI/AAAAAAAACoM/xddLPy6wt-E/s400/DSC07571.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578806487176851746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E de lá de cima, um fim de dia virado para a Downtown e para os outros bairros da cidade. Nova Iorque parece caber na palma da mão, do cimo destes 86 andares e não, daqui não parece uma das maiores e mais impressionantes cidades do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-3234897744010796384?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/3234897744010796384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=3234897744010796384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3234897744010796384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/3234897744010796384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-os-edificios-famosos-da.html' title='NY Cards: os edifícios famosos da Midtown e Garment District'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wb_VkFRBwW8/TWvinfhyH7I/AAAAAAAACm8/IntzPEdgET8/s72-c/DSC07378.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-7679156907828380287</id><published>2011-02-28T16:31:00.014Z</published><updated>2011-03-29T15:44:35.722+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: Museum Mile, Museu de História Natural e MoMa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2YQVoxr6ub0/TWvOfCM4WrI/AAAAAAAAClU/fyEyZGqq3hA/s1600/DSC07318.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2YQVoxr6ub0/TWvOfCM4WrI/AAAAAAAAClU/fyEyZGqq3hA/s400/DSC07318.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578779595990653618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro dos museus da Museum Mile em que entrámos foi o Museu da Cidade de Nova Iorque. Com um vídeo elucidativo e muito interessante sobre a história da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-I3NcVq8f8bg/TWvOqHdVeuI/AAAAAAAAClc/kOBfNpIL85s/s1600/DSC07321.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-I3NcVq8f8bg/TWvOqHdVeuI/AAAAAAAAClc/kOBfNpIL85s/s400/DSC07321.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578779786380409570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não entrámos no Guggenheim mas quer-me parecer que o mais giro era cá fora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PIzplu_ZQKA/TWvOyYv4DWI/AAAAAAAAClk/NVp2WrV53UQ/s1600/DSC07328.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PIzplu_ZQKA/TWvOyYv4DWI/AAAAAAAAClk/NVp2WrV53UQ/s400/DSC07328.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578779928460528994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O famoso Metropoliam Museum of Art, com os seus vários pisos e imensas salas que são humanamente impossíveis de percorrer num só dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-o13JR5AHy0s/TWvQbQI67yI/AAAAAAAACls/cOjztZNko0A/s1600/DSC07351.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-o13JR5AHy0s/TWvQbQI67yI/AAAAAAAACls/cOjztZNko0A/s400/DSC07351.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578781730035920674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Séculos de história da Arte: dos romanos, aos gregos, aos egípcios e pré-história. Idade Média, Renascimento e Época Contemporânea. Era só escolher...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-uDBTIcNjHYA/TWvQs8Rdu1I/AAAAAAAACl0/TvmsX65cdG4/s1600/DSC07359.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uDBTIcNjHYA/TWvQs8Rdu1I/AAAAAAAACl0/TvmsX65cdG4/s400/DSC07359.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578782033940691794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Além, claro, de várias colecções privadas de quadros cedidas especialmente ao museu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-xaKkeHQ3Lu8/TWvQ2xaFIII/AAAAAAAACl8/J0HMVpTsyDI/s1600/DSC07367.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xaKkeHQ3Lu8/TWvQ2xaFIII/AAAAAAAACl8/J0HMVpTsyDI/s400/DSC07367.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578782202822729858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-JByAcnkDtDU/TWvRgXyXo7I/AAAAAAAACmE/MgD_5hgAV-8/s1600/DSC07473.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JByAcnkDtDU/TWvRgXyXo7I/AAAAAAAACmE/MgD_5hgAV-8/s400/DSC07473.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578782917499790258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Museu de História Natural e os seus muitos espaços dedicados aos planetas e à descoberta do cosmos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qC4HTcC1P0w/TWvRxHReTrI/AAAAAAAACmM/INdKNgrDQoM/s1600/DSC07441.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qC4HTcC1P0w/TWvRxHReTrI/AAAAAAAACmM/INdKNgrDQoM/s400/DSC07441.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578783205124624050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É neste museu que se passa o filme "À Noite no Museu", entre dinossauros, mamutes e outros que tais, preservadinhos que só eles sabem e vindos directamente do passado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Rr5tUbRg2uU/TWvR53dpRwI/AAAAAAAACmU/cK29Lgm68Io/s1600/DSC07455.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rr5tUbRg2uU/TWvR53dpRwI/AAAAAAAACmU/cK29Lgm68Io/s400/DSC07455.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578783355499529986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A parte dos animais embalsamados é a que menos gosto. Pensar que todos eles foram caçados é triste. Mas era importante, há tantos anos, conhecê-los e estudá-los...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-LrYyXIi5d6M/TWvSGXj9D5I/AAAAAAAACmc/MboPXsQkMus/s1600/DSC07456.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-LrYyXIi5d6M/TWvSGXj9D5I/AAAAAAAACmc/MboPXsQkMus/s400/DSC07456.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578783570274357138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma enorme colecção de "animais humanos" de todas as raças possíveis e imaginárias. Aqui, um americano verdadeiro, ou seja, um índio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-n-YXXQpXxAU/TWvSgVb4iYI/AAAAAAAACmk/4t2SsWD33yc/s1600/DSC07495.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-n-YXXQpXxAU/TWvSgVb4iYI/AAAAAAAACmk/4t2SsWD33yc/s400/DSC07495.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578784016380234114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chegando ao Museum of Modern Art a história é outra: é uma sensação de ter alcançado algo o facto de estarmos ali frente a frente com, por exemplo, as "Demoiselles d'Avignon".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-1kfOsqy5OB8/TWvSv9fprhI/AAAAAAAACms/WEPRe4rJsMo/s1600/DSC07499.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1kfOsqy5OB8/TWvSv9fprhI/AAAAAAAACms/WEPRe4rJsMo/s400/DSC07499.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578784284831493650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ou outras obras icónicas, que estamos habituados apenas a ver em livros ou posters. É muito enriquecedor conhecê-las de perto e apercebermo-nos de que são reais e tiveram uma história, um tempo, um motivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-g89XkKrtg7k/TWvS92K7dKI/AAAAAAAACm0/ebKAugqXGNQ/s1600/DSC07502.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-g89XkKrtg7k/TWvS92K7dKI/AAAAAAAACm0/ebKAugqXGNQ/s400/DSC07502.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578784523383698594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A esplanada do MoMa, cheia de neve. Os seus cinco pisos foram todos calcorreados por nós, entre muitas instalações, exposições temporárias e, mais uma vez, a sensação de que nem com uma semana inteira para ele conseguiríamos ver tudo. Sem dúvida, o meu preferido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-7679156907828380287?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/7679156907828380287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=7679156907828380287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7679156907828380287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/7679156907828380287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-museum-mile-museu-de-historia.html' title='NY Cards: Museum Mile, Museu de História Natural e MoMa'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2YQVoxr6ub0/TWvOfCM4WrI/AAAAAAAAClU/fyEyZGqq3hA/s72-c/DSC07318.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-733941862073434915</id><published>2011-02-28T15:53:00.011Z</published><updated>2011-03-29T15:45:21.683+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planando pelo Mundo'/><title type='text'>NY Cards: Upper West, St. John The Divine, Harlem, Central Park</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-rRME1tXJlrc/TWvGCP9h90I/AAAAAAAACkc/9nZ-a6b5g2Y/s1600/DSC07265.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-rRME1tXJlrc/TWvGCP9h90I/AAAAAAAACkc/9nZ-a6b5g2Y/s400/DSC07265.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578770305375139650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Algumas casas ainda tinham decorações de Natal, no upper-class bairro de Upper West Side.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-vctVzBhX7e4/TWvGL_tluiI/AAAAAAAACkk/HGKiZ6fyG7k/s1600/DSC07273.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vctVzBhX7e4/TWvGL_tluiI/AAAAAAAACkk/HGKiZ6fyG7k/s400/DSC07273.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578770472812001826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Também aqui ficavam conhecidos edifícios como o Dakota Hotel, onde foi assassinado John Lennon.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-qVZPSsCclXc/TWvGiHpHZEI/AAAAAAAACks/7ad5U2S--Ls/s1600/DSC07281.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-qVZPSsCclXc/TWvGiHpHZEI/AAAAAAAACks/7ad5U2S--Ls/s400/DSC07281.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578770852897842242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fachada lateral esquerda da catedral de Saint John, the Divine. Como muitas outras coisas por lá, é a maior do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-opgmv764dtU/TWvGyWBn5TI/AAAAAAAACk0/uy8BdxlSBUo/s1600/DSC07286.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-opgmv764dtU/TWvGyWBn5TI/AAAAAAAACk0/uy8BdxlSBUo/s400/DSC07286.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578771131636639026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No interior, tudo enorme em Saint John. Com direito a um mural do &lt;a href="http://www.google.pt/images?hl=pt-pt&amp;amp;pq=keith+haring&amp;amp;xhr=t&amp;amp;q=keith+haring+triptych+saint+john+the+divine&amp;amp;cp=22&amp;amp;client=firefox-a&amp;amp;hs=cZ6&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-PT:official&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1600&amp;amp;bih=715"&gt;Keith Haring&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-z-hALLvq2bI/TWvHB0FVL_I/AAAAAAAACk8/OZ2N5bqLd24/s1600/DSC07304.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-z-hALLvq2bI/TWvHB0FVL_I/AAAAAAAACk8/OZ2N5bqLd24/s400/DSC07304.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578771397403291634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Passando de raspão pelo Harlem, apenas para ver a neve do Morningside Park.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-q3TzoPoJCNs/TWvHUuVuDcI/AAAAAAAAClE/7TTyJ-UfJ7Q/s1600/DSC07312.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-q3TzoPoJCNs/TWvHUuVuDcI/AAAAAAAAClE/7TTyJ-UfJ7Q/s400/DSC07312.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578771722278931906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No Central Park, este esquilinho posou para nós com toda a sua star-quality.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Ow-4stiBlgM/TWvHtTUSdcI/AAAAAAAAClM/KjIahmJhKOo/s1600/DSC07315.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ow-4stiBlgM/TWvHtTUSdcI/AAAAAAAAClM/KjIahmJhKOo/s400/DSC07315.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578772144521901506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Do East Harlem, passando pelo Upper East Side e chegando à Midtown, fizemos o Central Park de uma ponta à outra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-733941862073434915?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/733941862073434915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=733941862073434915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/733941862073434915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/733941862073434915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/ny-cards-upper-west-st-john-divine.html' title='NY Cards: Upper West, St. John The Divine, Harlem, Central Park'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rRME1tXJlrc/TWvGCP9h90I/AAAAAAAACkc/9nZ-a6b5g2Y/s72-c/DSC07265.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5657066289280762958</id><published>2011-02-22T21:09:00.002Z</published><updated>2011-03-29T16:01:36.119+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Data importante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-hEZij8XBgMU/TWQmNrEkTvI/AAAAAAAACkU/wRm-hrlP3YQ/s1600/af-gr_protesto-flyer-v13.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hEZij8XBgMU/TWQmNrEkTvI/AAAAAAAACkU/wRm-hrlP3YQ/s400/af-gr_protesto-flyer-v13.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576624254933552882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À rasca ou por solidariedade, faz todo o sentido expressar opinião. Espalhemos a palavra pela blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-5657066289280762958?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/5657066289280762958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=5657066289280762958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5657066289280762958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/5657066289280762958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/data-importante.html' title='Data importante'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hEZij8XBgMU/TWQmNrEkTvI/AAAAAAAACkU/wRm-hrlP3YQ/s72-c/af-gr_protesto-flyer-v13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-1951708487451224543</id><published>2011-02-21T22:21:00.004Z</published><updated>2011-03-29T16:03:02.200+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Top of the Pops'/><title type='text'>Duas novas preferidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se são novas ou não no mundo da música. Mas são-no no meu. No meu quasi-completo enjoo pela música americana, que se tem vindo gradualmente a estender a toda a música cantada em inglês, descobri duas novas cantoras preferidas. É giro esta coisa de começarmos a ouvir uma música por acaso (num filme, numa série, na boca de alguém que gostamos...) e de repente descobrirmos a pessoa que a canta e gostarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que sou rapaz de divas (se fosse realizador era daqueles chatos tipo Woody Allen, sempre com a mesma actriz em todos os filmes - e sim, Rache, eras tu), descobri umas mocinhas de voz e letra agradável ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem bem, para aliviar o ouvido de tanta anglicanisse de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/EkjoCMvc-lI" allowfullscreen="" width="380" frameborder="0" height="290"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nina_Zilli"&gt;Nina Zilli&lt;/a&gt; descobri-a eu no filme italiano &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1405810/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mine Vaganti&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Para que conste, o meu filme preferido de sempre, que encabeça o pódio onde em seguida figuram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Horas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Lei do Desejo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/T6kZASAwS7c" allowfullscreen="" width="380" frameborder="0" height="290"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberta_S%C3%A1"&gt;Roberta Sá&lt;/a&gt; faz umas versões foférrimas de músicas MPB tradicionais. Mas esta é mesmo dela e conheci-a na novela das oito da Globo. Sem vergonhas, que as novelas do Sílvio de Abreu deixam o CSI a parecer uma... hmm... novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas descobertas... que estas duas animem um pouco este Inverno chato que teima em não deixar o Porto em paz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-1951708487451224543?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/1951708487451224543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=1951708487451224543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1951708487451224543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/1951708487451224543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/duas-novas-preferidas.html' title='Duas novas preferidas'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/EkjoCMvc-lI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-8526775049764029795</id><published>2011-02-21T12:35:00.001Z</published><updated>2011-03-29T16:03:26.456+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedacinhos de Nada'/><title type='text'>Verão, já...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-APrupu49_Uw/TWJcXdjKfgI/AAAAAAAACFU/nOU5bejjsWA/s1600/F1000007.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-APrupu49_Uw/TWJcXdjKfgI/AAAAAAAACFU/nOU5bejjsWA/s400/F1000007.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576120846776958466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Saudades do Mar Vermelho...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24392350-8526775049764029795?l=theponytales.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theponytales.blogspot.com/feeds/8526775049764029795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24392350&amp;postID=8526775049764029795&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8526775049764029795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24392350/posts/default/8526775049764029795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theponytales.blogspot.com/2011/02/verao-ja.html' title='Verão, já...'/><author><name>Pony</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13281400051026721142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rG0Xvkv-LEQ/TXwt91QoVDI/AAAAAAAACvw/09utN80dnPQ/s220/aFfNs4PerIChrf8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-APrupu49_Uw/TWJcXdjKfgI/AAAAAAAACFU/nOU5bejjsWA/s72-c/F1000007.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24392350.post-5402298947971135134</id><published>2011-01-25T23:13:00.004Z</published><updated>2011-03-29T16:13:40.575+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de um ex-adolescente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestos crónicas e declarações'/><title type='text'>Podres Poderes</title><content type='html'>Há todo um (sub) género de pessoas que deveria morrer sem piedade. Já não falo de pessoas que maltratam animais, que maltratam crianças, que são homofóbicos, racistas ou que violam. Esses, para mim, já não são bem pessoas, estão ali entre o humanóide e algures no processo de criação houve um engano divino. Também não falo de gente de direita. Esses são só muito pouco informados. E desses temos pena, nós, os informados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo daquela gentinha dos comentários anónimos insultuosos. Geralmente reúnem uma ou mais característica dos supra-citados e causam-me um asco tal que não lhes atribuo, também, muito bem a característica de pessoa. Pessoa compreende uma identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente assistimos a uma vaga de comentários anónimos relativamente ao drama do Carlos Castro e do 
